100 anos do dia internacional da mulher trabalhadora

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Adotado pela ONU em 1977, a ideia de designar um dia para que todo o Planeta pense sobre a condição da mulher vem de uma longa tradição socialista. Foi proposto, originalmente, pela marxista alemã Clara Zetkin em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhague, na Dinamarca, como forma de unificar os vários atos promovidos pelos socialistas em todo o mundo no ano anterior.

A proposta de Zetkin foi aprovada e adotada por todos os partidos e agrupamentos socialistas, que passaram a comemorar o dia, mas sem uma data definida (geralmente no final de março, como lembrança da Comuna de Paris).

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Uma definição sobre o fascismo

Por Chuck Anesi, outubro de 2008

Os melhores definições do fascismo vem dos mais recentes escritos de estudiosos que dedicaram anos à pesquisa dos movimentos fascistas e identificaram os principais atributos que distinguem o fascismo do simples autoritarismo.

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A Comuna de Paris e a I Internacional

Ao completar 145 anos, registramos aspectos desse importante movimento que guardam atualidade.

Jean-Marc Schiappa *

Durante 71 dias, Paris viveu o primeiro governo operário da história. A insurreição começou em 18 de março de 1871, quando operários e operárias parisienses, esfomeados por meses de cerco prussiano à cidade, confraternizam-se com os soldados enviados para lhes tomar os canhões, que eles tiveram que pagar do próprio bolso, em razão da incúria do governo provisório burguês.

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Em discurso de posse, Temer escolhe retórica nazista como lema do golpe

Em seu primeiro discurso após o golpe, Michel Temer defendeu que a frase “Não fale em crise, trabalhe” seja usada em grande campanha de propaganda por todo o País. Tal frase utiliza uma lógica retórica que busca culpar “quem fala da crise” pela própria crise, atribuindo-lhe a atitude de “não trabalhar”.

A retórica de buscar culpados é largamente utilizada pelos conservadores da atualidade e por toda a História. É assim quando culpam a vítima pelo estupro. É assim quando culpam a criança por ser arteira. É assim quando culpam o trabalhador pela crise do Capital.

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A revolução dos cravos e as lições de abril

Em todos os anos, Portugal comemora o Dia da Liberdade no 25 de abril. Esta data marca o dia da Revolução dos Cravos, que extinguiu a ditadura fascista do Estado Novo, que mergulhou o país em mais de uma década de guerras e quatro décadas de terror e retrocessos nos direitos dos trabalhadores.

Este dia deve servir de lição aos brasileiros que, hoje, passam por uma ofensiva desse mesmo fascismo destruidor, xenófobo, misógino, racista e homofóbico.

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Dicionário ilustrado da tortura no Brasil

No último domingo, 17 de abril, durante o espetáculo de horrores que foi a votação da abertura do processo de impedimento na Câmara, um dos ícones do fascismo brasileiro, Jair Bolsonaro, fez uma “homenagem” ao notório torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Bolsonaro é um ex-militar com uma carreira medíocre que foi alçado a condição de “celebridade” depois de uma tentativa de realizar vários atentados a bomba (várias bombas na Vila Militar na Zona Norte do Rio, outras da Academia de Agulhas Negras, em Rezende, e em vários outros quartéis), quando foi convidado pela Veja para ser um de seus articulistas. Hoje é um parlamentar também medíocre que, apesar de não fazer nada além de ser deputado nos últimos 25 anos, teve apenas um projeto aprovado em toda a sua História, o que o torna um dos parlamentares mais incompetentes de todos os tempos. A única coisa que mantém sua notoriedade são suas posições misóginas, racistas, homofóbicas e sua profunda estupidez. É um palhaço alimentado por uma mídia mais medíocre do que ele.

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Resgatar o vermelho da bandeira na luta contra a opressão da mulher!

Misa Boito

O 8 de março de 2016, no Brasil, ocorre em uma situação na qual as mulheres, em particular das classes trabalhadoras, estão ameaçadas de gerar fetos com microcefalia. Dadas as suas condições materiais, elas são mais sujeitas ao zika vírus, um possível responsável por essa anomalia.

Num país ainda coberto pelo manto obscurantista que impede o direito democrático à opção ao aborto, o governo, através de seu ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), se nega a legalizar o aborto em comprovada situação de microcefalia, uma questão elementar de saúde. Um fato que expressa o quão atrasado é o Brasil em relação aos direitos das mulheres. No caso do aborto, um direito elementar é negado com as bençãos do Papa Francisco que, em sua última incursão pela América Latina (Cuba e México), manifestou-se contrário ao aborto de fetos com microcefalia, argumentando: “é matar uma pessoa para salvar outra, no melhor dos casos, ou para deixá-la bem. É um mal em si mesmo”.

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