Dicionário ilustrado da tortura no Brasil

No último domingo, 17 de abril, durante o espetáculo de horrores que foi a votação da abertura do processo de impedimento na Câmara, um dos ícones do fascismo brasileiro, Jair Bolsonaro, fez uma “homenagem” ao notório torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Bolsonaro é um ex-militar com uma carreira medíocre que foi alçado a condição de “celebridade” depois de uma tentativa de realizar vários atentados a bomba (várias bombas na Vila Militar na Zona Norte do Rio, outras da Academia de Agulhas Negras, em Rezende, e em vários outros quartéis), quando foi convidado pela Veja para ser um de seus articulistas. Hoje é um parlamentar também medíocre que, apesar de não fazer nada além de ser deputado nos últimos 25 anos, teve apenas um projeto aprovado em toda a sua História, o que o torna um dos parlamentares mais incompetentes de todos os tempos. A única coisa que mantém sua notoriedade são suas posições misóginas, racistas, homofóbicas e sua profunda estupidez. É um palhaço alimentado por uma mídia mais medíocre do que ele.

Toda essa incompetência e ausência de capacidade intelectual do tal deputado me fizeram não esperar muito do cara. O papel dele é fazer esse tipo de palhaçada, mesmo. O que me preocupa é quando vejo gente concordando com tamanha estupidez.

Tem um ditado que diz que “não se deve pressupor má-fé no que pode ser explicado pela simples ignorância”. Nesse espírito, prefiro achar que as pessoas não tem a menor ideia de quem foi o tal Brilhante Ustra.

O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra foi  comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) do II Exército, em São Paulo, entre 1970 e 1974.Durante esse período, implantou, ensinou e praticou a tortura, o estupro, o assassinato e vários outros crimes no interior do órgão.

Treinado pela CIA na chamada Escola das Américas (uma escola de tortura no Panamá), foi instrutor de tortura na  Escola Nacional de Informações e no Centro de Informações do Exército (CIE). Sua violência era notória. Era famoso pelo prazer que sentia ao torturar indistintamente homens, adolescentes, mulheres grávidas ou crianças. Foi responsável por trazer para o Brasil a “técnica de interrogatório” onde se introduz um rato na vagina da mulher “interrogada”.

Em 2008, tornou-se o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura. Chegou a ser denunciado pelo Ministério Público pelo sequestro, tortura e assassinato do operário Carlos Nicolau Danielli e do marinheiro Edgar de Aquino Duarte (cujo corpo nunca foi encontrado). Ustra é responsável por, pelo menos, 37 assassinatos que ocorreram com sua participação direta ou sob o seu comando.

Durante a ditadura brasileira, pelo menos 434 pessoas foram assassinadas pelo governo militar. Mais de 6 mil brasileiros foram torturados.

As técnicas a seguir foram relatadas por torturadores e torturados à Comissão Nacional da Verdade, que investigou os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura.

Os que ainda veneram criminosos psicopatas como Bolsonaro e Ustra, esta é uma tentativa de que eles possam encarar um pouco a realidade.

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Desenho: Bruno Maron
Fonte: Vice
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