Vinte anos sem Carl Sagan

Há vinte anos atrás o mundo perdeu um grande ser humano. Carl Sagan foi um astrônomo estadunidense, cosmólogo, astrofísico, astrobiólogo, popularizador da ciência, cético científico, professor, autor ganhador do Prêmio Pulizter, celebridade televisiva ganhadora do Prêmio Peabody e um humanitário visionário, dedicado a melhorar a alfabetização científica em todo o mundo. Ele recebeu a Medalha de Distinção em Serviço Público da NASA, ajudando a planejar as primeiras mensagens da Terra enviadas ao Espaço e defendendo o Projeto SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre). Sua série na televisão pública nos anos 80, Cosmos, atingiu centenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Ele foi um verdadeiro defensor da ciência, do ceticismo científico e do pensamento crítico. Carl Sagan morreu de pneumonia com 62 anos, em 20 de dezembro de 1996, depois de ter sofrido com um câncer e passar por vários transplantes de medula óssea.

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Guerras paleoantropológicas: a descoberta do Homo naledi gerou considerável controvérsia neste campo científico

Nathan Lents*

Notícias da explosiva descoberta do Homo naledi na África do Sul reverberou através do mundo em setembro de 2015. As mídias científica, popular e social  ficaram igualmente alvoroçados com a natureza verdadeiramente deslumbrante da descoberta: milhares de fósseis, mais de uma dúzia de indivíduos, quase um esqueleto inteiro reconstruído. Nunca, nos 150 anos de história da paleoantropologia, tanto tinha sido encontrado de uma vez. De uma só vez, agora há mais fósseis do Homo naledi do que há de mais de metade dos outros hominídeos que viveram e morreram durante os últimos sete milhões de anos. Foi uma descoberta singular.

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