Diderot: razão e fé

Diderot

“Se a razão é uma dádiva do céu,
e se o mesmo
se pode dizer quanto à fé,
o céu nos deu dois presentes
incompatíveis e contraditórios.”

Denis Diderot

“Pensées Philosophiques” in: Œuvres de Denis Diderot, Volume 1 – Página 245, item V, Denis Diderot, Jacques André Naigeon – J.L.J. Brière, 1821
Imagem: Magixl

Bem vindo à ciência!

Phil Plait é um astrônomo estadunidense. Cético, foi presidente da James Randi Educational Foundation. Escreve livros e blogs de divulgação científica e é figura frequente em documentários científicos.

Nos anos 90, Phil foi responsável pelo site Badastronomy.com com o intuito de clarificar equívocos do público sobre astronomia, principalmente os erros popularizados pelo cinema, imprensa e Internet. O site também foi um marco no combate à pseudociência. Em 2005 o site virou um blog, ainda mantido por Phil.

Em abril de 2005, Phil foi convidado a falar para um grupo de estudantes que estavam participando de uma feira de ciências. Ele não sabia o que iria dizer até a noite anterior, quando viu uma reportagem no noticiário que com uma teoria estapafúrdia pseudocientífica qualquer. Ele ficou tão furioso que escreveu o discurso prontamente.

Phil é um grande apoiador do Zen Pencils, um site dedicado a adaptar para os quadrinhos citações de pessoas famosas. Esta é a forma como o Zen Pencils agradeceu esse apoio.

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Bertrand Russell e a lógica da fé


“Afirma-se
– não sei com quanta veracidade –
que um certo pensador hindu
acreditava que a Terra
estava apoiada em um elefante.
Quando lhe perguntaram
no que o elefante de sustentava,
respondeu que se sustentava
numa tartaruga.
Quando lhe perguntaram
sobre o que a tartaruga
se sustentava, ele disse
‘Estou cansado disso. Vamos mudar de assunto’.
Isso ilustra o caráter insatisfatório
do argumento da Causa Primeira.”

Bertrand Russell

Fonte: “Is There a God?”. In “The Collected Papers of Bertrand Russell”, Volume 11: Last Philosophical Testament, 1943-68, ed. John G. Slater e Peter Köllner (London: Routledge, 1997), p. 544

O design inteligente e os aliens ancestrais: mais do mesmo deus das lacunas

Os deuses eram astronautas? O mundo foi criado por um deus onipotente e esquizofrênico (é um só, mas tem múltiplas personalidades)? O universo foi criado pelo Monstro de Espaguete Voador começando por uma montanha, árvores e um anão?

Todas as teorias contemporâneas de intervenção divina começam a partir do mesmo ponto: as lacunas. Todas essas teorias partem daquilo que a ciência ainda não conhece para conceber teorias fantásticas sem qualquer evidência. É o que se chama de argumentum ad ignorantiam (argumento da ignorância). Para eles, se a ciência não pode provar uma coisa, então sua teoria fantástica e mágica “com certeza” está certa.

No texto a seguir, Michael Shermer analisa essa estreita correlação entre os deuses aliens e os aliens deuses. Shermer é psicólogo e historiador da ciência, fundador da revista Skeptic (cético) e colunista da revista Scientific American.

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Stephen Hawkins sobre Deus

“O que eu fiz foi demonstrar que é possível determinar pelas leis da Ciência
o modo como o Universo começou.
Neste caso, não é necessário apelar a Deus para explicar como começou o Universo.
Se isto não prova que Deus não existe,
pelo menos prova que
Deus não é necessário para nada”

Stephen Hawkins

Sobre porquê a ciência é a única forma de conhecimento que vale a pena

 

“O maior pecado contra a mente humana é acreditar em coisas sem evidências. A ciência é somente o supra-sumo do bom-senso – isto é, rigidamente precisa em sua observação e inimiga da lógica falaciosa.”
Thomas Henry Huxley

Conhecimento CientíficoO pensamento científico é algo relativamente novo na história da humanidade. Suas bases começaram a ser desenhadas na Grécia antiga, quando os pensadores pré-socráticos começaram a substituir a crença nos mitos por explicações céticas para os fenômenos do mundo, mas o método científico só se torna realidade no século XVI.

Antes do surgimento do método científico, o conhecimento acumulado pelo ser humano era altamente empírico ou era simplesmente baseado em dogmas e tradições. A ciência permitiu ao homem produzir o conhecimento de forma mais coletiva e controlada, com menos perda de tempo e mais próximo da realidade.

Apesar de qualquer tipo de conhecimento ser capaz de chegar à verdade, apenas o conhecimento científico é capaz de negar a si próprio, ou seja, de perceber por seus próprios métodos que está errado, que não é a verdade.

O texto a seguir, é parte do livro Fundamentos da Metodologia Científica e identifica os quatro tipos de conhecimento e suas diferenças. Isso permitirá compreender melhor as diferenças entre o conhecimento vulgar, dogmático ou religioso do conhecimento científico.

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Einstein: tornando-me um livre pensador e um cientista

O texto a seguir foi extraído do livro Autobiographical Notes (ISBN 0812691792), produzido a partir de escritos de Einstein e traduzidos para o inglês por Paul Arthur Schilpp.

Estas notas foram a única tentativa de Einstein de fazer um rascunho de sua própria história e de suas percepções na juventude e do que o levou à ciência. É o testemunho de um homem que nunca se dobrou e se manteve crítico por toda a sua vida.

Neste trecho, o físico alemão discorre sobre sua descoberta do pensamento materialista, crítico e científico: o livre pensamento.

Há uma edição em português, da Nova Fronteira (ISBN  852091344x). Vale a pena.

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A arte refinada de detectar mentiras

Este é mais um texto clássico de The Demon-Haunted World (O Mundo Assombrado pelos Demônios – A Ciência vista como uma vela no escuro), de Carl Sagan.

Desta vez, Sagan analisa uma série de “dicas” para detectarmos que uma afirmação é uma mentira (ou pelo menos que tem grandes chances disso). Explica rapidamente algumas falácias (grandes indícios da má fé do interlocutor).

É um texto importante para qualquer pessoa que deseje realizar debates com seriedade em busca do conhecimento verdadeiro.

Veja outros textos de Carl Sagan.

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O que é o Livre Pensamento?

Uma introdução à Federação Nacional do Livre Pensamento (França)

Mergulha suas raízes na Grécia Antiga (Platão), por meio da Idade Média (Villon), depois do Renascimento (Rabelais), triunfando com o Iluminismo do século XVIII e da revolução francesa, o Livre Pensamento tem sido o trabalho de todos aqueles que se recusaram verdades reveladas, impostas pelas autoridades e que uma vez se atreveram a levantar-se e dizer não ao obscurantismo e opressão.

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Uma ode ao ceticismo científico

Nada é impossível de mudar

Bertold Brecht

“Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.”