O estupro e os estupradores

Na última semana, o estupro de uma menina de 16 anos por, pelo menos, 30 homens chocou o país. Por todo canto se escuta sobre “que tipo de monstro seria capaz de tal coisa”, acompanhado de todo tipo de punição sangrenta aos autores do crime.

O que poucos percebem (ou assumem) é que este não é um caso isolado e é apenas mais um exemplo da ideia, generalizada entre os conservadores brasileiros, de que a culpa do estupro é da vítima.

São 30 os protagonistas do estupro, mas são milhares os responsáveis por ele.

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Dicionário ilustrado da tortura no Brasil

No último domingo, 17 de abril, durante o espetáculo de horrores que foi a votação da abertura do processo de impedimento na Câmara, um dos ícones do fascismo brasileiro, Jair Bolsonaro, fez uma “homenagem” ao notório torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Bolsonaro é um ex-militar com uma carreira medíocre que foi alçado a condição de “celebridade” depois de uma tentativa de realizar vários atentados a bomba (várias bombas na Vila Militar na Zona Norte do Rio, outras da Academia de Agulhas Negras, em Rezende, e em vários outros quartéis), quando foi convidado pela Veja para ser um de seus articulistas. Hoje é um parlamentar também medíocre que, apesar de não fazer nada além de ser deputado nos últimos 25 anos, teve apenas um projeto aprovado em toda a sua História, o que o torna um dos parlamentares mais incompetentes de todos os tempos. A única coisa que mantém sua notoriedade são suas posições misóginas, racistas, homofóbicas e sua profunda estupidez. É um palhaço alimentado por uma mídia mais medíocre do que ele.

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Deputados evangélicos e a defesa da tortura de crianças

Durante a discussão de lei que proíbe o tratamento cruel e degradante a crianças, o deputado da bancada evangélica Pastor Eurico (PSB-PE) ofendeu uma das debatedoras, a apresentadora Xuxa Meneguel, em uma tentativa de tumultuar a sessão e impedir a votação da matéria.

criança agredidaOntem foi aprovada na Câmara dos Deputados o PL 7672/10, proposto pela presidente Dilma Rousseff, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, dando à criança o direito de ser educada sem tratamento cruel ou degradante. Em outras palavras: explicita que o espancamento e tortura física e psicológica a crianças é proibido.

Pode parecer até óbvio, mas a “lógica” de certas pessoas ultrapassa qualquer limite. Não é a primeira vez que deputados da bancada evangélica saem em defesa de agressores e estupradores de crianças, mas, desta vez, eles prometem “impedir a aprovação dessa lei”.

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