Palestina: não há outra saída além da saída democrática

No momento em que os trabalhadores e os povos do mundo todo sofrem o impacto da guerra de extermínio desencadeada por Israel contra o povo palestino, em particular na Faixa de Gaza… No momento em que os direitos do povo palestino são pisoteados, todos se interrogam: há uma saída?

Há 66 anos, o grupo trotsquista palestino declarava, a propósito do Estado de Israel, em janeiro de 1948:

“Este Estado não tem qualquer futuro histórico. Sujeito a crises e convulsões permanentes – a guerra civil em permanência só pode ser evitada pelo extermínio completo de todos os povoados árabes em seu território –, ele afundará em uma pavorosa carnificina até a próxima etapa da revolução árabe, se o proletariado judeu não se separar a tempo do chauvinismo sionista. A tarefa dos revolucionários judeus em Israel é a de preparar esta ruptura. Sua linha política deve permanecer inabalavelmente a da luta contra a partição da Palestina, pela reintegração do território de Israel em uma Palestina unida, no quadro de uma Federação dos Estados Árabes do Oriente Médio, que garanta à minoria judaica todos os direitos de autonomia cultural nacional.”

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Judeus sobreviventes do holocausto nazista condenam massacre de palestinos em Gaza e a cumplicidade dos EUA

Através de uma carta pública, mais de 300 judeus sobreviventes e descendentes de sobreviventes do holocausto nazista condenam as ações do governo de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza, a cumplicidade do governo dos Estados Unidos e fazem um chamado a um boicote acadêmico, cultural e econômico de Israel.

“Condenamos inequivocamente o massacre de palestinos em Gaza e a atual ocupação e colonização da Palestina Histórica”, afirmam na carta que foi publicada no site da Rede Internacional Judia Anti-Sionista (International Jewish Anti-Zionist Network). “Condenamos que os Estados Unidos provenham a Israel o financiamento para levar a cabo o ataque”, continuam.

Denunciam o uso fraudulento de seu sofrimento, suas histórias e biografias para promover a desumanização dos palestinos, tal como fez Elie Wiesel, prêmio Nobel da Paz de origem judaica, através de avisos publicados em grandes meios como o The Guardian, em que se acusam sem provas aos palestinos, especificamente o Hamas, de usar crianças como escudos humanos. Os avisos de Wiesel são para “justificar o injustificável: a determinação de Israel em destruir Gaza e o assassinato de cerca de 2 mil palestinos, incluindo centenas de crianças”, afirmam.

Por último, solicitam donativos para publicar a carta no New York Times, com o fim de que tenha mais difusão.

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“Eu matei 13 crianças hoje e você é a próxima”

O soldado do Exército Israelense David Ovadia publicou em seu Instagram no último 30 de julho uma foto de si com um fuzil de precisão Barrett calibre .50 (utilizado por atiradores de elite). Na publicação, dirigida à palestina residente em Israel Sherrii ElKaderi, Ovadia afirma: “Eu matei 13 crianças hoje e você é a próxima. Muçulmanas de merda. Vão para o inferno, vadias”.

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“O JUDEU não se mistura com povos imundos”

Twitter

Redes sociais tem a incrível capacidade de escancarar o que há de mais ignorante e imbecil na mente das pessoas.

O que dizer sobre tal comentário?

É aquele momento em que você não sabe se o mais ignorante é o misógino racista que defende o estupro de inocentes como política de Estado ou o que sai em defesa dele com mais comentários racistas…

A imbecilidade não conhece limites.

A mentira da “auto defesa” de Israel

Breno Altman é um jornalista judeu, diretor editorial da Revista Samuel e do Opera Mundi.

No texto a seguir, Altman desmascara a tese oficial de “auto defesa” baseando-se em apenas três argumentos: desde 1967, quando começou a expandir seu território pela força, Israel é que tem sido o agressor. Assim, quem teria o direito de auto-defesa seriam os palestinos. Em segundo lugar, Netanyahu fez questão de tratar como um problema militar o caso dos três adolescentes mortos (sequer houve investigação). Por fim, não existe auto-defesa quando o alvo é a população civil, principalmente crianças.

Não existe auto-defesa de Israel. O que é existe é genocídio.

Fim imediato e incondicional do bombardeio contra o povo palestino!

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A Palestina será livre!

Como todo crime contra a humanidade, o genocídio do povo palestino traz sentimentos de solidariedade a qualquer ser humano que tenha o mínimo de empatia com sua espécie. Muito se tem produzido nestas seis décadas de violência promovida pelo Estado de Israel por acadêmicos, poetas, pintores, ilustradores, historiadores, músicos…

São inesquecíveis, por exemplo, os quadrinhos do jornalista maltês Joe Sacco ou a canção de Roger Waters. Vários outros músicos expressaram esse sentimento de solidariedade, como a banda punk paulistana Inocentes, a banda de rock progressivo Haddad, o rapper alagoano Za Zo (publiquei aqui) ou o cantor pop sueco de origem libanesa Maher Zain.

Com letras profundamente influenciadas pelos valores muçulmanos, Zain faz grande sucesso no Oriente Médio, Malásia e Indonésia, sendo considerado a maior estrela muçulmana da atualidade e a trilha sonora da Primavera Árabe.

O vídeo a seguir é de 2009 e expressa toda a dor e esperança do povo palestino. Infelizmente, continua atual.

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O filho do general israelense que luta contra o sionismo

Hafradah (הפרדה) é o nome que os sionistas deram à sua política de, no início da ocupação das terras palestinas, criar estruturas de saúde, educação e segurança somente para judeus. Hafradah é a política oficial israelense de considerar qualquer povo que não seja judeu e branco como um ser humano de segunda classe.

A palavra hebraica literalmente significa “segregação”. Hafradah é o nome oficial do apartheid israelense, do racismo sionista.

Miko Peled é um judeu israelense, nascido e criado em Jerusalém, que luta contra essa segregação. Filho de um importante general do exército israelense e neto de um dos sionistas que assinaram a declaração de independência de Israel, Peled cresceu em um ambiente profundamente sionista, ingressando ainda jovem nas Forças Especiais do exército israelense. Horrorizado e enojado com a invasão do Líbano em 1982, abandonou o exército.

As contradições entre o discurso sionista e a prática violenta, racista e genocida do exército e do Estado de Israel, o fizeram perceber que a auto-afirmação do povo judeu não poderia ser assentada sobre pilhas de corpos de outras etnias. O racismo explícito dos sionistas contra os próprios judeus de pele escura (beta, mizrahim, bene, lemba etc.) o fez perceber que o racismo sionista era inimigo da paz entre os judeus.

Em seu livro The General’s Son: Journey of an Israeli in Palestine (O filho do general: diário de um israelense na Palestina), Peled denuncia esse racismo. Denuncia as atrocidades das forças armadas israelenses contra os vários povos que vivem na região: racismo, assassinatos, estupros, pilhagem, genocídio.

No vídeo a seguir, ele fala um pouco sobre sua luta para acabar com o Hafradah, para acabar com o racismo sionista que promove a guerra e a morte. Fala dos mitos criados pela propaganda sionista para encobrir o genocídio dos povos da Palestina.

Peled, assim como todos os livres pensadores do mundo, entende que a única solução para a região é um único país, secular e democrático, para todos os povos, sejam muçulmanos, palestinos ou judeus.

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