O que é o Livre Pensamento?

Uma introdução à Federação Nacional do Livre Pensamento (França)

Mergulha suas raízes na Grécia Antiga (Platão), por meio da Idade Média (Villon), depois do Renascimento (Rabelais), triunfando com o Iluminismo do século XVIII e da revolução francesa, o Livre Pensamento tem sido o trabalho de todos aqueles que se recusaram verdades reveladas, impostas pelas autoridades e que uma vez se atreveram a levantar-se e dizer não ao obscurantismo e opressão.

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As teses de Marx sobre a filosofia de Feuerbach

Por volta do ano de 1845, Marx começava a formular sua crítica à filosofia alemã, tanto ao idealismo quanto ao materialismo contemplativo. Analisando as ideias do jovem hegeliano Ludwig Feuerbach (que já publiquei aqui), Marx formula ideias centrais a partir das quais ele evoluiria sua crítica.

Esse rascunho só chegou a ser publicado após a morte de Marx, quando Engels editou-as e publicou-as como um apêndice ao seu livro Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã. O texto original só ressurgiu em 1924 quando o Instituto de Marxismo-Leninismo de Moscou publicou A filosofia alemã.

Com este texto, continuamos nossa série sobre a gênese do pensamento materialista.

Aqui, Marx entende que não basta contemplar a matéria estática, como se fosse um quadro. É preciso entender que a realidade é a matéria em movimento, a interação entre os elementos e os indivíduos. Com essa compreensão, percebe que é necessário alterar esse mundo, alterar a realidade, alterar as interações entre os indivíduos conforme as necessidades reais das pessoas reais.

Porantim

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Beakman explica o método científico

O Mundo de Beakman (Beakman’s World) foi um programa que passava nos anos 1990 na TV Cultura de São Paulo. Com uma abordagem divertida e acompanhado de seu rato de laboratório Lester (Mark Ritts) e suas várias ajudantes, o Professor Beakman (Paul Zaloom) respondia cartas de telespectadores sobre vários temas da ciência, inclusive ensinando a fazer experiências em casa.

Neste episódio ele fala sobre o método científico. Vale a pena.

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O “neoateísmo” e a atualidade do Materialismo Militante

Ultimamente tenho visto muito se falar em “ateísmo militante” ou “neoateísmo”, termos ligados a aqueles que fazem propaganda ou defesa pública da visão cética, científica ou atéia do mundo. Têm-se dito que o zoólogo queniano Richard Dawkins seria o “pai” dessa linha.

Bom, minha compreensão é que não existe esse tal “neoateísmo”, já que o ateísmo nada tem de novo. Principalmente no que concerne ao ateísmo militante. Nessa defesa, publico abaixo um texto de 1922 em que Vladimir I. Lenin defende o ateísmo militante.

O texto foi originalmente escrito para ser publicado na revista Pod Znameniem Marksisma (Sob a Bandeira do Marxismo)  em seu número 3, mas acabou sendo publicado apenas em 1961 (V. I. Lenin. Polnoe Sobranie Sotchinenii, Moscou : GIPL, 1961, Vol. 45, pp. 23 e s.).

Nadežda Krupskaja, esposa de Lênin, escreve um artigo na revista sobre a época em que foi escrito o texto. Segundo ela, Lenin acabara de ler diversos livros e brochuras sobre temas anti-religiosos como Die Christusmythe (O Mito de Cristo), de Arthur Drews, e Profits of Religion (Os Lucros da Religião), de Upton Sincler.

Em 1908, Gueorgui Plekhanov já havia tratado do assunto no livro Os Princípios Fundamentais do Marxismo.

No início, texto se refere a outro texto que já postei aqui (Atenção à Teoria),  publicado na edição número 1 da revista.

Esta versão foi traduzida por Asturig Emil von München. Optei por suprimir as notas do tradutor.

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A Comuna de Paris e a laicidade do Estado

Pra comemorar esses 142 anos da Comuna de Paris, publico este decreto proposto por  Félix Pyat e publicado em 3 de abril. Tal decreto é a fundação do Estado Laico, da separação entre a Igreja e o Estado e da verdadeira liberdade de consciência e culto.

A imagem acima é La Liberté guidant le peuple (A Liberdade guiando o povo), pintada por Eugène Delacroix em homenagem à Revolução Francesa. Hoje está exposto no Museu do Louvre.

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O materialismo histórico, a física do plasma e o Big Bang

Reproduzo abaixo um texto extraído da Revista A VERDADE, revista teórica da Quarta Internacional (edição nº 15 de novembro de 1995).

Escrito pelo físico estadunidense Eric J. Lerner, o texto ajuda a compreender o método do Livre Pensamento: o materialismo. No caso, o materialismo histórico, desenvolvido e defendido por Karl Marx e Friedrich Engels e utilizado por milhares de estudos acadêmicos e militantes até hoje.

Serve também para demonstrar como, na ciência, não existem verdades absolutas e enfoques diferentes podem chegar a resultados diferentes. No caso, ele explicita a divergência entre duas “escolas” da física (a física de partículas e a física de plasmas) sobre o enfoque do estudo da cosmologia.

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