Qualidade e inclusão na educação: um estudo de caso

Em abril passado, tive a oportunidade, meio que por acidente, de assistir uma palestra muito interessante do professor cubano Guillermo Arias Beatón, que ocorreu na sede da APP – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná. Guillermo trata da concepção de qualidade na educação cubana e como, para eles, a universalização da educação e a inclusão são sine qua non para que exista qualidade.

Vivemos em um momento em que as grandes empresas educacionais buscam padronizar nacionalmente a educação para poderem vender seus sistemas de ensino. Mais: há uma pressão mundial por padronizar os indicadores de qualidade da educação através de testes também padronizados. É a tal da meritocracia… Beatón nos trás uma visão completamente diferente do que se pode compreender por qualidade.

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O estupro e os estupradores

Na última semana, o estupro de uma menina de 16 anos por, pelo menos, 30 homens chocou o país. Por todo canto se escuta sobre “que tipo de monstro seria capaz de tal coisa”, acompanhado de todo tipo de punição sangrenta aos autores do crime.

O que poucos percebem (ou assumem) é que este não é um caso isolado e é apenas mais um exemplo da ideia, generalizada entre os conservadores brasileiros, de que a culpa do estupro é da vítima.

São 30 os protagonistas do estupro, mas são milhares os responsáveis por ele.

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Doutor é quem faz Doutorado

Marco Antônio Ribeiro Tura *

No momento em que nós do Ministério Público da União nos preparamos para atuar contra diversas instituições de ensino superior por conta do número mínimo de mestres e doutores, eis que surge (das cinzas) a velha arenga de que o formado em Direito é Doutor.

A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I.

Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase vinte anos sou Professor de Direito. E desde sempre vejo “docentes” e “profissionais” venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos.

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O cérebro crente: porque a ciência é o único caminho para fora do realismo dependente da crença

Michael Shermer *

O presidente Barack Obama nasceu no Havaí? Eu achei a questão tão absurda, sem mencionar a possibilidade de racismo em sua motivação, que quando eu foi confrontado com “birthers”1 que acreditam em outra coisa, eu achei difícil até mesmo me concentrar em seus argumentos sobre a diferença entre uma certidão de nascimento e um certificado de nascido vivo. A razão é porque uma vez que eu formei uma opinião sobre o assunto, tornou-se uma crença, sujeita a uma série de vieses cognitivos para garantir a sua verosimilhança. Eu fiquei irracional? Possivelmente. De fato, é assim que a maioria dos sistema de crença funcionam para a maioria de nós na maioria do tempo.

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A Comuna de Paris e a I Internacional

Ao completar 145 anos, registramos aspectos desse importante movimento que guardam atualidade.

Jean-Marc Schiappa *

Durante 71 dias, Paris viveu o primeiro governo operário da história. A insurreição começou em 18 de março de 1871, quando operários e operárias parisienses, esfomeados por meses de cerco prussiano à cidade, confraternizam-se com os soldados enviados para lhes tomar os canhões, que eles tiveram que pagar do próprio bolso, em razão da incúria do governo provisório burguês.

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Em discurso de posse, Temer escolhe retórica nazista como lema do golpe

Em seu primeiro discurso após o golpe, Michel Temer defendeu que a frase “Não fale em crise, trabalhe” seja usada em grande campanha de propaganda por todo o País. Tal frase utiliza uma lógica retórica que busca culpar “quem fala da crise” pela própria crise, atribuindo-lhe a atitude de “não trabalhar”.

A retórica de buscar culpados é largamente utilizada pelos conservadores da atualidade e por toda a História. É assim quando culpam a vítima pelo estupro. É assim quando culpam a criança por ser arteira. É assim quando culpam o trabalhador pela crise do Capital.

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O que é método científico?

Isaac Asimov*

Método científico é, obviamente, o método usado pelos cientistas ao fazerem descobertas científicas. Esta definição, porém, parece não ajudar muito. É possível entrar em maiores detalhes?

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A decisão do impeachment e a ameaça à laicidade do Estado

Witemburgo G. de Araújo*

Após a votação do impeachment pela Câmara dos Deputados (17/04), cabem algumas divagações sobre os principais efeitos decorrentes do afastamento da Presidente Dilma Rousseff, caso este venha a ser confirmado pelo Senado Federal.

Sem adentrar no mérito das consequências que advirão de uma possível ascensão do Vice-Presidente, Michel Temer, à Presidência da República, exclusivamente do ponto de vista dos aspectos econômico e político, pretende-se aqui realizar uma abordagem de seus prováveis efeitos sob uma perspectiva da liberdade de consciência e de crença.

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Palmada: risco de danos é confirmado por cinco décadas de pesquisa

Quanto mais a criança apanha, maior é a probabilidade de desafiar seus pais e experimentar aumento do comportamento anti-social, agressão, problemas de saúde mental e dificuldades cognitivas, de acordo com uma nova meta-análise de 50 anos de pesquisa sobre espancamentos feita por especialistas da Universidade do Texas em Austin e da Universidade de Michigan.

O estudo, publicado na edição deste mês do Journal of Family Psychology, observa cinco décadas de pesquisas envolvendo mais de 160 mil crianças. Os pesquisadores afirmam ser a análise mais completa já feita sobre as consequências da surra e é mais específico sobre os efeitos da palmada sozinha do que os trabalhos anteriores, que incluíam outros tipos de castigo físico em suas análises.

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A revolução dos cravos e as lições de abril

Em todos os anos, Portugal comemora o Dia da Liberdade no 25 de abril. Esta data marca o dia da Revolução dos Cravos, que extinguiu a ditadura fascista do Estado Novo, que mergulhou o país em mais de uma década de guerras e quatro décadas de terror e retrocessos nos direitos dos trabalhadores.

Este dia deve servir de lição aos brasileiros que, hoje, passam por uma ofensiva desse mesmo fascismo destruidor, xenófobo, misógino, racista e homofóbico.

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