A própria polícia já sabe que o único objetivo da redução da maioridade penal é dar lucro para empresários

A Coligação dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (COLPOL) é a entidade de classe que representa os policiais desse estado. Eles produziram um vídeo com vários policiais civis (entre agentes, comissários, delegados, oficiais e inspetores), todos com larga experiência, que se posicionam claramente contra a redução da imputabilidade penal.

Eles explicam que o grande problema hoje não é a violência praticada pelo adolescente, que é ínfima, mas a violência praticada contra o adolescente, já que o brasil tem um dos maiores índices de violência contra essa faixa etária no mundo.

Segundo o Ministério da Justiça, apenas 0,5% dos homicídios ou tentativas de homicídio são praticados por adolescentes. De toda a população carcerária da Fundação Casa (cadeia de adolescentes em São Paulo), menos de 3% praticaram crimes hediondos (latrocínio, homicídio, estupro e sequestro).

Por outro lado, quase metade das crianças brasileiras vive na pobreza. Destas, 70% são negras. A cada dia, 129 novos casos de violência (incluindo sexual) contra adolescentes são reportados ao Disque Denúncia 100. A cada hora, cinco casos de violência contra meninas e meninos são registrados no País.

Entre 1980 e 2010, o número de assassinatos de adolescentes cresceu 346%, quase três vezes mais que o total de homicídios, que cresceu 124% no mesmo período.

Quando a gente olha para os dados, para o mundo real, fica claro que a intenção dos deputados conservadores (que unem a Bancada Evangélica e a Bancada da Bala) não tem nada a ver com segurança pública, não tem nada a ver com proteger a vida. A intenção é uma só: privatizar as prisões e encher os bolsos de dinheiro.

Pior: não estão nem aí com os efeitos colaterais, como a legalização da pedofilia e da prostituição infantil.

Assista o vídeo:

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3 pensamentos sobre “A própria polícia já sabe que o único objetivo da redução da maioridade penal é dar lucro para empresários

  1. O difícil é confiar nas “estatísticas” brasileiras. Além disso, o argumento da falta de políticas públicas para com os adolescentes (que na verdade é uma parcela da população brasileira, toda ela desassistida, pelo poder público), não justifica o fato de deixarmos impunes os crimes cometidos por adolescentes.
    Se fôssemos aplicar tal pensamento por extensão, não puniríamos ninguém neste país.
    A família brasileira está deteriorada; pais e mães ausentes. Há muitos (desculpem-me a expressão, absurdamente verdadeira) filhos da puta; gestados nas bocas de fumo; filhos de traficantes e bandidos de toda ordem que aprendem o ofício dos pais, num circulo vicioso perverso.

    A história de vida de muitos adolescentes é deprimente. Vítimas que são do destino cruel de nascerem condenados a reproduzirem a “cultura” de uma comunidade marginal.

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    • Celso,

      Você não sabe, mas o adolescente é responsável e punido no Brasil a partir dos 12 anos. Assim, seu argumento de impunidade é falso.

      Sobre “confiar nas estatísticas”, dados colhidos com metodologia, ainda que possam estar errados, são muito, mas muito mais confiáveis do que evidências anedóticas, do que “achismos” e senso comum.

      Agora, você corretamente identifica que a infância e adolescência são vítimas de violência. O que é bizarro é a sua proposta pra resolver a questão: mais violência!!!!

      Faz algum sentido?

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