‘Marxismo Cultural’: uma teoria unificadora para as pessoas de direita que gostam de posar de vítimas

 

* Jason Wilson

O que o colunista australiano Nick Cater, o grupo gamer de ódio #Gamergate, o atirador norueguês Anders Breivik e caras aleatórios no YouTube têm em comum(1)? Além de qualquer outra coisa, todos eles invocam o fantasma do “marxismo cultural” para explicar as coisas que eles desaprovam – coisas como comunidades de imigranes islâmicos, feminismo e, hmmm, o líder da oposição, Bill Shorten(2).

Do que eles estão falando? O conto varia na narrativa, mas a teoria de um marxismo cultural é parte integrante da vida de fantasia da direita contemporânea. Depende de uma história desses espelhos de parque de diversão, que reflete coisas que realmente aconteceram apenas para distorcê-las das formas mais bizarras.

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Marielle Franco: executada como “aviso” político. Escolhida por ser mulher, negra e favelada.

* Samara Azevedo

Segundo o Atlas da Violência de 2017, um jovem negro no Brasil tem 2,6 mais chances de ser assassinado que um jovem branco. A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras.

Marielle era negra e pobre.

4.621 mulheres foram assassinadas no Brasil no ano de 2015. 18 mulheres foram  assassinadas em Portugal de janeiro a novembro de 2017. Em um dia e meio de Brasil, mulheres são mortas na proporção que Portugal mata quase o ano todo.

Marielle era mulher.

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Apontamentos para a Causa Palestina

* Yasser Jamil Fayad
Jamil Abdalla Fayad

O objetivo desse ensaio é lançar luzes sobre a totalidade concreta na qual a Causa Palestina está inserida. Não se trata de uma tese final e acabada, mas sim de tentativas de aproximações daquela práxis emancipatória. A luta pela libertação Palestina abriu as portas para um processo que pode não se encerrar dentro dos moldes de um “Estado nacional burguês”. O futuro dirá se o povo palestino optará em transcender esses limites rumo ao socialismo – uma certeza temos: no mundo árabe, os palestinos são hoje os que mais podem fazê-lo. Opção que fortalecerá sua herança positiva de solidariedade, fraternidade e justiça com equidade social e econômica. Esta saída será a antítese de beleza que o diferenciará da feiura sionista.

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Um manifesto pela ciência reprodutível

* Marcus R. Munafò, Brian A. Nosek, Dorothy V. M. Bishop,
Katherine S. Button, Christopher D. Chambers, Nathalie Percie du Sert,
Uri Simonsohn, Eric-Jan Wagenmakers, Jennifer J. Ware & John P. A. Ioannidis

Melhorar a confiabilidade e a eficiência da pesquisa científica aumentará a credibilidade da literatura científica publicada e acelerará descobertas. Aqui nós defendemos a adoção de medidas para otimizar os elementos chave do processo científico: métodos, relatório e divulgação, reprodutibilidade, avaliação e incentivos. Há evidências tanto de simulações quanto de estudos empíricos que suportam a efetividade dessas medidas, mas sua ampla adoção por pesquisadores, instituições, financiadores e publicações exigirá avaliação e melhorias iterativas. Nós discutimos os objetivos dessas medidas, e como elas podem ser implementadas, na esperança de que isso vá facilitar ações que aumentem a transparência, reprodutibilidade e eficiência da pesquisa científica.

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Temer e o golpe contra a ciência

A revista de divulgação científica mais respeitada do mundo, a Nature, acaba de publicar um artigo onde destaca o horror da comunidade científica com a destruição total promovida pelo regime Temer.

Desde o momento em que sentou na cadeira presidencial, Temer promoveu uma política de terra arrasada com a pesquisa científica, a educação e a cultura brasileira. Fechou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, fechou o Ministério da Cultura, aprovou reformas espúrias na educação, acabou com o Ciência Sem Fronteiras, está matando de inanição as Olimpíadas de Matemática, sinaliza a privatização da educação, encarece o financiamento estudantil… Os ataques são vários.

Na Nature o destaque está no corte de quase metade do orçamento de pesquisa científica promovida por esse regime de uma vez só (fora o que já tinha cortado antes), deixando a área com o pior orçamento em mais de uma década.

Veja a matéria da Nature:

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7° Congresso Internacional da AILP

Paris, 21 a 24 de setembro de 2017

Carta-convite dos porta-vozes da Associação Internacional do Livre Pensamento

Senhoras e senhores,
Queridos amigos, queridos camaradas,

Temos o prazer de informar a você sobre o 7° Congresso da Associação Internacional do Livre Pensamento, que se realizará em Paris de 22 a 24 de setembro de 2017 em locais simbólicos: a Bourse du Travail1, a prefeitura do 10º Distrito de Paris e a Universidade de Paris. Ele será precedido por uma conferência internacional do Instituto para Pesquisa e Estudos do Livre Pensamento (IRELP) e de um ato público na praça Garibaldi.

Formulário de Registro para o Congresso em espanholfrancêsitaliano ou inglês.

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100 anos do dia internacional da mulher trabalhadora

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Adotado pela ONU em 1977, a ideia de designar um dia para que todo o Planeta pense sobre a condição da mulher vem de uma longa tradição socialista. Foi proposto, originalmente, pela marxista alemã Clara Zetkin em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhague, na Dinamarca, como forma de unificar os vários atos promovidos pelos socialistas em todo o mundo no ano anterior.

A proposta de Zetkin foi aprovada e adotada por todos os partidos e agrupamentos socialistas, que passaram a comemorar o dia, mas sem uma data definida (geralmente no final de março, como lembrança da Comuna de Paris).

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