Nosso verbo é lutar: Somos todos palestinos

A luta pela vida e auto-determinação do povo palestino sempre estiveram presentes aqui no Livre Pensamento. A laicidade, a democracia, a paz e poder viver segundo seus próprios costumes são direitos fundamentais dos povos do mundo. Direitos esses que tem sido roubados pelo Estado de Israel aliado ao imperialismo mundial, que mata, tortura e aprisiona o povo palestino aos milhares há mais de 60 anos. Um Estado racista, governado pelo Sionismo (um tipo de fascismo) que não se contenta em massacrar os palestinos, mas comete dezenas de crimes contra os Beduínos, os Beta Israel (judeus etíopes), os Mizrahim (judeus árabes) e tantos outros povos.

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Jovens judeus vivem ruptura com sionismo

Eles não apoiam o Estado de Israel. Mesmo vindo de famílias judaicas tradicionais, seus corações e mentes são solidários à causa palestina. Parentes e amigos reagem com rancor, mas este grupo de jovens rechaça as crenças sionistas

Yuri Haasz, Elena Judensnaider, Shajar Goldwaser, Bruno Huberman e Bianca Neumann Marcossi gostam dos quadrinhos pró-palestinos de Joe Sacco e têm simpatia pelo polêmico “A Invenção do Povo Judeu”, de Shlomo Sand. Aplaudem filmes como “Lemon Tree” e documentários como “Defamation” ou “The Gate Keepers”, narrativas críticas ao Estado de Israel.

Para além de um repertório cultural pouco comum entre os judeus, os cinco chamaram atenção quando se reuniram, no dia 8 de julho, junto com outros colegas, para repudiar a ação militar de Israel na Faixa de Gaza. Diante do consulado desse país em São Paulo, ergueram cartazes de protesto que horrorizaram parte da comunidade judaica.

Estes jovens, em roda de conversa com Opera Mundi, relataram sua trajetória de contestação ao sionismo e a reação que sua atitude provoca entre familiares. Discutiram também o que é ser judeu no século 21, problematizando a proposta de dois Estados para dois povos e repensando a própria existência de um lar nacional judaico encarnado por Israel.

“Queremos deixar claro, em nossa condição judaica, que não compactuamos com a opressão ao povo palestino e o massacre de civis em Gaza”, afirma Yuri Haasz. “Israel não atua em autodefesa, mas com a intenção de ocupação territorial, para inviabilizar a criação de dois Estados.”

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Judeus sobreviventes do holocausto nazista condenam massacre de palestinos em Gaza e a cumplicidade dos EUA

Através de uma carta pública, mais de 300 judeus sobreviventes e descendentes de sobreviventes do holocausto nazista condenam as ações do governo de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza, a cumplicidade do governo dos Estados Unidos e fazem um chamado a um boicote acadêmico, cultural e econômico de Israel.

“Condenamos inequivocamente o massacre de palestinos em Gaza e a atual ocupação e colonização da Palestina Histórica”, afirmam na carta que foi publicada no site da Rede Internacional Judia Anti-Sionista (International Jewish Anti-Zionist Network). “Condenamos que os Estados Unidos provenham a Israel o financiamento para levar a cabo o ataque”, continuam.

Denunciam o uso fraudulento de seu sofrimento, suas histórias e biografias para promover a desumanização dos palestinos, tal como fez Elie Wiesel, prêmio Nobel da Paz de origem judaica, através de avisos publicados em grandes meios como o The Guardian, em que se acusam sem provas aos palestinos, especificamente o Hamas, de usar crianças como escudos humanos. Os avisos de Wiesel são para “justificar o injustificável: a determinação de Israel em destruir Gaza e o assassinato de cerca de 2 mil palestinos, incluindo centenas de crianças”, afirmam.

Por último, solicitam donativos para publicar a carta no New York Times, com o fim de que tenha mais difusão.

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“Eu matei 13 crianças hoje e você é a próxima”

O soldado do Exército Israelense David Ovadia publicou em seu Instagram no último 30 de julho uma foto de si com um fuzil de precisão Barrett calibre .50 (utilizado por atiradores de elite). Na publicação, dirigida à palestina residente em Israel Sherrii ElKaderi, Ovadia afirma: “Eu matei 13 crianças hoje e você é a próxima. Muçulmanas de merda. Vão para o inferno, vadias”.

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“O JUDEU não se mistura com povos imundos”

Twitter

Redes sociais tem a incrível capacidade de escancarar o que há de mais ignorante e imbecil na mente das pessoas.

O que dizer sobre tal comentário?

É aquele momento em que você não sabe se o mais ignorante é o misógino racista que defende o estupro de inocentes como política de Estado ou o que sai em defesa dele com mais comentários racistas…

A imbecilidade não conhece limites.

A mentira da “auto defesa” de Israel

Breno Altman é um jornalista judeu, diretor editorial da Revista Samuel e do Opera Mundi.

No texto a seguir, Altman desmascara a tese oficial de “auto defesa” baseando-se em apenas três argumentos: desde 1967, quando começou a expandir seu território pela força, Israel é que tem sido o agressor. Assim, quem teria o direito de auto-defesa seriam os palestinos. Em segundo lugar, Netanyahu fez questão de tratar como um problema militar o caso dos três adolescentes mortos (sequer houve investigação). Por fim, não existe auto-defesa quando o alvo é a população civil, principalmente crianças.

Não existe auto-defesa de Israel. O que é existe é genocídio.

Fim imediato e incondicional do bombardeio contra o povo palestino!

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A Palestina será livre!

Como todo crime contra a humanidade, o genocídio do povo palestino traz sentimentos de solidariedade a qualquer ser humano que tenha o mínimo de empatia com sua espécie. Muito se tem produzido nestas seis décadas de violência promovida pelo Estado de Israel por acadêmicos, poetas, pintores, ilustradores, historiadores, músicos…

São inesquecíveis, por exemplo, os quadrinhos do jornalista maltês Joe Sacco ou a canção de Roger Waters. Vários outros músicos expressaram esse sentimento de solidariedade, como a banda punk paulistana Inocentes, a banda de rock progressivo Haddad, o rapper alagoano Za Zo (publiquei aqui) ou o cantor pop sueco de origem libanesa Maher Zain.

Com letras profundamente influenciadas pelos valores muçulmanos, Zain faz grande sucesso no Oriente Médio, Malásia e Indonésia, sendo considerado a maior estrela muçulmana da atualidade e a trilha sonora da Primavera Árabe.

O vídeo a seguir é de 2009 e expressa toda a dor e esperança do povo palestino. Infelizmente, continua atual.

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