Entidades científicas repudiam destruição da pesquisa científica promovida pelo Golpe no Brasil

Cinquenta e seis organismos de promoção científica – incluindo a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e dezenas de sociedades e associações dos mais diversos ramos da pesquisa – lançaram um manifesto conjunto em que denunciam a política de destruição da pesquisa científica levada a cabo pelo governo golpista de Michel Temer e as gravíssimas consequencias que tal política pode levar ao Brasil.

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O surrealismo canalha da direita brasileira

A direita brasileira é surreal. Quase não dá pra saber se é mal-caratismo ou pura estupidez, mesmo.

Exemplos não faltam: é polícia dizendo que Bakunin era um “potencial suspeito” de organizar ações violentas no Rio de Janeiro em 2014. São promotores que não sabem a diferença entre Engels e Hegel. É uma vereadora do Rio de Janeiro que acha que a Venezuela é governada pelo Seu Madruga. São vários vereadores de várias cidades propondo projetos de lei para “proibir o Apocalipse”. Ou a socialite que vê uma bandeira do Japão e acha que é uma invasão comunista. Tem o deputado que acha que Bertold Brecht é personagem da Escolinha do Professor Raimundo e ainda tem o candidato a presidência que diz que ornitorrinco é da Amazônia…

Bom… Dois juízes sendo homenageados em uma casa de prostituição…

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‘Marxismo Cultural’: uma teoria unificadora para as pessoas de direita que gostam de posar de vítimas

 

* Jason Wilson

O que o colunista australiano Nick Cater, o grupo gamer de ódio #Gamergate, o atirador norueguês Anders Breivik e caras aleatórios no YouTube têm em comum(1)? Além de qualquer outra coisa, todos eles invocam o fantasma do “marxismo cultural” para explicar as coisas que eles desaprovam – coisas como comunidades de imigranes islâmicos, feminismo e, hmmm, o líder da oposição, Bill Shorten(2).

Do que eles estão falando? O conto varia na narrativa, mas a teoria de um marxismo cultural é parte integrante da vida de fantasia da direita contemporânea. Depende de uma história desses espelhos de parque de diversão, que reflete coisas que realmente aconteceram apenas para distorcê-las das formas mais bizarras.

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Anistia Internacional condena ameaças do General Villas Boas

A Anistia Internacional acaba de lançar uma nota onde condena as ameaças proferidas pelo Comandante do Exército General Villas Boas e que foi ao ar no Jornal Nacional.

O mesmo General comandou a Missão do Exército no Haiti, que promoveu impunemente massacres do povo negro e pobre das periferias do País, o mesmo Villas Boas que pediu “garantias” para que os militares assassinem impunemente no Rio de Janeiro agora vem ameaçar o Tribunal Constitucional brasileiro falando dizendo ser “contra a impunidade”.

Veja a íntegra da nota:

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A tragédia da intervenção militar no Rio

Pânico, violência, desaparecimentos, execuções, saldo tenebroso para o povo fluminense da política do golpismo

* Francine Iegelski

No dia 15 de março, milhares saíram às ruas do Rio para protestar e pedir justiça para a vereadora do PSOL, Marielle Franco, e Anderson Pedro, o motorista que a acompanhava. Marielle havia denunciado, no dia 11 de março, PMs do 41º BPM da favela de Acari, reconhecido por ser o batalhão que mais mata no Rio, que, segundo relato de moradores, fizeram ameaças, fotografaram identidades, causando terror.

Neste dia 15, o povo que se ergueu contra este crime bárbaro não pode deixar de relacioná-lo à intervenção militar, apesar dos pedidos do próprio PSOL de não “politizar” o ato. Não, o grito contra essa situação de opressão e a expressão política de forças  democráticas e populares organizadas, num gesto de solidariedade e pedido de justiça, não são contraditórios à luta de Marielle e sua posição contra o racismo e a violência policial. Ao contrário! Um grupo de mulheres negras segurou a faixa “Não à intervenção. É pela vida de todas as mulheres” durante o comovente velório de Marielle na Câmara Municipal, vimos pichações nos muros contra a intervenção, a coluna do “Diálogo e Ação
Petista-RJ” ecoou com a voz de centenas de manifestantes a palavra de ordem “Não, não, não à intervenção”. No ato do dia 20 de março no centro do Rio, embora menor, também se viu e ouviu o grito contra a intervenção.

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Marielle Franco: executada como “aviso” político. Escolhida por ser mulher, negra e favelada.

* Samara Azevedo

Segundo o Atlas da Violência de 2017, um jovem negro no Brasil tem 2,6 mais chances de ser assassinado que um jovem branco. A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras.

Marielle era negra e pobre.

4.621 mulheres foram assassinadas no Brasil no ano de 2015. 18 mulheres foram  assassinadas em Portugal de janeiro a novembro de 2017. Em um dia e meio de Brasil, mulheres são mortas na proporção que Portugal mata quase o ano todo.

Marielle era mulher.

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Apontamentos para a Causa Palestina

* Yasser Jamil Fayad
Jamil Abdalla Fayad

O objetivo desse ensaio é lançar luzes sobre a totalidade concreta na qual a Causa Palestina está inserida. Não se trata de uma tese final e acabada, mas sim de tentativas de aproximações daquela práxis emancipatória. A luta pela libertação Palestina abriu as portas para um processo que pode não se encerrar dentro dos moldes de um “Estado nacional burguês”. O futuro dirá se o povo palestino optará em transcender esses limites rumo ao socialismo – uma certeza temos: no mundo árabe, os palestinos são hoje os que mais podem fazê-lo. Opção que fortalecerá sua herança positiva de solidariedade, fraternidade e justiça com equidade social e econômica. Esta saída será a antítese de beleza que o diferenciará da feiura sionista.

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