Apontamentos para a Causa Palestina

* Yasser Jamil Fayad
Jamil Abdalla Fayad

O objetivo desse ensaio é lançar luzes sobre a totalidade concreta na qual a Causa Palestina está inserida. Não se trata de uma tese final e acabada, mas sim de tentativas de aproximações daquela práxis emancipatória. A luta pela libertação Palestina abriu as portas para um processo que pode não se encerrar dentro dos moldes de um “Estado nacional burguês”. O futuro dirá se o povo palestino optará em transcender esses limites rumo ao socialismo – uma certeza temos: no mundo árabe, os palestinos são hoje os que mais podem fazê-lo. Opção que fortalecerá sua herança positiva de solidariedade, fraternidade e justiça com equidade social e econômica. Esta saída será a antítese de beleza que o diferenciará da feiura sionista.

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Apelo às organizações sindicais, populares e partidos comprometidos com a democracia e a defesa dos direitos humanos

No sábado, 13 de agosto, às 15h30, no bairro popular de Fort Nacional (Porto-Príncipe), na saída de uma reunião do Movimento de Liberdade, Igualdade dos Haitianos pela Fraternidade (MOLEGHAF), um grupo de homens armados assassinou covardemente Davidtchen Siméon, jovem militante de 23 anos da organização popular progressista MOLEGHAF, muito engajado na luta contra as forças de ocupação da ONU (Minustah), o imperialismo e a opressão dos trabalhadores pelo capital transnacional.

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“Ameaças que podem liquidar a causa palestina”

Israel quer sabotar a projeto do retorno dos refugiados

Publicamos trechos da intervenção de Salah Salah, membro do Conselho Nacional Palestino, na reunião da coordenação do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT), da qual também é integrante, ocorrida na Argélia em 28 e 29 de maio.

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Pelo fim do Apartheid: boicote acadêmico a Israel

Recentemente, o deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ), indo na contra-mão da comunidade acadêmica internacional, foi a Israel por convite da Universidade Hebraica de Jerusalém. Foi um grande (e triste) exemplo de como trabalha a retórica do pós-modernismo (muito presente no PSOL): em nome de uma pretensa “liberdade da comunidade LGBT” no país, Willys tenta justificar o racismo e o genocídio praticado pelo Estado fascista de Israel. Em sua palestra que, segundo ele, versou “sobre antissemitismo, racismo, homofobia e outras formas de ódio e preconceito”, Willys ignorou completamente o fato de que Israel promove exatamente esse racismo, promove a segregação racial de seus cidadão, promove a ocupação militar de outros países, promove o genocídio do povo palestino, promove a esterilização forçada de mulheres negras em seu território.

O fato de a palestra de Jean Willys ter sido feita na Universidade Hebraica de Jerusalém não é secundário. Tal universidade é um símbolo da violência sionista. Boa parte das suas instalações foram construídas em terras tomadas ilegalmente e violentamente dos palestinos em Jerusalém Oriental. Uma carta aberta assinada por 76 acadêmicos e endossada por centenas de organizações e pesquisadores internacionais afirmava, já em 2013, que “apesar de todas as universidades israelenses compactuarem plenamente com a ocupação, o colonialismo de assentamentos e o apartheid, a Universidade Hebraica de Jerusalém tem papel proeminente”. Destaca ainda que “a universidade compactua com o tratamento desigual de palestinos, inclusive daqueles que são cidadãos de Israel [e] restringe a liberdade de expressão e de protesto de seus poucos estudantes palestinos”.

Em nome da liberdade de pensamento, nós apoiamos qualquer forma de boicote e sanções ao Estado Sionista de Israel e publicamos aqui a Campanha Palestina pelo Boicote Acadêmico e Cultural a Israel. Organize o boicote em sua Universidade e, se desejar, envie-nos notícias sobre a campanha.

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Nosso verbo é lutar: Somos todos palestinos

A luta pela vida e auto-determinação do povo palestino sempre estiveram presentes aqui no Livre Pensamento. A laicidade, a democracia, a paz e poder viver segundo seus próprios costumes são direitos fundamentais dos povos do mundo. Direitos esses que tem sido roubados pelo Estado de Israel aliado ao imperialismo mundial, que mata, tortura e aprisiona o povo palestino aos milhares há mais de 60 anos. Um Estado racista, governado pelo Sionismo (um tipo de fascismo) que não se contenta em massacrar os palestinos, mas comete dezenas de crimes contra os Beduínos, os Beta Israel (judeus etíopes), os Mizrahim (judeus árabes) e tantos outros povos.

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A mais nova provocação de Israel

Após arrasar Gaza, Telaviv quer construir colônia gigante de ocupação na Cisjordânia, desalojando palestinos e violando Direito internacional

Por Robert Fisk

Visão de mundo? Israel rouba terras, os palestinos são roubados. Não há outra coisa para ver.

E assim mais uma fatia da terra palestina escorregou pelo ralo. Mais uns mil acres de terra palestina roubada pelo governo de Israel – porque… “apropriação” é roubo, não é? – e o mundo já apareceu com as desculpas de sempre.

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Boaventura: a possível extinção do Estado de Israel

Criá-lo foi ato desumano de colonialismo. Extinto, pode dar lugar a Estado plurinacional e secular, onde judeus e palestinos convivam pacífica e dignamente

Por Boaventura de Sousa Santos

Podem simples cidadãos de todo o mundo organizar-se para propor em todas as instâncias de jurisdição universal possíveis uma ação popular contra o Estado de Israel no sentido de ser declarada a sua extinção, enquanto Estado judaico, não apenas por ao longo da sua existência ter cometido reiteradamente crimes contra a humanidade, mas sobretudo por a sua própria constituição, enquanto Estado judaico, constituir um crime contra a humanidade? Podem. E como este tipo de crime não prescreve, estão a tempo de o fazer. Eis os argumentos e as soluções para restituir aos judeus e palestinianos e ao mundo em geral a dignidade que lhes foi roubada por um dos atos mais violentos do colonialismo europeu no século XX, secundado pelo imperialismo norte-americano e pela má consciência europeia desde o fim da segunda guerra mundial.

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