A Revoada das Galinhas Verdes: 91 anos da batalha antifascista

Em 7 de outubro de 1934, a esquerda brasileira mostrou que a ação direta unificada pode derrotar o fascismo. O legado da Batalha da Praça da Sé, há nove décadas, é um manual de luta mais urgente do que nunca.

Maurício Moura

Hoje, completam-se 91 anos de um dos episódios mais emblemáticos da luta política brasileira: a Batalha da Praça da Sé, popularmente conhecida como a “Revoada das Galinhas Verdes”. Mais do que uma data histórica, o evento representa um marco tático e estratégico para as forças progressistas. Em um cenário de ascensão global da extrema-direita, a vitória antifascista de 1934 não é apenas uma memória, mas um manual de ação a ser revisitado. O que torna esse episódio, ocorrido há nove décadas, uma ferramenta analítica tão potente para decifrar os desafios do presente?

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Cartaz no muro da vergonha por uma terra de todos os povos: pelo direito ao retorno

Palestina além do Estado: resistência e alternativas

Este artigo explora a luta palestina para além da narrativa tradicional de um Estado nacional, analisando o conflito sob uma perspectiva anticolonial e materialista. Demonstramos como o imperialismo moldou a ocupação israelense por meio de um projeto colonial de assentamento e examinamos alternativas para a autodeterminação dos vários povos da Palestina. Argumentamos que a solução de dois Estados é estruturalmente inviável devido à expansão contínua dos assentamentos e à lógica do capitalismo racial israelense. Defendemos um modelo de Estado único democrático e laico em toda a Palestina histórica, fundamentado no direito de retorno e na justiça social.

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União dos povos do mundo contra o governo genocida de Israel

Neofascismo e Israel: colonialismo, militarização e a nova extrema-direita

O neofascismo contemporâneo, definido por estudiosos como uma adaptação do fascismo histórico às democracias liberais1, combina ultranacionalismo, autoritarismo e supremacia étnica com roupagens institucionais2. Em Israel, essa ideologia manifesta-se através de políticas coloniais, militarização extrema e alianças com grupos supremacistas como Otzma Yehudit3, Lehava4 e Hilltop Youth5, cujas práticas segregacionistas violam sistematicamente direitos humanos palestinos6. Tecnologias de vigilância baseadas em inteligência artificial, como os sistemas Lavender e Gospel, são utilizadas para controle populacional e seleção de alvos étnicos em Gaza7, enquanto organismos internacionais como a ONU e a Corte Penal Internacional denunciam o regime israelense como apartheid8 e acusam-no de genocídio9.

Esta análise expõe as interseções perigosas entre o projeto colonial israelense e as redes neofascistas globais10.

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O que é dialética: dos gregos à atualidade

O que é dialética

Maurício Moura

A dialética não é apenas um conceito filosófico entre outros, é uma forma viva de pensar que acompanha a humanidade há mais de dois milênios, transformando-se ao longo do tempo sem perder seu núcleo essencial: a compreensão da realidade como um processo marcado por contradições e mudanças. Seu surgimento na Grécia Antiga não foi acidental; emergiu justamente quando os primeiros filósofos começaram a questionar se a verdade poderia ser alcançada apenas pela contemplação estática ou se exigia o confronto ativo de ideias.

Este artigo é minha humilde contribuição para clarificar um pouco a compreensão desta técnica de investigação das coisas do mundo.

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Qual a origem da raiz quadrada?

Tenho visto um monte de gente comprando a historinha esdrúxula de que “raiz quadrada” seria uma tradução errada de radix quadratum. Pros autores da “pérola”, radix quer dizer lado, não raiz. A ideia teria sua lógica, não fosse baseada em pressupostos falsos.

Radix em latim quer dizer base, fundamento, origem, raiz. É dela que derivam as palavras radical (relativo à raiz), radicar e arraigar (enraizar, criar raízes). Lado em latim é latus, de onde deriva a própria palavra lado, como também (através de lateralis) lateral e colateral.

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100 anos do dia internacional da mulher trabalhadora

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Adotado pela ONU em 1977, a ideia de designar um dia para que todo o Planeta pense sobre a condição da mulher vem de uma longa tradição socialista. Foi proposto, originalmente, pela marxista alemã Clara Zetkin em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhague, na Dinamarca, como forma de unificar os vários atos promovidos pelos socialistas em todo o mundo no ano anterior.

A proposta de Zetkin foi aprovada e adotada por todos os partidos e agrupamentos socialistas, que passaram a comemorar o dia, mas sem uma data definida (geralmente no final de março, como lembrança da Comuna de Paris).

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Uma definição sobre o fascismo

Por Chuck Anesi, outubro de 2008

Os melhores definições do fascismo vem dos mais recentes escritos de estudiosos que dedicaram anos à pesquisa dos movimentos fascistas e identificaram os principais atributos que distinguem o fascismo do simples autoritarismo.

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A Comuna de Paris e a I Internacional

Ao completar 145 anos, registramos aspectos desse importante movimento que guardam atualidade.

Jean-Marc Schiappa *

Durante 71 dias, Paris viveu o primeiro governo operário da história. A insurreição começou em 18 de março de 1871, quando operários e operárias parisienses, esfomeados por meses de cerco prussiano à cidade, confraternizam-se com os soldados enviados para lhes tomar os canhões, que eles tiveram que pagar do próprio bolso, em razão da incúria do governo provisório burguês.

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Em discurso de posse, Temer escolhe retórica nazista como lema do golpe

Em seu primeiro discurso após o golpe, Michel Temer defendeu que a frase “Não fale em crise, trabalhe” seja usada em grande campanha de propaganda por todo o País. Tal frase utiliza uma lógica retórica que busca culpar “quem fala da crise” pela própria crise, atribuindo-lhe a atitude de “não trabalhar”.

A retórica de buscar culpados é largamente utilizada pelos conservadores da atualidade e por toda a História. É assim quando culpam a vítima pelo estupro. É assim quando culpam a criança por ser arteira. É assim quando culpam o trabalhador pela crise do Capital.

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A revolução dos cravos e as lições de abril

Em todos os anos, Portugal comemora o Dia da Liberdade no 25 de abril. Esta data marca o dia da Revolução dos Cravos, que extinguiu a ditadura fascista do Estado Novo, que mergulhou o país em mais de uma década de guerras e quatro décadas de terror e retrocessos nos direitos dos trabalhadores.

Este dia deve servir de lição aos brasileiros que, hoje, passam por uma ofensiva desse mesmo fascismo destruidor, xenófobo, misógino, racista e homofóbico.

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