A evolução humana “definitivamente não” acabou, diz especialista

Human-originsA evolução humana acabou? Essa é a questão que Briana Pobiner, uma antropóloga do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, fez a uma audiência neste sábado, 17 de maio de 2014.

Os seres humanos estão evoluindo em um ritmo crescente, graças aos avanços da medicina e uma grande população, Pobiner diz na “Future Is Here”, uma conferência de dois dias comemorando o futuro dos seres humanos, do planeta, vida além da Terra e do espaço profundo, oferecida pelo Smithsonian Magazine. Só que, da mesma forma como os humanos estão evoluindo, seus parasitas também evoluem.

“Eu convido vocês a olharem dentro dos olhos de nossos antepassados”, diz Pobiner. “Por que a maioria dos ancestrais humanos foram extintos enquanto o homo sapiens sobreviveu? A resposta tem muito a ver com o cérebro humano”.

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O Julgamento do Macaco

O professor John Scopes

As tentativas de impor o obscurantismo através da força sempre permeou o poder, em especial quando a distinção entre Estado e Religião não estão claras. O exemplo mais conhecido disso foi a Idade Medieval, quando Igreja e Estado eram umbilicalmente ligados e a Inquisição se encarregava de torturar e assassinar qualquer um que ousasse discordar dos dogmas estabelecidos.

Essa história todo mundo já ouviu falar, mas ela não acabou por aí. Vários países ainda qualificam a discordância religiosa como crime. Grande parte da Europa tem leis contra a blasfêmia, embora a opinião pública da maioria dos países geralmente consiga impedir sua ação.

Recentemente, um funcionário público da Indonésia foi condenado a cumprir 2,5 anos na cadeia por ter escrito a frase “Deus não Existe” no Facebook (embora líderes religiosos defendessem a decapitação). No mesmo país, cinco adolescentes foram presas por dançar. O Instituto Pew Research Center constatou em 2010 que 5,2 bilhões de pessoas (75% da população do mundo) vivem em locais em que há restrições de crença.

No Brasil não é diferente, com professores obrigando alunos a rezarem e os constantes ataques promovidos pela Bancada Evangélica e os conservadores de plantão (como a PEC 99/11, que iguala o status das igrejas grandes a organizações da Sociedade Civil, como sindicatos e partidos).

Mas o que dizer quando a ciência é classificada como crime?

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Darwin era um punk

Greg Graffin é conhecido por ser o vocalista da banda punk Bad Religion. O que poucos sabem é que Greg também é professor universitário na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles).

Proeminente na cena Punk desde os 15 anos, com o Bad Religion, Greg se graduou em Antropologia e Geologia na UCLA, recebeu o título de mestre em Geologia na própria UCLA e concluiu seu doutorado em Zoologia na Universidade Cornell. O título de sua tese de doutorado foi “As visões de mundo monista, ateia e naturalista: perspectivas da biologia evolucionária”. Atualmente leciona Ciências da Vida na UCLA.

Greg também escreveu uma série de livros, sozinho ou em parcerias, sobre temas ligados à evolução e à religião.

Na entrevista a seguir, concedida a David Biello para a Scientific American em 2010, Gregory fala sobre ciência, evolução e a visão completamente equivocada do senso comum sobre essas coisas.

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A Origem das Espécies em HQ!

OdE_0Fernando Gonsales é um grande cartunista brasileiro. Você deve ser lembrar dele pelas tirinhas do Níquel Náusea, o rato de esgoto amigo da Fliti, a barata junkie, com seu humor ácido e nonsense.

Fernando é formado em veterinária e em biologia pela USP. Talvez por conta disso o seu interesse por personagens do reino animal. Talvez por isso também seu interesse em publicar esta bem humorada versão de A Origem das Espécies, do Darwin.

A  história foi publicada no caderno Mais!, da Folha de São Paulo, em setembro de 2009.

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Darwin e a ignorância

Darwin

“A ignorância mais frequentemente gera confiança do que o conhecimento: são os que sabem pouco, e não aqueles que sabem muito, que afirmam de uma forma tão categórica que este ou aquele problema nunca será resolvido pela ciência.”

Charles Darwin

O Gênio de Charles Darwin

Em agosto de 2008, a emissora pública britânica Channel 4 exibiu um documentário em três partes chamado The Genius of Charles Darwin (O Gênio de Charles Darwin).

Escrito e apresentado pelo biólogo evolucionista Richard Dawkins, o documentário ganhou o British Broadcast Awards de Melhor Série de Documentários para a TV de 2008.

Os nomes dos episódios fazem alusão a clássicos da ficção científica (O Guia do Mochileiro das Galáxias, O Quinto Elemento e Star Wars) e trata da Teoria da Evolução das Espécies, sistematizada por Chares Darwin em seu livro A Origem das Espécies (Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida), de 1859.

Dawkins começa explicando o mecanismo de Seleção Natural e conta a história de como Darwin desenvolveu sua teoria. Para discutir o assunto, exibe uma aula para crianças, procura por fósseis no sul da Inglaterra e viaja até Nairóbi.

No segundo episódio, Dawkins discorre sobre algumas das ramificações filosóficas e sociais da Evolução. Conversa com o paleontologista Richard Leakey e visita a maior igreja pentecostal do Quenia. O documentário também discute a eugenia e o Darwinismo Social, explicando que estes não são versões da Seleção Natural.

O último episódio explica o motivo de a Teoria das Evolução das Espécies ser uma das mais controversas ideias da história, mostrando as teorias de vários anti-evolucionistas.

A seguir, apresento a íntegra do documentário, disponibilizado pelo Canal de JoseGabr1el no YouTube (é preciso ativar as legendas no player).

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