A fronteira entre a ciência e a não ciência

Demarcando o que é e o que não é ciência

O seguinte artigo foi publicado pela Revista Filogênese, da Unesp, no volume 3, de 2010. Escrito pelo graduando em Filosofia pela UFOP, Rafael d’Aversa, busca os limites entre a ciência e a pseudociência através da análise de dois filósofos da ciência: Karl PopperRudolf Carnap.

Carnap foi um filósofo alemão. Um dos mais influentes membros do Círculo de Viena e defensor do positivismo lógico (neopositivismo), negava a metafísica (que considerava inútil e sem sentido) e defendia o princípio da verificação.

Popper era um filósofo da ciência nascido na Áustria e naturalizado britânico. Ele contrapõe o critério da verificação (do positivismo lógico) pelo método da falseabilidade. Apesar de sua crítica ao Círculo de Viena, é comummente descrito como um positivista.

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Um diploma em artes obscuras

Obscurantismo com diploma

O objetivo deste site é a propagação do pensamento materialista, ou seja, fazer com que as pessoas passem a usar a realidade como parâmetro para analisar o mundo, ao invés de dogmas e tradições. Nesse sentido, propagandeamos a ciência e o pensamento científico.

Um dos grandes inimigos do pensamento científico são os dogmas e religiões que se travestem de ciência, ou seja, aquelas disciplinas que se afirmam científicas, mas que não se utilizam do método científico, carecem de provas ou plauseabilidade, não se baseiam em estudos ou pesquisas etc.

O artigo a seguir foi apresentado na Primeira Conferência Iberoamericana sobre Pensamento Crítico da revista Pensar, na Argentina, em setembro de 2005. Apesar do tempo, o texto continua extremamente atual.

Professor ParanormalDe lá pra cá a situação piorou bastante, ao ponto de criarem uma faculdade com o único objetivo de dar uma “cara” científica para a pseudociência religiosa da Ontopsicologia (Faculdade Antonio Meneghetti).

As faculdades e universidades particulares se tornaram fábricas de dinheiro e, para alcançar o lucro a qualquer custo, abrem cursos os mais bizarros.

As Faculdades Integradas Espírita, em Curitiba, oferecem um Curso Superior de Formação Específica em Yoga que “visa conceber um profissional que utilize métodos da Filosofia Hindu, privilegiando a difusão de técnicas de prevenção à doença, numa ação mediadora dos estados patológicos para a busca do equilíbrio bio-psico-social e espiritual do indivíduo, seguindo os pressupostos dos textos do Yoga Clássico” e o Curso Superior de Formação Específica em Naturoterapia, contendo em seu currículo: auriculoterapia e massoterapia, acupuntura e fitoterapia, iridologia, florais, hidroterapia, geoterapia, trofoterapia, cromoterapia, Zen Shiatsu, Tui-Ná e Reflexolologia Podal.

O obscurantismo atingiu a Universidade e ganhou seu diploma. Agora, como um vírus, arrasta gerações de jovens de volta à Idade Média.

Leia outros textos sobre pseudociências.

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O fascínio do curandeirismo. Placebo e tratamentos mágicos

O fascínio do curandeirismo

Mesmo com os grandes avanços da ciência nas últimas décadas, a busca de pseudociências e curandeirismos continua na moda.

Desde os charlatanismos “tradicionais”, como o tarô e a quiromancia, até as novas pseudociências, como a Conscienciologia, ou as religiões travestidas de ciência, como a Cientologia, as pessoas continuam fascinadas pelo mundo espetacular das curas milagrosas. Agora, os curandeiros e charlatães ganham espaço até na Academia, como é o caso da Ontopsicologia (seus seguidores até abriram uma faculdade!).

CurandeirismoEsse neo-obscurantismo conquista adeptos até entre os intelectuais que, teoricamente, deveriam ter uma visão mais crítica do mundo.

Neste texto, o psicólogo Raymundo de Lima analisa esse fenômeno. É interessante notar que mesmo o autor se deixa fascinar pelo curandeirismo, quando tenta “justificar” o charlatanismo da homeopatia com o argumento de que existem pacientes que se declaram “curados” (mesmo argumento que poderia ser usado para qualquer cura “espiritual” ou “mágica”).

Ninguém está imune a ser enganado e é mais importante do que nunca que a escola, os pais e a sociedade passem a formar cidadãos críticos e céticos. A responsabilidade é de todos.

Veja também outros artigos sobre pseudociências.

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Carl Sagan nos apresenta seu dragão de estimação

O texto a seguir é um clássico. Foi extraído do livo The Demon-Haunted World (O Mundo Assombrado pelos Demônios – A Ciência vista como uma vela no escuro), de Carl Sagan.

Este texto é bastante usado para tentar explicar o que os defensores do materialismo entendem como “refutabilidade” (ou falseabilidade), ou seja, a capacidade de prover uma experiência física que comprove que uma afirmação é falsa (ou não).

Com este texto, como com toda a sua vida e obra, Sagan explica e defende o materialismo e o ceticismo como métodos para buscar os fatos e analisar o mundo.

Veja outros textos de Carl Sagan.

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Molly Crockett: Cuidado com a neuro-bobagem

Molly Crockett é neurocientista, PhD em Psicologia Experimental pela Universidade de Cambridge. Atualmente faz o pós doutorado no departamento de neuroimagem da University College London.

O centro da pesquisa de Molly é a compreensão da base neural do altruísmo, moralidade e valores do ser humano. Ela investiga como os neurotransmissores agem no cérebro para influenciar o comportamento social e econômico do indivíduo.

Nesta palestra para o TED, Molly analisa a moda de “tunning” cerebral e afirma que esta é uma prática pseudocientífica, já que nenhum desses “melhoramentos químicos” é comprovado.

Veja outros vídeos do TED.

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James Randi explica a Homeopatia

Randall James Hamilton Zwinge, ou James Randi, é um cético e ilusionista canadense e criador da Fundação Educacional James Randi, quem tem como objetivo a promoção do pensamento crítico e o combate ao charlatanismo e às pseudociências.

Este vídeo é parte de uma conferência que James Randi deu em Princeton no ano de 2001. Nela, Randi apresenta e explica os fundamentos e os mecanismos da homeopatia, identificando, dentro dos próprios princípios, as características que fazem da homeopatia uma pseudociência.

Com este vídeo, quero começar a tratar desse assunto: as pseudociências e seus riscos para a evolução da ciência verdadeira, do senso crítico e até da saúde dos seres humanos.

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Michael Specter: O perigo da negação da ciência

Michael Specter é um jornalista estadunidense especializado em ciência e tecnologia e em saúde pública. Atualmente escreve para o The New Yorker e já escreveu para o The Washington Post e The New York Times.

Ele estuda como teses pseudocientíficas ou anticientificas podem ser um risco para o mundo. É crítico ferrenho das lendas urbanas como a de que vacinas causam autismo ou medicina baseada em ervas “milagrosas” e alerta: o pensamento pseudocientífico é desastroso para o futuro da humanidade.

Esta é uma palestra proferida por Specter no TED (Technology, Entertainment, Design).

“Negação é um vírus e vírus são contagiosos.” – Michael Specter

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