Se você abrir demais a sua mente, seu cérebro vai cair

Quem nunca se deparou com um defensor da astrologia que tem como argumento máximo a frase “mas funciona”? Geralmente seguido de alguma evidência anedótica com o próprio ou algum amigo ou parente.

O mesmo ocorre com defensores de outras pseudociências, como a homeopatia, quiropraxia ou reflexologia. Não sem surpresa, é o mesmo fenômeno quando se discutem a mediunidade e percepções “extrassensoriais”, medicina “alternativa”, abduções alienígenas e todo tipo de afirmação fantástica anticientífica.

Quando você se aprofunda na discussão com o indivíduo, sempre acaba surgindo, como argumento final, a frase “você precisa abrir a sua mente”.

Pois bem, o músico australiano Tim Minchin lança um desafio a todos esses “pensadores” e propõe inclusive um prêmio.

Além de músico, Minchin é ator e humorista e aborda constantemente temas como pseudociências, religião e fé. Ateu e cético, defende que nossas opiniões e visões de mundo devem se basear na realidade, nas evidências e que todos os dogmas e tradições devem ser desafiados.
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Um poema em defesa da razão, contra o hype “alternativo”

Quem nunca se pegou tentando argumentar a sério com alguém que acaba por defender fadas, duendes, energia da alma, anjos, teorias da conspiração e todo esse obscurantismo hype da “Nova Era”?

Com a desculpa de combater o mainstream religioso, eles defendem qualquer tipo de dogma alienante, desde que tenha um rótulo de “alternativo”. Evidências são meros detalhes. O mundo real é considerado um “limitante”. A ciência é tida como um ser pensante, uma entidade mágica que se vendeu às conspirações.

Empostação de mãos, “alinhamento” da alma e a posição dos astros são tidos como os mais poderosos remédios.

Efeitos maléficos hediondos são atribuídos às vacinas e a qualquer avanço científico.

Tim Minchin – ator, humorista e músico australiano – nos apresenta seu poema beat (grupo de artistas dos EUA nos anos 50 que deu origem ao beatnik e ao hippie), sobre uma dessas conversas. Um bem humorado filme de animação lançado em 2011.

Não há diferença entre impedir uma criança de receber uma transfusão de sangue ou tentar curá-la a partir do alinhamento do seu Qi (“energia da vida”). Ambas se baseiam em dogmas e tem por objetivo prejudicar e colocar em risco a vida de uma criança.

É claro que não há nada de alternativo nessas coisas. É mainstream, é hype, é moda, é indústria, dá lucro (e tem como objetivo o lucro). Só tem uma roupagem diferente.

Todo dogmatismo, seja pseudocientífico ou religioso, que nega a realidade é nocivo à toda a espécie humana. É disso que se trata.

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O que é sagrado? O sagrado é imune à crítica?

Tim Minchin é um ator, humorista e músico australiano. Em seus bem humorados shows musicais, Tim aborda constantemente temas como religião, pseudociências e fé. Ateu e cético, ele defende que nossa visão do mundo deva ser baseada na realidade, nos fatos.

Neste texto, parte de um show com a Heritage Orchestra no Royal Albert Hall, em Londres, Tim discorre sobre a compreensão do sagrado. O que faz um livro, um objeto ou um homem ser sagrado? São suas características intrínsecas ou é um conceito atribuído unicamente por um grupo de pessoas?

Qual o limite do respeito que deve ser cobrado sobre o “sagrado”? A Bíblia ou o Alcorão devem ser respeitados? E quanto às vacas, ratos, cobras, aranhas, gatos e outros animais sagrados em outras culturas? Se alguém pode ser morto por desenhar o Maomé, então também pode ser morto por comer carne de vaca?

No fim, Minchin dá um exemplo prático disso. O Papa é sagrado para alguns cristãos (há vários papas de várias igrejas e há igrejas que não acreditam na sacralidade do papa). Quando o Papa faz algo reprovável, temos o direito de criticá-lo? Ou  sua sacralidade o torna imune a críticas?

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