Sionismo significa a destruição física do povo palestino

Uma análise dialética dos argumentos do sionismo

A discussão sobre o sionismo e a fundação do Estado de Israel costuma ser marcada por forte polarização, entre acusações de antissemitismo e denúncias de colonialismo. Esse quadro dificulta abordagens críticas e emancipatórias que considerem tanto a realidade histórica do antissemitismo quanto os impactos concretos da criação do Estado israelense sobre a população palestina.

Neste artigo, propomos uma leitura baseada no materialismo e na dialética, que parta do princípio de que as ideias, valores e instituições são produtos das condições materiais concretas da vida social, e não expressões imutáveis de identidades ou crenças1. Entender a sociedade é como desmontar um relógio para ver como as engrenagens (condições materiais) se movem e se transformam, e não apenas olhar para as horas (ideias).

Nosso objetivo é analisar os principais argumentos do sionismo — não apenas em seu conteúdo formal, mas nas relações de poder, interesses materiais e contradições que os sustentam.

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Cartaz no muro da vergonha por uma terra de todos os povos: pelo direito ao retorno

Palestina além do Estado: resistência e alternativas

Este artigo explora a luta palestina para além da narrativa tradicional de um Estado nacional, analisando o conflito sob uma perspectiva anticolonial e materialista. Demonstramos como o imperialismo moldou a ocupação israelense por meio de um projeto colonial de assentamento e examinamos alternativas para a autodeterminação dos vários povos da Palestina. Argumentamos que a solução de dois Estados é estruturalmente inviável devido à expansão contínua dos assentamentos e à lógica do capitalismo racial israelense. Defendemos um modelo de Estado único democrático e laico em toda a Palestina histórica, fundamentado no direito de retorno e na justiça social.

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União dos povos do mundo contra o governo genocida de Israel

Neofascismo e Israel: colonialismo, militarização e a nova extrema-direita

O neofascismo contemporâneo, definido por estudiosos como uma adaptação do fascismo histórico às democracias liberais1, combina ultranacionalismo, autoritarismo e supremacia étnica com roupagens institucionais2. Em Israel, essa ideologia manifesta-se através de políticas coloniais, militarização extrema e alianças com grupos supremacistas como Otzma Yehudit3, Lehava4 e Hilltop Youth5, cujas práticas segregacionistas violam sistematicamente direitos humanos palestinos6. Tecnologias de vigilância baseadas em inteligência artificial, como os sistemas Lavender e Gospel, são utilizadas para controle populacional e seleção de alvos étnicos em Gaza7, enquanto organismos internacionais como a ONU e a Corte Penal Internacional denunciam o regime israelense como apartheid8 e acusam-no de genocídio9.

Esta análise expõe as interseções perigosas entre o projeto colonial israelense e as redes neofascistas globais10.

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O que é dialética: dos gregos à atualidade

O que é dialética

Maurício Moura

A dialética não é apenas um conceito filosófico entre outros, é uma forma viva de pensar que acompanha a humanidade há mais de dois milênios, transformando-se ao longo do tempo sem perder seu núcleo essencial: a compreensão da realidade como um processo marcado por contradições e mudanças. Seu surgimento na Grécia Antiga não foi acidental; emergiu justamente quando os primeiros filósofos começaram a questionar se a verdade poderia ser alcançada apenas pela contemplação estática ou se exigia o confronto ativo de ideias.

Este artigo é minha humilde contribuição para clarificar um pouco a compreensão desta técnica de investigação das coisas do mundo.

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Inconcebível: deputado bolsonarista propõe o fim de Universidade Pública

As bancadas bolsonaristas, já famosas pela sua insanidade e por suas crenças em teorias imbecis, também sabe demonstrar que sua sanha por destruir a ciência e a liberdade de pensamento no Brasil e o patrimônio de seu povo também não conhece limites.

O deputado bolsonarista Anderson Moraes (PSL) apresentou na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) um projeto de lei que extingue a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Sim, caro leitor, você leu corretamente. O “nobre” deputado quer dar fim a um importante centro de pesquisa brasileiro e colocar os alunos dessa Universidade pra darem dinheiro às megacorporações da educação privada.

Esse mesmo Anderson Moraes invadiu o campus da Uerj no Maracanã no início do mês e gravou um vídeo onde destrói com violência uma faixa crítica ao governo federal e onde agride e ofende funcionários e a própria instituição, que classifica como “local de balbúrdia e de vagabundos”.

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15 de maio é dia de defender o povo palestino

O povo palestino sofre há mais de 50 anos com a ocupação ilegal do Exército de Israel. A intenção do Estado Sionista é clara: a eliminação sistemática do povo palestino, em outras palavras: genocídio.

Nos últimos dias uma nova ofensiva militar israelense, justamente no Ramadã, já deixa um saldo de centenas de jovens, mulheres e crianças palestinas mortas.

A Juventude Sanaúd, organização de jovens palestinos no Brasil, está organizando junto com outras organizações um dia de luta em defesa do povo palestino.

Confira as datas dos atos na sua cidade:

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Queremos aulas: em defesa do direito ao ensino público e presencial com segurança!

Dani Braz – Diretora de Assistência Estudantil da UNE

Após um ano da implementação do ensino a distância enfiado goela abaixo dos estudantes por todos os governos, sobretudo, por Bolsonaro, a situação é grave. De um lado, empurram o ensino remoto sem nenhum tipo de estrutura, e de outro, abrem e fecham escolas promovendo o caos. No vai e vêm dos governos, os estudantes continuam pagando a conta! Foi o que vimos no ENEM, onde 55% não fizeram a prova presencial. Sem a educação presencial, a maioria não conseguiu se preparar. Outros foram barrados porque o governo não organizou o distanciamento social necessário.

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Para dar dinheiro para empresários, governo ataca a Ciência e a Saúde Pública

Em 2006 a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde brasileiro se juntou ao Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e à Organização Pan-Americana da Saúde para elaborar um guia para ajudar a população brasileira a comer melhor, dado o fato de que grande parte da população tinha deficiências nutritivas e doenças crônicas advindas de deficiências alimentares.

Nasceu assim o Guia Alimentar para a População Brasileira, que se tornou rapidamente uma referência mundial no que tange às políticas públicas para a Saúde baseada em evidências, ou seja, baseada no conhecimento científico.

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Candidata a vice-reitora da UFPR defende publicamente a anti-ciência e o charlatanismo

Que os charlatães e pseudocientistas tinham alcançado a Universidade a gente já sabia, mas agora eles querem mandar nela. É o fanatismo religioso colocando em risco a produção de Conhecimento no Brasil.

A candidata a vice-reitora da Universidade Federal do Paraná, Ana Paula Mussi Szabo Cherobim, participou de um debate da sua chapa, a Chapa 1, com estudantes e professores do Departamento de Ciência Biológicas e, ao ser questionada sobre uma postagem nas redes sociais em que atacava abertamente a Ciência, não só manteve sua posição, como “receitou” às pessoas um remédio sem qualquer evidência que o sustente.

Mais: sustenta seus argumentos com teorias de conspiração!

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Entidades científicas repudiam destruição da pesquisa científica promovida pelo Golpe no Brasil

Cinquenta e seis organismos de promoção científica – incluindo a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e dezenas de sociedades e associações dos mais diversos ramos da pesquisa – lançaram um manifesto conjunto em que denunciam a política de destruição da pesquisa científica levada a cabo pelo governo golpista de Michel Temer e as gravíssimas consequencias que tal política pode levar ao Brasil.

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