Manal al-Sharif é uma cientista da computação saudita especialista em segurança da Internet.
Em maio de 2011 ela descobriu que não havia, na Arábia Saudita, nenhuma legislação que proibisse a mulher de dirigir. A proibição era baseada única e exclusivamente na tradição e nos dogmas religiosos. Ela, então, iniciou uma campanha para que as mulheres sauditas começassem a dirigir. Ela se deixou filmar dirigindo e postou esse vídeo no Youtube e no Facebook (veja aqui).
Manal nunca pretendeu romper com sua religião nem com as leis de seu país. Mesmo assim, foi presa várias vezes e tornou-se um símbolo feminista no mundo todo.
Apesar da campanha anti-islâmica feita pela mídia mundial utilizando seu nome, a luta de Manal não é menor. Seu rompimento com um que seja dos dogmas religiosos pode permitir que as mulheres (não só as islâmicas) passem a repensar outros dogmas, outras tradições, e fazer com que caminhem no sentido de pensarem por si mesmas, livrando-se de todos os dogmas e tradições e levando o mundo a um novo patamar do conhecimento, baseado na realidade.
Veja outros vídeos do TED.
Helen Keller foi uma famosa ativista social dos EUA. Cega e surda por causa de uma doença durante a infância, aos oito anos, foi para o Instituto Perkins para Cegos, onde aprendeu a se comunicar sentindo, com o tato, a linguagem de sinais feita pelo interlocutor. Foi onde conheceu Anne Sullivan, sua professora, que se tornou sua companhia até sua morte (em 1936). Mais tarde, aprendeu a ler lábios e sentir as vibrações das cordas vocais com o tato, o que a possibilitou aprender a falar.