‘Marxismo Cultural’: uma teoria unificadora para as pessoas de direita que gostam de posar de vítimas

 

* Jason Wilson

O que o colunista australiano Nick Cater, o grupo gamer de ódio #Gamergate, o atirador norueguês Anders Breivik e caras aleatórios no YouTube têm em comum(1)? Além de qualquer outra coisa, todos eles invocam o fantasma do “marxismo cultural” para explicar as coisas que eles desaprovam – coisas como comunidades de imigranes islâmicos, feminismo e, hmmm, o líder da oposição, Bill Shorten(2).

Do que eles estão falando? O conto varia na narrativa, mas a teoria de um marxismo cultural é parte integrante da vida de fantasia da direita contemporânea. Depende de uma história desses espelhos de parque de diversão, que reflete coisas que realmente aconteceram apenas para distorcê-las das formas mais bizarras.

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Anistia Internacional condena ameaças do General Villas Boas

A Anistia Internacional acaba de lançar uma nota onde condena as ameaças proferidas pelo Comandante do Exército General Villas Boas e que foi ao ar no Jornal Nacional.

O mesmo General comandou a Missão do Exército no Haiti, que promoveu impunemente massacres do povo negro e pobre das periferias do País, o mesmo Villas Boas que pediu “garantias” para que os militares assassinem impunemente no Rio de Janeiro agora vem ameaçar o Tribunal Constitucional brasileiro falando dizendo ser “contra a impunidade”.

Veja a íntegra da nota:

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A tragédia da intervenção militar no Rio

Pânico, violência, desaparecimentos, execuções, saldo tenebroso para o povo fluminense da política do golpismo

* Francine Iegelski

No dia 15 de março, milhares saíram às ruas do Rio para protestar e pedir justiça para a vereadora do PSOL, Marielle Franco, e Anderson Pedro, o motorista que a acompanhava. Marielle havia denunciado, no dia 11 de março, PMs do 41º BPM da favela de Acari, reconhecido por ser o batalhão que mais mata no Rio, que, segundo relato de moradores, fizeram ameaças, fotografaram identidades, causando terror.

Neste dia 15, o povo que se ergueu contra este crime bárbaro não pode deixar de relacioná-lo à intervenção militar, apesar dos pedidos do próprio PSOL de não “politizar” o ato. Não, o grito contra essa situação de opressão e a expressão política de forças  democráticas e populares organizadas, num gesto de solidariedade e pedido de justiça, não são contraditórios à luta de Marielle e sua posição contra o racismo e a violência policial. Ao contrário! Um grupo de mulheres negras segurou a faixa “Não à intervenção. É pela vida de todas as mulheres” durante o comovente velório de Marielle na Câmara Municipal, vimos pichações nos muros contra a intervenção, a coluna do “Diálogo e Ação
Petista-RJ” ecoou com a voz de centenas de manifestantes a palavra de ordem “Não, não, não à intervenção”. No ato do dia 20 de março no centro do Rio, embora menor, também se viu e ouviu o grito contra a intervenção.

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Marielle Franco: executada como “aviso” político. Escolhida por ser mulher, negra e favelada.

* Samara Azevedo

Segundo o Atlas da Violência de 2017, um jovem negro no Brasil tem 2,6 mais chances de ser assassinado que um jovem branco. A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras.

Marielle era negra e pobre.

4.621 mulheres foram assassinadas no Brasil no ano de 2015. 18 mulheres foram  assassinadas em Portugal de janeiro a novembro de 2017. Em um dia e meio de Brasil, mulheres são mortas na proporção que Portugal mata quase o ano todo.

Marielle era mulher.

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Apontamentos para a Causa Palestina

* Yasser Jamil Fayad
Jamil Abdalla Fayad

O objetivo desse ensaio é lançar luzes sobre a totalidade concreta na qual a Causa Palestina está inserida. Não se trata de uma tese final e acabada, mas sim de tentativas de aproximações daquela práxis emancipatória. A luta pela libertação Palestina abriu as portas para um processo que pode não se encerrar dentro dos moldes de um “Estado nacional burguês”. O futuro dirá se o povo palestino optará em transcender esses limites rumo ao socialismo – uma certeza temos: no mundo árabe, os palestinos são hoje os que mais podem fazê-lo. Opção que fortalecerá sua herança positiva de solidariedade, fraternidade e justiça com equidade social e econômica. Esta saída será a antítese de beleza que o diferenciará da feiura sionista.

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A melhor cura para a epidemia de fake news será leitores mais céticos

Novos algoritmos ajudarão – mas o ceticismo dos usuários é a melhor arma

* David Pogue

“Papa Francisco choca o mundo ao apoiar Donald Trump para presidente”, “Agente do FBI suspeito no vazamento de e-mails de Hillary encontrado morto em um aparente assassinato-suicídio”, “Rush revela o passado pervertido de MIchelle apos ela dar o fora em Trump”. Essas manchetes não vem do The New York Times ou da CNN, eles geralmente são escritos por adolescentes na Macedônia. Essas notícias falsas (fake news) foram escritas como caça-cliques, projetados para levar leitores aos sites de fake news, onde os adolescentes das Bálcãs fazem dinheiro vendendo anúncios.

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Estudando a ciência da ciência

* Jane C. Hu

Em teoria, o método científico funciona assim: pesquisadores formulam uma questão, constroem hipóteses, coletam dados, avaliam seus resultados e – ta da! – o mundo ganha conhecimentos científicos valiosos. Na prática, é claro, isso nem sempre funciona desse jeito e alguns cientistas estão trazendo isso pra si e indo além de suas áreas de pesquisa principais para estudar onde o sistema pode estar errando.

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