Entidades científicas repudiam destruição da pesquisa científica promovida pelo Golpe no Brasil

Cinquenta e seis organismos de promoção científica – incluindo a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e dezenas de sociedades e associações dos mais diversos ramos da pesquisa – lançaram um manifesto conjunto em que denunciam a política de destruição da pesquisa científica levada a cabo pelo governo golpista de Michel Temer e as gravíssimas consequencias que tal política pode levar ao Brasil.

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Presidente da SBPC fala sobre sua preocupação com os rumos da ciência

Helena Bonciani Nader, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e presidente reeleita da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), discursou na abertura da 65ª Reunião Anual da SBPC (em 21/07) e demonstrou grande preocupação com os rumos da pesquisa científica no Brasil.

Lembrando o tema dessa 65ª Reunião (“Ciência para o Novo Brasil”), Nader destacou que, apesar de já ser a 7ª economia do mundo, o Brasil tem muito o que evoluir para se considerar inserido na chamada “Economia Baseada no Conhecimento”. Lembrou ainda que “Embora nosso país seja responsável por 2,7% da produção científica mundial, o que lhe confere a 13ª posição no ranking, ocupa apenas o 58º lugar em inovação entre 141 países”.

Helena vê positivamente as mudanças ocorridas no Brasil na última década: a criação de 14 novas universidades federais e de 126 novos campi, além de novos centros de pesquisa e da expansão das universidades estaduais. Por outro lado destaca o débito que o país ainda tem com a população com relação à educação de qualidade:

No entanto, o país apresenta índices sofríveis no que se refere à qualidade do ensino básico. O país ainda tem 6% de analfabetos e 21% de analfabetos funcionais, ou seja, quase um terço da população não consegue utilizar o conhecimento da língua para se inserir nas práticas sociais. O desempenho de nossos estudantes em exames internacionais e nacionais, mostram baixo rendimento quando avaliados na capacidade de entender e interpretar textos, matemática e ciências.

Apesar de fazer um discurso muito centrado na atuação da SBPC junto aos legisladores, a presidente acenou com posicionamentos importantes, como a priorização da educação, a defesa de que todo o recurso do Pré-Sal seja destinado à educação e à ciência, a descriminalização do aborto etc.

Leia a íntegra do discurso de abertura da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.