Maurício Moura
A ascensão de políticas identitárias nas últimas décadas tem reconfigurado radicalmente o cenário das lutas sociais. Enquanto movimentos históricos por direitos trabalhistas, reforma agrária ou igualdade racial concentravam-se em transformações materiais, uma nova ênfase em identidades subjetivas (quem eu acho que é igual a mim) fragmenta e despolitiza as reivindicações do povo. Essa mudança não é acidental: coincide com a reestruturação capitalista global dos anos 1980, que promoveu o recuo do Estado social e a financeirização da economia. O resultado é a substituição de projetos coletivos de emancipação por microdisputas simbólicas, muitas vezes cooptadas por corporações e governos para camuflar a manutenção de privilégios econômicos.
Nesse contexto, é urgente distinguir entre a pauta democrática, que visa conquistar as reivindicações objetivas dos trabalhadores, e políticas identitárias que, mesmo quando bem-intencionadas, reduzem conflitos sociais a questões de autorreconhecimento ou representação simbólica. Tendências do feminismo liberal, por exemplo, celebram CEO mulheres enquanto ignoram trabalhadoras sem creche. ONGs antirracistas aceitam doações de bancos que financiam prisões em massa de negros. Essa confusão entre identidade e interesse material não apenas enfraquece a resistência popular, mas também alimenta a extrema-direita, que manipula narrativas identitárias (nacionalismo, fundamentalismo religioso) para consolidar projetos autoritários.
Este texto propõe analisar essa dinâmica a partir de quatro eixos: a natureza social das identidades e sua instrumentalização política, a apropriação das causas identitárias pela extrema-direita, a cooptação mercantil das lutas por reconhecimento e propostas para reconstruir a unidade das lutas populares a partir de necessidades materiais.
O que é identidade
Antes de tudo, é necessário compreender os conceitos tratados neste texto. Vamos examinar como as construções de identidades subjetivas, quando desenraizadas das condições objetivas de existência, convertem-se em ferramentas de divisão política. Buscaremos desvelar como o reconhecimento identitário, sem transformação das bases econômicas, mantém intactas as estruturas de dominação.
Natureza das identidades coletivas
Identidades coletivas são constructos psicossociais baseados em sentimentos de pertencimento, reforçados por símbolos, rituais e narrativas históricas. Podem manifestar-se como identidade nacional, religiosa, de gênero e até digital. Embora mobilizem emoções e lealdades profundas, são fluidas e contextuais: um operário negro pode priorizar sua identidade racial em um protesto contra a violência policial e sua identidade de classe em uma greve por salários.
Materialismo versus moralismo
Aqui reside o cerne do problema e é uma disputa filosófica com centenas de anos. Por um lado, o materialismo sustenta que a realidade social e histórica emerge das condições materiais de existência (comida, água, abrigo, proteção, educação, saúde, transporte) e que as ideias e valores decorrem dessa base. Em oposição a isto, o idealismo defende que são as ideias, a consciência, a moral e os princípios metafísicos que constituem o fundamento real da matéria.
O identitarismo opera uma lógica moralista ao reduzir conflitos sociais a julgamentos de boa ou má conduta fundamentados em identidades percebidas subjetivamente, tratando o pertencimento a um grupo como critério ético absoluto e ao se descolar das situações concretas passa a enfatizar intenções e discursos em vez de condições materiais.
Essa abordagem assume premissas idealistas porque pressupõe que alterar crenças, sensibilidades e narrativas individuais será suficiente para transformar a realidade, sem enfrentar diretamente a dinâmica econômica e institucional que produz desigualdades. Dessa forma, a moralização das relações sociais substitui a análise das estruturas objetivas, criando uma tensão entre a correção de comportamentos e a sobrevivência do indivíduo.
Assim, o identitarismo substitui a luta por demandas e reivindicações por reconhecimento subjetivo, como se mudar pronomes ou ícones corporativos bastasse para eliminar opressões. Essa visão a partir do sentimento pessoal subjuga necessidades reais de grupos reais, como as mulheres (licença-maternidade remunerada, creches gratuitas, equiparação salarial), negros (reparação, acesso a moradia e universidade), indígenas (demarcação de terras e proteção contra garimpos) e por aí vai.
Dinâmicas de separação grupal
O identitarismo frequentemente cria divisões artificiais entre “nós” e “eles”, o que é um mecanismo explorado por elites para desviar o foco de desigualdades econômicas. Na União Europeia, por exemplo, a estigmatização de imigrantes como “invasores” ou “criminosos” justificou cortes em direitos trabalhistas e previdenciários, sob o argumento de “proteger os nacionais”. O mesmo ocorre com o masculinismo tóxico, que culpa mulheres por “ameaçar valores tradicionais” enquanto ignora a precarização do trabalho que afeta homens e mulheres.
Identitarismo e extrema-direita
A extrema-direita é mestre em converter ressentimentos em projetos identitários reacionários.
Os nacionalismos históricos, incluindo o fascismo e o sionismo, são grandes exemplos disso: inventam uma identidade nacional ameaçada por “inimigos externos”. Juntos destes, os neo-evangélicos e ultra católicos unem fiéis em cruzadas contra direitos reprodutivos ou diversidade sexual, enquanto as comunidades “incel” e “redpill” transformam frustrações afetivas em misoginia armada.
Esses movimentos têm algo em comum: são anti-materialistas. O nazismo, por exemplo, não combatia a exploração capitalista, ao invés disso, oferecia uma identidade ariana como consolo simbólico para alemães empobrecidos pela crise de 1929. Hoje, o neofascismo repete o modelo: enquanto milícias bolsonaristas atacam indígenas e quilombolas, bancadas ruralistas no Congresso aprovam leis que ampliam grilagem de terras.
A necessidade das lutas democráticas
Lutas democráticas autênticas não se confundem com “política de identidade”. Elas partem de reivindicações objetivas e exigem mudanças institucionais verificáveis. Qualquer análise do mundo real (e não de moralismos) nos leva a dados objetivos, como a desigualdade salarial de gênero (mulheres ganham 20.5% menos que homens 1), de raça (apenas 44% da população negra tem rede de esgoto 2) ou concentração de terra (1% dos proprietários controla 48% das terras 3).
As reivindicações decorrentes desses dados são a base das lutas democráticas, pois buscam defender a sobrevivência objetiva dos povos, não conceitos moralistas abstratos.
Uma distinção necessária
Teóricos e militantes das lutas reais contra a opressão demonstraram como articular raça, gênero e classe sem recair no identitarismo. Exemplos não faltam:
- Lélia Gonzalez (1935-1994) denunciou que a “democracia racial” brasileira era um mito para ocultar a superexploração da mulher negra como doméstica – trabalho não valorizado e sem direitos 4;
- Angela Davis mostrou que o sistema prisional nos EUA usa o racismo para criminalizar negros pobres, garantindo mão de obra escrava para corporações (telemarketing, agroindústria) 5;
- Clóvis Moura (1925-2003) provou que o racismo no Brasil não é “residual”, mas estrutural ao capitalismo dependente, ao fornecer trabalhadores negros como “exército industrial de reserva” permanente 6.
Esses autores evitam a armadilha da “interseccionalidade” liberal (que soma opressões sem analisar o sistema econômico). Em vez disso, revelam como gênero e raça são dimensões da exploração de classe.
Raça e gênero são condições materiais de exploração capitalista
A superexploração da mulher negra não é mero fenômeno secundário, mas alicerce material do capitalismo dependente. Enquanto trabalhadoras domésticas negras recebem 44% menos que brancas, bancos financiam prisões em massa que fornecem mão de obra escrava corporativa, articulando racismo e acumulação 7.
No mesmo sentido, o racismo estrutura a reserva permanente de força de trabalho barata: negros são 75% dos informais e 64% dos desempregados. Essa precarização não é residual, mas funcional à extração de mais-valia 7.
Identidades secundarizam demandas materiais
A cooptação corporativa e estatal de pautas identitárias tornou-se um eficiente mecanismo de diversionismo político:
Governos e simbologia vazia
- Reino Unido hasteia bandeiras LGBTQIA+ em prédios públicos, mas corta 46% do orçamento para moradias populares 8;
- Espanha promove eventos “inclusivos” enquanto reduz em 33% verbas para habitação social 9.
Corporações e washing ideológico
- Uber, Pinterest e Cisco promovem painéis de diversidade, mas recusam-se a publicar auditorias salariais por gênero ou raça 10;
- Apple e H&M usam marketing LGBTQIA+ enquanto lucram com trabalho escravo em fornecedores (Foxconn, Xinjiang) 11 12;
- Google celebra o “Orgulho” mas não oferece creches para mães trans em cargos de liderança 13.
Nesses casos, a identidade serve como cortina de fumaça para a manutenção de desigualdades materiais.
Do pós-modernismo ao “capitalismo de conscientização”
A ascensão do pós-modernismo nos anos 1980 não foi acidental. Como analisou a historiadora Ellen Meiksins Wood (1942-2016), sua negação da verdade objetiva, grandes narrativas e luta de classes coincidiu com a ofensiva neoliberal contra conquistas sociais. Ao declarar “guerra ao totalitarismo” (que mascarava uma posição anticomunista), teóricos como Lyotard e Baudrillard abriram espaço para que o mercado se apresentasse como “solucionador” de injustiças – desde que não ameaçassem o lucro 14.
Transformação em ferramenta mercantil
O capitalismo absorveu demandas por reconhecimento e as converteu em mercadorias identitárias:
- Pinkwashing: Israel usa sua imagem “gay-friendly” para camuflar o genocídio em Gaza 15;
- Diversity-washing: Bancos financiam eventos feministas enquanto investem em empresas que pagam menos a mulheres;
- Purplewashing: Governos criam ministérios “dos Direitos das Mulheres” enquanto mantêm leis que criminalizam aborto.
O resultado é um cinismo generalizado: 62% dos jovens entre 18-24 anos desconfiam de discursos corporativos sobre diversidade 16, o que faz a extrema-direita cooptar esses jovens para um discurso liberal neofascista.
Divisão das mobilizações coletivas
A maior parte dos fatores materiais necessários à manutenção e melhoria das condições de vida das pessoas tem relação com a produção (de comida, roupa, casa, estrada, ônibus). Em uma sociedade Capitalista, os meios de produção pertencem a uma classe social (burguesia) e a concretude da produção é feita inteiramente por outra classe (proletariado), que é alienada do frutos desse trabalho. Por conta disso, o centro de qualquer luta real por melhoria das condições de vida (ainda que existam outras classes) reside na contradição da produção, ou seja, nas classes que se relacionam nessa dinâmica, sem ignorar as outras classes.
Identitarismo vs. classe social
Ao fragmentar lutas sociais em “causas” estanques (feminismo separado de antirracismo separado de sindicalismo), o identitarismo dificulta alianças transversais. Um exemplo claro é o movimento “não nos matem” no México: enquanto coletivos feministas focavam em hashtags (#NiUnaMenos), deixaram de articular-se com sindicatos por creches ou transporte seguro – fatores materiais que reduzem violência de gênero objetivamente.
Em outras palavras, ao invés de reduzirem a violência de gênero proporcionando uma casa segura, um salário digno e uma estrutura para manter os filhos seguros, tais movimentos buscam “dialogar” com os assassinos de mulheres para “convencê-los” da “superioridade moral” que eles teriam se não matassem mais mulheres.
Influência das plataformas digitais
Os algoritmos de redes sociais priorizam conteúdos polarizantes (debates sobre “cancelamento”, microagressões) em detrimento de denúncias de exploração trabalhista. Posts sobre “cultura do cancelamento” têm três vezes mais engajamento que posts sobre greves ou precarização 17.
Estratégias alternativas de comunicação
Experiências como o Coletivo Intervozes no Brasil demonstram como contornar essa lógica: usando plataformas alternativas (rádios comunitárias, Telegram) para articular denúncias de violência policial com campanhas por transporte público e moradia.
Além disso, as mídias alternativas impressas ou eletrônicas sem financiamento estatal ou publicitário se tornaram mais importantes do que nunca.
Políticas de cotas: um contraponto necessário
A Lei 12.711/2012 elevou a presença negra nas federais em 153% entre 2010-2020. Em Medicina da UFBA, negros saltaram de 18% para 48% das vagas, desestabilizando o monopólio branco sobre profissões de elite. A resistência da USP ao sistema de cotas – sob alegação de ‘mérito’ – ignora que 73% de seus alunos vêm de apenas 20% das escolas privadas de elite. Quando a universidade reserva 21% das vagas via Sisu, não reduz excelência: cotistas têm desempenho acadêmico equivalente após 18 meses 18.
Por outro lado, ao limitar-se a 25% das vagas totais (metade da cota social), as cotas raciais não questionam a mercantilização do ensino: 80% dos universitários estão em instituições privadas excluídas da lei. A ‘inclusão controlada’ mantém intocada a hierarquia de classe 18. As cotas podem, ainda servir de álibi para a privatização do ensino: enquanto lutamos por 25% das vagas públicas, 7 milhões de jovens estão endividados com FIES.
Sem políticas de permanência (creches, bolsas, moradia), 34% dos cotistas abandonam cursos. Enquanto universidades gastam R$ 120 mil/ano por aluno em pesquisas de ponta, cotistas trabalham 40h semanais para se manter.
Mundo afora, a situação é a mesma: governos usam cotas como símbolo de inclusão enquanto cortam 46% do orçamento de moradia popular (Reino Unido) e 33% de verbas para educação básica (Espanha).
Em resumo, as cotas raciais são uma conquista democrática parcial que expõe a hipocrisia da igualdade formal. Porém, ao fragmentar a luta por educação pública universal, tornam-se armadilha liberal. O desafio é articulá-las a um projeto classista que enfrente o apartheid educacional: estatização das universidades privadas, fim do vestibular com vagas para todos e orçamento público garantindo creches, moradia, bolsas e transporte para permanência estudantil.
A ideologia burguesa e os sindicatos
A ideologia dominante em uma sociedade sempre é a ideologia da classe dominante. Em outras palavras, as ideias, valores e crenças que orientam uma sociedade sempre são, majoritariamente, as ideias, valores e crenças daqueles que são donos das escolas, meios de comunicação, igrejas e todo aparato que “ensina” as pessoas. No caso da sociedade capitalista, essa classe é a burguesia.
Isso também se reproduz dentro das organizações de classe. Ainda que os dirigentes sindicais ou de partidos da classe trabalhadora tenham sido capazes de romper com a lógica da burguesia e agirem como classe para si e não apenas classe em si, isso não é garantia que eles sejam capazes de romper com toda a ideologia dominante (e geralmente não são).
A histórica resistência de sindicatos europeus à inclusão de imigrantes nos anos 1970 – alegando ‘proteção de vagas’ – fragilizou a luta trabalhista e fomentou a xenofobia. Em 1982, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo rejeitou incluir creches em pautas grevistas – tema só aprovado após ocupação feminina da sede. Já o Sindicato dos Bancários de São Paulo só aprovou licença-maternidade em 1982 após pressão de coletivos feministas internos.
No Brasil, diretorias sindicais ainda são 71% masculinas e 84% brancas, reproduzindo hierarquias que o capital explora 19
Esses fatos deixam claro que a educação e luta dentro das organizações de classe não está superada e precisa ser feita. Deixa claro também que superar a ideologia burguesa só será possível superando a burguesia como classe dominante.
Alternativas para unidade
A superação da fragmentação identitária exige modelos concretos de organização que reinscrevam as demandas sociais no terreno material da luta de classes.
Todo direito parcial é provisório
Como já citado, a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. Isto posto, é necessário compreender uma coisa: todo direito conquistado sob o capitalismo (como licença-maternidade ou cotas raciais) pode ser revogado a qualquer crise (como as reformas trabalhistas na Europa no final da década de 2000 ou o Governo Bolsonaro, no passado recente). Só uma mudança qualitativa – a tomada do poder pela classe trabalhadora – pode garantir transformações permanentes.
É claro que não existe fórmula mágica e o fato de os trabalhadores tomarem o poder não vai automaticamente acabar com a desigualdade de classe, gênero ou raça. Por outro lado, são os trabalhadores os únicos capazes de alterar de fato as condições materiais da subsistência das pessoas e, com isso, alterarem a ideologia dominante. Em outras palavras, a tomada do poder pelos trabalhadores é sine qua non para a mudança da mentalidade da sociedade.
Modelos de coordenação
Experiências exitosas mostram como unificar demandas:
Nos EUA, o movimento Fight for $15 uniu negros, latinos e mulheres por salário mínimo, ignorando divisões identitárias. Na África do Sul, o movimento Abahlali baseMjondolo (os moradores dos barracos) integra negros, imigrantes e LGBTQIA+ em ocupações por moradia. No Brasil, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) combina reforma agrária com escolas para crianças negras e indígenas e produção agroecológica 20. Exemplos não faltam.
Os exemplos exitosos (tanto históricos quanto contemporâneos) demonstram que só a unidade dos trabalhadores pode arrancar e manter conquistas. É a unidade dos sindicatos com os movimentos sociais (associações de mulheres, movimentos negros, grupos de luta por direitos) a forma de construir essa luta com ações conjuntas.
Conclusão
A retórica identitária, ao substituir conflitos materiais por guerras culturais, enfraquece as lutas sociais e fortalece a extrema-direita. Isso não significa ignorar opressões específicas, como o racismo e o machismo, mas enraizá-las na análise de classe: a opressão da mulher negra não é soma de identidades, mas expressão unitária da exploração de classe.
A dificuldade de articular essa união em sociedades pós-industriais é real, mas exemplos como o MST ou o Fight for $15 provam sua viabilidade. O caminho é reconstruir organizações de base que transformem identidades em ferramentas de luta, não de fragmentação.
“Sem pão, sem trabalho, sem teto, sem saúde: nenhum direito a identidade será suficiente.”
Leia também
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Notas e referências
- INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION. Global Wage Report 2022–23: The impact of inflation and COVID-19 on wages and purchasing power). Flagship report. Geneva: ILO, November 2022. ↩︎
- IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Rio de Janeiro: 2025. ↩︎
- INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA – INCRA. Relatório de Análise de Mercados de Terras. Relatório de Concentração Fundiária 2023. Brasília: Incra, 2023. ↩︎
- GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afrolatinoamericano. Zahar. 2020. ISBN: 9788537818893. ↩︎
- DAVIS, Angela. Are Prisons Obsolete?. Seven Stories Press. Nova York: 2003. ISBN 1583225811. ↩︎
- MOURA, Clóvis. Sociologia do Negro Brasileiro. Ática. São Paulo: 1988. ISBN 8508029337. ↩︎
- SOUZA, Mário. Capitalismo e racismo: uma relação essencial para se entender o predomínio do racismo na sociedade brasileira. Revista Katálysis; v. 25 n. 2, p. 202–211. Florianópolis: 6 mai. 2022. DOI 10.1590/1982-0259.2022.e84662. ↩︎ ↩︎
- HM Treasury. Autumn Budget and Spending Review 2021. Londres: 27 out. 2021. ↩︎
- MINISTERIO DE HACIENDA. Proyecto de Ley de Presupuestos Generales del Estado para 2022. Madri: 2021. ↩︎
- Tech Transparency Project. ↩︎
- BUSINESS & HUMAN RIGHTS RESOURCE CENTRE. Lawsuit against Apple, Google, Tesla, and others (re child labour, DRC). 15 dez. 2019. ↩︎
- U.S. Customs and Border Protection. Withhold Release Orders and Findings Dashboard. Washington: 2021. ↩︎
- BLOOMBERG NEWS. Google Childcare Workers Circulate Petition for Commute Stipends. Bloomberg, 7 May 2021. ↩︎
- WOOD, Ellen Meiksins. The Retreat from Class. Verso Books. Londres: 1986. ISBN 1859842704. ↩︎
- Não há orgulho sob genocídio. Livre Pensamento. 21 Jun. 2024. ↩︎
- Edelman. 2025 Edelman Trust Barometer. Chicago: Jan. 2025. ↩︎
- MILLI, Smitha; CARROLL, Micah; WANG, Yike; PANDEY, Sashrika; ZHAO, Sebastian; DRAGAN, Anca D. Engagement, user satisfaction, and the amplification of divisive content on social media. PNAS Nexus; v. 4 n. 3, 05 mar. 2025. DOI 10.1093/pnasnexus/pgaf062. ↩︎
- PINHEIRO, Débora Cristina. Lei de Cotas nas Universidades: 10 anos de lutas, conquistas e incômodo a elite brasileira. Boletim do Observatório da Educação Superior (7), p. 50. Brasília: 15 dez. 2022. ↩︎ ↩︎
- INDA, Rosa; AMARAL, João. CUT: Perfil dos dirigentes e resposta sindical frente à reforma trabalhista. Sociologias; v. 23 n. 58, p. 45–68, set./dez. 2021. DOI 10.1590/15174522-110760. ↩︎
- LIMA, Lais Ribeiro dos Santos. A educação profissional agroecológica no MST e o princípio da gestão democrática. In: NOVAES, Heloísa T. (org.). Movimentos sociais e políticas educacionais na Era da barbárie. Marília: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2020. p. 359–396. DOI 10.36311/2020.978-65-86546-99-6.p359-396. ↩︎
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