O Gênio de Charles Darwin

Em agosto de 2008, a emissora pública britânica Channel 4 exibiu um documentário em três partes chamado The Genius of Charles Darwin (O Gênio de Charles Darwin).

Escrito e apresentado pelo biólogo evolucionista Richard Dawkins, o documentário ganhou o British Broadcast Awards de Melhor Série de Documentários para a TV de 2008.

Os nomes dos episódios fazem alusão a clássicos da ficção científica (O Guia do Mochileiro das Galáxias, O Quinto Elemento e Star Wars) e trata da Teoria da Evolução das Espécies, sistematizada por Chares Darwin em seu livro A Origem das Espécies (Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida), de 1859.

Dawkins começa explicando o mecanismo de Seleção Natural e conta a história de como Darwin desenvolveu sua teoria. Para discutir o assunto, exibe uma aula para crianças, procura por fósseis no sul da Inglaterra e viaja até Nairóbi.

No segundo episódio, Dawkins discorre sobre algumas das ramificações filosóficas e sociais da Evolução. Conversa com o paleontologista Richard Leakey e visita a maior igreja pentecostal do Quenia. O documentário também discute a eugenia e o Darwinismo Social, explicando que estes não são versões da Seleção Natural.

O último episódio explica o motivo de a Teoria das Evolução das Espécies ser uma das mais controversas ideias da história, mostrando as teorias de vários anti-evolucionistas.

A seguir, apresento a íntegra do documentário, disponibilizado pelo Canal de JoseGabr1el no YouTube (é preciso ativar as legendas no player).

Veja outros textos e vídeos de Richard Dawkins.

Veja outros conteúdos sobre evolução.

 


A vida, Darwin e tudo o mais  (Life, Darwin & Everything)


O quinto símio  (The Fifth Ape)


Deus contra-ataca  (God Strikes Back)


 

Anúncios

10 pensamentos sobre “O Gênio de Charles Darwin

  1. É impressionante a necessidade que este sr. Dawkins tem de atacar a fé. Eu não sou um homenm de fé religiosa.Mas acho patológico a cruzada de Dawkins contra a fé. Extremamente preconceituoso, provavelmente vítima de algum trauma parece continuar a ser a última pessoa no planeta a achar que não há compatibilidade entre ciência e fé. Não foi a ciência que deu origem ao universo, é somente uma das formas de o entender. O evolucionismo de darwin que eu respeto e acredito, é somente o conhecimento que temos actualmente da evolução das espécies. Alguêm com uma mente progressista acredita mesmo que o evolucionismo continuará a ser a explicação para a evoulução AD ETERNUM?
    “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão da verdade” – Stephen William Hawking

    Curtir

    • Waldemar,

      Perceba que, apesar de fé a da ciência não serem incompatíveis, elas não cabem na mesma teoria.

      Todo ser humano tem o direito de escolher e professar sua fé. Só que não se pode pretender explicar o mundo material a partir do que se crê sem evidência, pode?

      Nenhum cientista defende que a Teoria da Evolução seja a explicação definitiva. Nenhum cientista defende que qualquer teoria seja eterna. Dogmas são contrários ao pensamento científico.

      Por outro lado, a Teoria da Evolução é a melhor teoria até agora para explicar as espécies. Ou você pretende defender que a história de que um cara fez uma estátua de barro e soprou em seu nariz seja a teoria com mais evidências?

      A frase de Hawking que citou se refere exatamente a isso: o inimigo do conhecimento são os dogmas. O inimigo do conhecimento é tentar usar a fé para explicar o mundo real.

      Ora, se alguém lhe explicar a bagunça que fez utilizando Gremlins ou Duendes, você aceitará a explicação?

      A explicação de que o Monstro de Espaguete Voador criou uma montanha e um anão é a melhor teoria do surgimento do Universo, para você?

      Ou talvez a teoria de que o ditador intergalático Xenu criou os humanos?

      Ou talvez que cada continente era um planeta e que os planetas escolheram se unir e formar a Terra?

      Todas essas são teorias baseadas em religiões. Por qual motivo a uma teoria baseada em fé seria melhor do que a outra?

      Uma teoria baseada na fé pode estar certa? Claro! Só que, até que se apresentem evidências disso, não dá pra trabalhar com a ideia, certo?

      Perceba que a crítica à fé como instrumento científico não é exclusiva de Dawkins. Daniel Dennet critica o mesmo dogmatismo, bem como James Randi, Jacques Lafouge, Karl Marx, Neil Degrasse Tysson, Albert Einstein, Carl Sagan, William Hawking e centenas de outros.

      Sugiro algumas leituras:

      1. Carl Sagan nos apresenta seu dragão de estimação – um texto de Sagan sobre a necessidade de evidências
      2. A religiosidade e o Livre Pensamento são contraditórios? – minha visão sobre o assunto
      3. Como a religião oferece uma desculpa para parar de pensar – entrevista de Daniel Dennett sobre o assunto
      4. Daniel Dennett: Fé na Verdade – mais um vídeo de Dennett
      5. O “neoateísmo” e a atualidade do Materialismo Militante – uma carta de Vladimir I. Lenin sobre o assunto
      6. Einstein: tornando-me um livre pensador e um cientista – texto autobiográfico de Einstein
      7. A defesa da liberdade de consciência – manifesto da Assossiação Internacional do Livre Pensamento

      Curtir

      • Primeiro, eu não sou religioso. E só digo isso pois não me importo de dizer.
        Não sou religioso, mas entendo que se a ciência reconhece que não tem a resposta definitiva, então podemos partir do princípio que não tem a resposta. Tem talvez a resposta que serve para a nossa capacidade intelectual no momento. Não existem verdades eternas. Convenções sim. Convencionamos e acabou e mesmo essas só duram enquanto convém. Mas… eu acredito na teoria da evolução. Não como como exclusiva e muito menos como dogma da ciência..
        Segundo, para entender a a fé preciso ter fé. Se não se tem não se entende. E questões de fé não se discutem, porque como não precisa de prova ´so é preciso mesmo ter fé.

        Terceiro. Não acredito que tenha ido buscar os exemplos que foi buscar para servirem de argumento. Não pode pegar num manual de falácias e usar como argumentos para atacar o livre pensamento de outros quando são diferentes do seu. O que é que a fé religiosa tem a vêr com Gremlins, Xanu etc. Deve estar a gozar com a inteligência dos seus leitores. De qualquer das formas você tem provas que todas estas fantasias são falsas? Não, não tem. Portanto tenha o pensamneto livre. Não entendo a obsessão em fazer da ciência uma cruzada contra os fieis (fé religiosa).
        Quarto. Não trabalhar com uma teoria baseada na fé. Como assim? Está cá a milhares de anos e continua a resistir.
        Não devemos confundir igrejas , seitas etc com Fé.
        Quinto. O facto de todas estas figuras falarem sobre esta matéria não implica que eu devo professar de imediato um acto de fé nos seus pensamentos.

        Sexto. Se alguêm prefere acreditar em Deus, Gremlins, etc. Deixa. É uma questão individual. Se um grupo prefere o criacionismo. Deixa. O mundo não vai acabar por isso. Temos exemplos de efeitos muito mais perversos originados no materialismo.
        Cuidado, pois na antiga União Soviética o materialismo éra uma religião. Era uma profissão de fé para a maior parte da população. Os seus deuses eram homens. Lenine, Karl Marx, Engels. Alguns até foram mumificados como faziam os egipcios aos seus reis deuses. E eu sei pois vivi num país socialista governado por um partido comunista que mumificou o glorioso e eterno líder da revolução progressista do proletariado para edificar uma sociedade justa segundo os princípios do materialismo ciêntifico.

        Curtir

        • Waldemar,

          Não entendeu o que eu disse.

          1. A ciência entende suas limitações. Por isso entende que as conclusões que chega a partir das evidências disponíveis podem ser modificadas se descobertas novas evidências. Isso é muito, mas muito diferente de afirmar “a ciência não tem respostas”. Isso não é lógica, é fraseologia.

          2. A ciência, é o contrário da fé, como você mesmo afirmou. A fé tem certezas sem provas, enquanto a ciência tem dúvidas mesmo com provas. A ciência muda à luz de novas evidências, enquanto a fé nega as novas evidências porque já conhece a “verdade” desde sempre.

          3. Defender o pensamento cético, crítico, materialista ou científico não é uma “cruzada contra a fé”, mas uma cruzada em defesa do bom senso.

          4. O Livre Pensamento é um termo que define uma coisa. Leia Sobre o Livre Pensamento e O que é o Livre Pensamento?. O Livre Pensamento é uma corrente filosófica e epistemológica. Não existe “meu livre pensamento” e “seu livre pensamento”. É como dizer “o meu oxigênio e o seu oxigênio”.

          5. A fé religiosa tem a ver com Xanu e o Monstro de Espaguete Voador porque ambos são parte da fé de religiões.

          6. Não me interessa (e ao Livre Pensamento) se o cara acredita no Bule Voador, no Unicórnio Cor-de-Rosa ou na Zumbi Judeu. Importa que ele utilize seus amigos imaginários para tentar explicar o mundo. Como você mesmo disse: fé não é ciência. Claro que a fé é uma questão pessoal e deve ficar assim, ou seja, não pode invadir o espaço da fé (ou da falta de fé) de outras pessoas bem como não pode pretender criar regras para toda a sociedade. Portanto, a fé tem que ficar fora da produção do conhecimento.

          7. O fato de “todas essas figuras falarem sobre esta matéria” está claro: não existe “cruzada de Dawkins”, os cientistas, os humanistas e os Livres Pensadores criticam o dogmatismo religioso desde sempre. Ninguém falou em “concordar” com nada, você é que chegou a essa conclusão baseado não sei em que.

          8. Não me interessa sua experiência individual nem onde você morou se você não puder provar a relevância disso. Qual a opinião sobre os mesmos fatos do resto da população? Qual a porcentagem de pessoas que concordam com você? Sem dados é só mais um “eu acho”.

          Curtir

  2. Ao meu ver, a própria comparação entre ciência e religão me parecem ilógicas pois as duas explicam coisas diferentes. Crença e fé deveriam tratar-se de “porque” e a ciência concentra-se em “como” e “quando”. A ciência jamais explicará (pois cientificamente isso é ilógico) o porque da vida. Assim como usar religião para explicar como a vida foi criada é contra sua natureza.

    O motivo de Hawkings atacar a fé é por causa do papel frequente que ela exerce em obscurecer o avanço científico. Mas quando outras pessoas atacam a fé por causa da falta de evidências, falham em reconhecer que explicações como “propósito da vida” jamais terão evidências empíricas. A fé só é mal empregada quanto tenta explicar o ”como” sem evidências.

    Todo o desentendimento reside em misturar os dois assuntos, que são aspectos independentes do ser humano.

    Curtir

    • Não vejo razão para “misturar os dois assuntos”.

      A ciência não tenta explicar o “porque” da vida pelo simples motivo de que não há nenhuma evidência de que a vida tenha algum “porque”. No dia em que houver alguma evidência, a ciência tratará do assunto.

      A Fé, ao contrário, sempre explicará tudo sem evidência. É uma questão de princípio: se há evidência, não há fé. Fé é aquilo que você acredita sem provas.

      Curtir

      • -> pelo simples motivo de que não há nenhuma evidência de que a vida tenha algum “porque”.

        Essa evidência nunca vai existir. Não há como existir. Esse não é o propósito da ciência (a não ser que ciências ocultas esteja incluída nessa definição). Todos os fins se encontram na própria esfera de estudo.

        E psicologia, que é uma ciência. trata abrangentemente sobre as necessidades do ser humano de encontrar propósitos para as coisas e das tendências naturais de acreditar no inacreditável. Religião organizada é um outro assunto, que é justamente usar essas tendências naturais com fim de exercer opressão. E como tu mesmo disse, fé automaticamente implica a crença sem evidências. E exatamente por isso que eu não vejo razão para misturar os dois assuntos, que são distintos.

        Curtir

        • Veja, Guilherme, temos que tomar cuidado pra não nos perdermos nos termos, novamente.

          “Não há como existir” é um pouco forte. Hoje não existe porque não há evidências nem possibilidade de falseabilidade. Se forem encontradas evidências fiáveis e falseáveis, aí passa a existir. Explico:

          Quem tentou delimitar a ciência e a metafísica (fé) foi Karl Popper com seu Princípio de Demarcação. Ele está meio superado na sua concepção positivista, mas não nas suas concepções de filosofia da ciência.

          Pelo critério de Popper, a psicologia não é uma ciência, já que não passa no critério da falseabilidade.

          O “porque da vida” pode ser qualquer coisa. É, portanto, altamente especulativa. Francis Bacon definia qualquer pensamento caracterizado pela especulação uma pseudociência (ou metafísica). Bom, só que a cosmologia e a física teórica são altamente especulativas. Claro, Einstein discordava de Bacon, bem como Popper.

          É nesse ponto que reside sua tese da impossibilidade de motivo. Hoje, como tudo nessa área é altamente especulativo e não falseável, ela pertence à metafísica. Se for criado um método falseável para qualquer hipótese do “porque”, então teremos uma ciência especulativa. Sacou?

          No final, estamos falando a mesma coisa de formas diferentes. Só acho importante clarificar. 🙂

          Curtir

  3. Porantim,

    Voltei ao blog e li teus artigos novos, sobre obscurantismo, muito interessente e perturbador.
    Também li algumas coisas sobre as referências que tu citou sobre Popper e Bacon.
    Mas depois desse estudo minha opinião ficou ainda mais forte de que as pseudo-ciências não devem ser tratadas como ciências de maneira alguma, pois isso se torna até prejudicial para a sociedade. Acho que deveria ficar muito claro para as pessoas que estudam pseudo-ciências que eles estão estudando algo que não segue o método científico, que não pode ser provado e não é concreto, é apenas especulativo. Na realidade, não deveria nem existir (como tu argumentou) curso algum de nível superior que trate de metafísica como um bacharel.

    Pelo que entendi do que li, a demarcação é aquilo que você mesmo disse: Algo altamente especulativo é meta-física, mas especulação que, primeiramente, são baseadas em ciência (como física teórica) e que residem em metódo falseável, mesmo que ainda não tendo instrumentos e tecnologia suficiente para experimentos, são demarcados como “ciência especulativa”, que são muito diferentes do que meta-física.

    O meu ponto é: Se algo é considerado meta-físico, pois ainda está longe de se basear em um método falseável, porque conversarmos desse assunto em termos de ciência?
    Pense na comparação… física téorica é muitas vezes baseada em previsões com auxílio de algoritmos extremamente complexos, instrumentos da mais alta tecnologia e edificada sobre anos de outros estudos, teorias e leis científicas.
    Agora uma religião que diz que o “propósito da vida” é amar o próximo, e quanto mais amor, maior será a recompensa na outra vida… Simplesmente não é baseada em ciência alguma, apenas dogmas e tradiçoes. Existem muitos estudos psicológicos sobre o que “causa” essa fé em muitas pessoas, mas o estudo é sobre a causa, e não sobre a veracidade da crença ou não.
    Vê que os dois assuntos são completamente diferentes em natureza, e que o método falseável para o segundo é absurdo, pois a própria crença, em termos científicos, é absurda, baseada em nada.

    Por isso que eu tenho a opinião de que os religiosos devem separar bem as coisas que são meta-fisica e o que são dogmas religiosos que foram desprovados pela ciência. Por exemplo, durante muito tempo as pessoas acreditavam que a terra era o centro do universo, seguindo dogma religioso. Isso é um assunto científico, que já existe evidência suficiente para que a crença seja absurda.
    Mas ao mesmo tempo, os cientistas precisam também separar o que é investigável e o que não é (pelo menos por enquanto), como coisas do tipo: “o propósito da vida é o amor” ou “existe bondade em todo ser humano” e por ae vai =P.

    Obs: podemos criar um tópico sobre o quanto esses conceitos metafísicos são benéficos ou maléficos, mas acredito que isso seja outro assunto. Meu ponto ainda é que são coisas diferentes, mesmo existindo a possiblidade de que algum dia exista um método falseável.
    Por isso também acredito que um cientista possa ter anos de estudo crítico e cético, e ainda assim ter suas próprias crenças pessoais cientificamente “absurdas” e místicas.

    Curtir

  4. Pingback: A Origem das Espécias em HQ! | Livre Pensamento

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s