Qualidade e inclusão na educação: um estudo de caso

Em abril passado, tive a oportunidade, meio que por acidente, de assistir uma palestra muito interessante do professor cubano Guillermo Arias Beatón, que ocorreu na sede da APP – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná. Guillermo trata da concepção de qualidade na educação cubana e como, para eles, a universalização da educação e a inclusão são sine qua non para que exista qualidade.

Vivemos em um momento em que as grandes empresas educacionais buscam padronizar nacionalmente a educação para poderem vender seus sistemas de ensino. Mais: há uma pressão mundial por padronizar os indicadores de qualidade da educação através de testes também padronizados. É a tal da meritocracia… Beatón nos trás uma visão completamente diferente do que se pode compreender por qualidade.

Guillermo Arias Beatón é  psicólogo, doutor em Ciências Pedagógicas pelo Instituto Central de Ciências Pedagógicas de Cuba e mestre em psicodrama e processos grupais na Faculdade de Psicologia na Universidade de La Habana. Atualmente é Professor Titular da Faculdade de Psicologia da Universidade de Havana, coordena um Programa de Mestrado em Psicodrama e Processos Grupais oferecido pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Havana e presidente da cátedra de Vygotski da Faculdade de Psicologia da Universidade de Havana.

Possui experiência na área de Educação, tendo trabalhado nos últimos anos como professor visitante em universidade do México, Porto Rico, Brasil, em Programas de Mestrado e Doutorado, na área da Psicologia Educativa, Psicologia Clínica e Psicodrama. As principais linhas de pesquisa estão relacionadas com o estudo de famílias e professores capazes de promover o desenvolvimento de seus filhos e estudantes, aplicação do enfoque histórico-cultural no campo da Educação, da Orientação Psicológica, da Saúde Mental, a Psicologia Social por conta do psicodrama e os processos grupais e o estudo de sujeitos que apresentam problemas e dificuldades de aprendizagem. Tem trabalhado na sistematização crítica dos conhecimentos produzidos pelo enfoque histórico-cultural.

O professor está na área da educação em Cuba desde a década de 1970, quando participou das Brigadas de Alfabetização. Também trabalhou por muitos anos no Ministério da Educação daquele país em políticas públicas, formação de professores, estabelecendo relações com as universidades.


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3 pensamentos sobre “Qualidade e inclusão na educação: um estudo de caso

  1. Sabe, tenho muita curiosidade com o que será Cuba pós-fidel. Não ficaria surpreso se o IDH deles subir rapidamente e eles escaparem da armadilha da renda média de forma que o Brasil não conseguiu até hoje.

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    • Cuba já é “pós Fidel”, pensando estritamente. Já não há mais prisões, a oposição participa livremente das eleições, a maior parte do setor hoteleiro pertence a estrangeiros…

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      • Eu acredito que o último indicador que ainda falta no sistema cubano é a alternância de poder. O setor hoteleiro nõa mão de multinacionais não me parece exatamente uma vantagem. Mas considerando o sistema de educação cubano acredito que eles serão capazes de fazer isso de forma muito mais saudável que nós brasileiros.

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