O que é sagrado? O sagrado é imune à crítica?

Tim Minchin é um ator, humorista e músico australiano. Em seus bem humorados shows musicais, Tim aborda constantemente temas como religião, pseudociências e fé. Ateu e cético, ele defende que nossa visão do mundo deva ser baseada na realidade, nos fatos.

Neste texto, parte de um show com a Heritage Orchestra no Royal Albert Hall, em Londres, Tim discorre sobre a compreensão do sagrado. O que faz um livro, um objeto ou um homem ser sagrado? São suas características intrínsecas ou é um conceito atribuído unicamente por um grupo de pessoas?

Qual o limite do respeito que deve ser cobrado sobre o “sagrado”? A Bíblia ou o Alcorão devem ser respeitados? E quanto às vacas, ratos, cobras, aranhas, gatos e outros animais sagrados em outras culturas? Se alguém pode ser morto por desenhar o Maomé, então também pode ser morto por comer carne de vaca?

No fim, Minchin dá um exemplo prático disso. O Papa é sagrado para alguns cristãos (há vários papas de várias igrejas e há igrejas que não acreditam na sacralidade do papa). Quando o Papa faz algo reprovável, temos o direito de criticá-lo? Ou  sua sacralidade o torna imune a críticas?

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A defesa da liberdade de consciência

Em 10 de agosto de 2011, em Oslo, reuniram-se 150 livres pensadores e ateus de 18 países (Alemanha, Inglaterra, Argenteina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Espanha, Finlândia, França, Itália, Líbano, Noruwga, Polônia, Russia, Suiça e Estados Unidos) para fundar a Associação Internacional do Livre Pensamento.

Esse encontro lançou um manifesto que sintetiza as posições adotadas por seus participantes. É este manifesto que publico aqui.

Leia outros documentos da Associação Internacional do Livre Pensamento.

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Adolescentes indonésias acusadas de blasfêmia por dançarem Maroon 5

Os perigos da influência religiosa no Estado: cinco adolescentes podem perder sua juventude na cadeia por causa de uma brincadeira de adolescentes: dançar.

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Como a religião oferece uma desculpa para parar de pensar

O filósofo Daniel Dennett, estudioso da filosofia da mente e da biologia, fala sobre a honestidade intelectual, o livre pensamento e sua relação com a fé e os religiosos. O vídeo é um trecho legendado de uma entrevista no talk show Charlie Rose para o jornalista Bill Moyers.

Dennet é autor dos livros A perigosa ideia de Darwin (Darwin’s Dangerous Idea), em que analisa o impacto da Teoria da Evolução das Espécias, de Darwin, no pensamento filosófico ocidental, e Breaking the Spell: Religion as a Natural Phenomenon (Quebrando o encanto: a religião como fenômeno natural), em que faz uma análise científica do fenômeno religioso.

É também um dos autores (junto de Linda LaScola) do artigo Preachers Who Are Not Believers (Pregadores que não são crentes), publicado em março de 2010 na revista estadunidense Evolutionary Psichology. O artigo apresenta o resultado de uma série de entrevistas de campo com homens e mulheres que, mesmo após anos de vida dedicada às suas igrejas, perderam a fé, mas não abandonaram o púlpito.

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Não ao “delito de blasfêmia”

Reproduzo abaixo a resolução conjunta das organizações participantes da Associação Internacional de Livre Pensamento.

Porantim

Declaração comum das Associações Laicas, Humanistas, Ateias e de Livre Pensamento

Não ao restabelecimento do «delito de blasfémia» Sim à sua revogação, là onde segue aplicado!

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