Uma definição sobre o fascismo

Por Chuck Anesi, outubro de 2008

Os melhores definições do fascismo vem dos mais recentes escritos de estudiosos que dedicaram anos à pesquisa dos movimentos fascistas e identificaram os principais atributos que distinguem o fascismo do simples autoritarismo.

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Em discurso de posse, Temer escolhe retórica nazista como lema do golpe

Em seu primeiro discurso após o golpe, Michel Temer defendeu que a frase “Não fale em crise, trabalhe” seja usada em grande campanha de propaganda por todo o País. Tal frase utiliza uma lógica retórica que busca culpar “quem fala da crise” pela própria crise, atribuindo-lhe a atitude de “não trabalhar”.

A retórica de buscar culpados é largamente utilizada pelos conservadores da atualidade e por toda a História. É assim quando culpam a vítima pelo estupro. É assim quando culpam a criança por ser arteira. É assim quando culpam o trabalhador pela crise do Capital.

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A revolução dos cravos e as lições de abril

Em todos os anos, Portugal comemora o Dia da Liberdade no 25 de abril. Esta data marca o dia da Revolução dos Cravos, que extinguiu a ditadura fascista do Estado Novo, que mergulhou o país em mais de uma década de guerras e quatro décadas de terror e retrocessos nos direitos dos trabalhadores.

Este dia deve servir de lição aos brasileiros que, hoje, passam por uma ofensiva desse mesmo fascismo destruidor, xenófobo, misógino, racista e homofóbico.

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Resgatar o vermelho da bandeira na luta contra a opressão da mulher!

Misa Boito

O 8 de março de 2016, no Brasil, ocorre em uma situação na qual as mulheres, em particular das classes trabalhadoras, estão ameaçadas de gerar fetos com microcefalia. Dadas as suas condições materiais, elas são mais sujeitas ao zika vírus, um possível responsável por essa anomalia.

Num país ainda coberto pelo manto obscurantista que impede o direito democrático à opção ao aborto, o governo, através de seu ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), se nega a legalizar o aborto em comprovada situação de microcefalia, uma questão elementar de saúde. Um fato que expressa o quão atrasado é o Brasil em relação aos direitos das mulheres. No caso do aborto, um direito elementar é negado com as bençãos do Papa Francisco que, em sua última incursão pela América Latina (Cuba e México), manifestou-se contrário ao aborto de fetos com microcefalia, argumentando: “é matar uma pessoa para salvar outra, no melhor dos casos, ou para deixá-la bem. É um mal em si mesmo”.

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O neonazismo judeu (sim, isso existe!)

A crescente onda de violência de grupos racistas judeus dentro e fora de Israel tem trazido à luz um pouco do submundo dessas organizações. A coisa veio à tona em 2014, quando um protesto contra a guerra em Tel Aviv foi atacado violentamente por um grande número de jovens. Dentre os atacantes, alguns jovens que ostentavam camisetas com símbolos neonazistas. Um deles ostentava o logotipo “Good night left side”, um símbolo utilizado por neonazis europeus, substituindo a cruz solar (símbolo nazista) pela estrela de Davi (símbolo judeu).

As imagens levaram o CEO do Instituto de Prevenção do Ódio Online (uma ONG dedicada a combater o anti-semitismo), Andre Oboler, a investigar o caso. Oboler descobriu que grupos de judeus de Israel, EUA e Austrália (especialmente os ligados ao sionismo) tem estreitas relações através da Internet com grupos neonazistas europeus. O que os une: o ódio e a violência contra os muçulmanos.

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Einstein já havia avisado sobre o avanço do fascismo em Israel

Em 1948, quando da visita do líder ultra-conservador israelense Menachem Begin aos Estados Unidos, uma série de proeminentes judeus se manifestaram sobre o avanço do ultra-conservadorismo na construção do Estado de Israel e no movimento sionista.

Já nessa época, estas importantes figuras da ciência já percebiam o que depois se tornou realidade: com o apoio dos EUA, Israel se tornou um Estado Fascista.

Com explica a carta de Einstein, Menachem Begin era uma das lideranças do Herut, o partido sionista de extrema-direita na época, na então Palestina. Begin também foi membro do Irgun, uma organização paramilitar terrorista e, como tal, um dos responsáveis pelo atentado a bomba no Hotel King David em Jerusalém, que matou 91 e feriu mais 45 pessoas.

Em 1973, o mesmo Menachem Begin ajudou a construir a aliança de vários partidos de direita, conservadores e liberais, que adotou o nome de Likud (Fusão). Em 1988 o Likud se tornou um partido político.

Em 1977  Begin se torna primeiro-ministro de Israel, pelo Likud, que teria vários de seus membros essa posição. O atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, também é do Likud.

Para se ter uma ideia do poder que a visão fascista ganhou dentro do governo de Israel, em 1995, uma avenida de Jerusalém recebeu o nome de “Gal”, em homenagem de Joshua “Gal” Goldschmidt, um dos autores do atentado a bomba no Hotel King David. Em 2006, o próprio Netanyahu participou de um evento para comemorar o atentado, inaugurando um placa no local do ataque em homenagem ao Irgun.

Já passou da hora de superar o fascismo no mundo. É necessário restabelecer a Palestina livre, laica, democrática e soberana, onde todos os povos da região possam viver em paz. É o único caminho.

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As origens da divisão da Palestina

Lucien Gauthier

No século XVI a Palestina, como a maior parte dos territórios Árabes, se encontra sob o controle da “Sublime Porta” (o Sultão da Turquia). O Império Otomano trouxe o Próximo Oriente Árabe para as províncias administradas por pachás (governadores). O poder do Império turco tende a esgotar-se nos séculos XVII e XVIII, em proveito do poder das autoridades locais que, sem questionar a supremacia do sultão, adquirem uma grande autonomia, que não deixam de utilizar as “potências” (Grã Bretanha, França, Rússia, Áustria-Hungria) em sua competição mútua.

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