A moral é natural dos animais, não tem nada a ver com religião

É muito comum, ao discutir a moral, escutar o argumento de que toda moral provém da religião, que ateus não tem moral, que o senso moral provém do medo de não viver para sempre no paraíso cristão.

Ora, se a moral é unicamente religiosa, então só poderia existir nas sociedades humanas, certo?

O biólogo alemão Frans de Waal discorda de tal noção. No vídeo a seguir, cita várias pesquisas que estabelecem que várias sociedades de mamíferos são capazes de regras morais, de ética, compaixão, senso de justiça e empatia.

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Um diálogo sobre a razão

Em um tempo em que a irracionalidade tomou totalmente conta das redes sociais, da política, da cultura e até, em vário momentos, da medicina e da pesquisa acadêmica, será que o pensamento racional perdeu seu poder?

Em 2012 o TED (Technology, Entertainment and Design) gravou um bate papo entre o linguista Steven Pinker e a filósofa Rebecca Newberger Goldstein em que eles discutem e chegam à conclusão de que é a razão o motor da moralidade.

Steven é linguista e escritor de best-sellers em que questiona a natureza de nossos pensamentos. Através da análise da linguagem, ele busca definir até que ponto as ações humanas são inatas e até que ponto são fruto do ambiente.

Rebecca também é escritora, tanto de ficção quanto de não ficção. É apaixonada pelos diálogos socráticos e defende a importância da filosofia, inclusive em seus livros de ficção.


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O Mito da Caverna de Platão em quadrinhos

O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, é um texto do filósofo grego Platão, parte do Livro VII de A República. Através de um diálogo entre as personagens Sócrates e Glauco, Platão faz uma parábola para demonstrar como a escuridão e as trevas da ignorância podem ser superadas pela busca do conhecimento, da verdade.

As sombras projetadas pela pouca luz que entra na caverna representam o senso comum, a crença acrítica no relato anedótico, nas tradições e nos dogmas. É literalmente a visão parcial e limitada, mas vista pelos homens da caverna como sendo todo o mundo.

Por outro lado, a saída da caverna e a busca da luz é a busca pelo conhecimento, pela verdade. No início pode assustar e até fascinar, mas é a única forma de viver plenamente.

Esta versão, do estúdio de Maurício de Souza, é de 2002 e nos traz uma bem humorada visão dessa parábola. No final, o trecho de A República que contém a alegoria.

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Voltaire: guerra aos senhores!

“Como é que um homem
pode se tornar
senhor de outro homem
e por que espécie de
incompreensível magia
pôde esse homem se tornar
senhor de muitos outros homens?”

Voltaire

Voltaire, Dicionário Filosófico. São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 462. ISBN 85-7232-508-5

Sam Harris: A ciência pode responder questões morais.

Sam Harris é um neurocientista estadunidense. Escritor de vários livros, é profundo crítico do dogmatismo, inclusive do dogmatismo religioso.

Harris defende que é necessário questionar livremente os dogmas e que o tabu de que “religião não se discute” é um entrave à evolução humana e à justiça social.

Neste vídeo, Harris demonstra que a suposta ligação entre religiosidade e moral é um mito e que não está baseado em nenhuma evidência. Demonstra também que a utilização da razão, da ciência, do materialismo, é muito mais útil para definir valores morais do que qualquer sistema de crenças, dogmas ou fé.

Veja outros vídeos do TED.

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Demarcando o que é e o que não é ciência

O seguinte artigo foi publicado pela Revista Filogênese, da Unesp, no volume 3, de 2010. Escrito pelo graduando em Filosofia pela Ufop, Rafael d’Aversa, busca os limites entre a ciência e a pseudociência através da análise de dois filósofos da ciência: Karl PopperRudolf Carnap.

Carnap foi um filósofo alemão. Um dos mais influentes membros do Círculo de Viena e defensor do positivismo lógico (neopositivismo), negava a metafísica (que considerava inútil e sem sentido) e defendia o princípio da verificação.

Popper era um filósofo da ciência nascido na Áustria e naturalizado britânico. Ele contrapõe o critério da verificação (do positivismo lógico) pelo método da falseabilidade. Apesar de sua crítica ao Círculo de Viena, é comummente descrito como um positivista.

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