Sobre a necessidade de mudança

George Bernard Shaw

“É impossível haver
progresso sem mudanças,
e aqueles que não conseguem
mudar suas mentes
nada mudam.”

George Bernard Shaw

Everybody’s political what’s what – página 330, Bernard Shaw – Dodd, Mead, 1944 – 380 páginas

A coisa que mais me espanta no Universo

O Zen Pencils, é um site que faz adaptações de frases de pessoas famosas para os quadrinhos. Dessa vez, o homenageado é o “mais popular astrofísico do Universo”, Neil DeGrasse Tyson.

Eu sou fã assumido do DeGrasse (veja outros posts sobre ele) e já até publiquei esse mesmo texto aqui (só que como vídeo e com uma tradução diferente).

Esse texto tem origem em uma entrevista concedida por DeGrasse à revista TIME. Ao ser perguntado sobre qual seria, para ele, o fato mais impressionante do Universo, foi isso que ele disse.

Continuar lendo

Ensinando Ciência com Arte

Continuar lendo

A ciência precisa combater a pseudociência: uma declaração de 32 cientistas e filósofos russos

Representantes de várias ciências e disciplinas – astrônomos, fisicistas, químicos, biólogos, filósofos, advogados, psicólogos – estão preocupados com o crescimento generalizado da astrologia, medicina alternativa, quiromancia, numerologia e pseudociências místicas na Russia e outros países do mundo. Nós queremos chamar a atenção do público para a ameaça  de uma atitude acrítica frente às profecias e conselhos dos modernos “praticantes da ciências ocultas”, oferecidas tanto privativamente quanto nos meios de comunicação de massa. Aqueles que acreditam na dependência da fé humana nos corpos celestes, substâncias mágicas ou bruxaria precisam entender que a ciência não pode dar suporte a essas crenças de forma alguma.

Continuar lendo

A Marselhesa anticlerical

Ilustração do livro “La Bible amusante”, de Léo Taxil (1882).

Em 1881, o militante anticlerical Leo Taxil escreveu uma música em defesa da laicidade e da democracia na França. A música usava a melodia de A Marselhesa e, por conta disso, ficou conhecida como A Marselhesa Anticlerical.

Seu objetivo central era propagandear a separação entre a Igreja e o Estado, ou seja, a laicidade.

Taxil na verdade era um dos pseudônimos do jornalista francês Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès, que escreveu vários livros em que criticava o clero, principalmente o católico. Por defender que a moral não era uma verdade absoluta e que a Igreja não poderia ter o monopólio dessa verdade, Taxil foi condenado e seu jornal, “La Marotte”, foi proibido.

Taxil ficou conhecido por enganar a Igreja Católica por anos com uma história de uma tal Diana Vaughan que divulgava que a maçonaria era uma seita satanista. Inventou até um ídolo que seria adorado pela maçonaria: Baphomet. Ele sustentou a fraude de 1885 até 1897, convencendo, inclusive, o papa Leão XIII.

Continuar lendo

Pressão de religiosos prejudicou a campanha de prevenção a aids, diz especialista

O Brasil precisa adotar uma postura mais incisiva na área da prevenção e da infecção por HIV para recuperar o protagonismo mundial no enfrentamento à doença. A opinião é do médico sanitarista e epidemiologista Pedro Chequer. Considerado um dos principais especialistas no tema no país, ele acredita que o Brasil sofreu um “grande retrocesso” nos últimos anos por, entre outras razões, ceder à pressão de grupos religiosos na condução das ações de resposta à epidemia.

Continuar lendo

O patriotismo de H. G. Wells

b1e6be227bb33ff787b7193684b961b8

“A nossa verdadeira nacionalidade
é a espécie humana.”

H. G. Wells

The outline of history; being a plain history of life and mankind – página 1087, Herbert George Wells – The Macmillan Co., 1921 – 1171 páginas

Todo indivíduo é um gênio

31a0ece936bfd3ad311f36b9256f9921

Continuar lendo

Teorias da conspiração: por que as pessoas continuam acreditando em histórias estúpidas?

Comunicação com extraterrestres encobertas pelos governos, Iluminattis, revolução gramsciana, Nova Ordem Mundial, 11 de setembro, Atlântida… Há dezenas de exemplos de teorias da conspiração propagadas tanto pelo senso comum quanto por uma autoproclamada “elite intelectual”, como blogueiros da Veja e lideranças conservadoras e reacionárias, como a TFP, o Pe. Paulo Ricardo e Olavo de Carvalho.

O ex-astrólogo e pseudofilósofo Olavo de Carvalho é um grande exemplo desse fenômeno. Tido como “erudito” pelos conservadores brasileiros (apesar de morar nos EUA), esse senhor defende que está em curso um projeto de dominação do mundo (a Nova Ordem Mundial) que se divide em três “frentes”: a islâmica, a metacapitalista e a russo-chinesa. Disso, ele conclui que o ex-presidente Bill Clinton era um agente comunista que trabalhava sob ordens do governo da China. Afirma também que Barack Obama é a personificação desse projeto, transitando nas três frentes. Obama teria falsificado sua certidão de nascimento do Quênia e, na verdade, seria islâmico e agente comunista, sob ordens das grandes corporações comandadas pelo especulador George Soros. Para ele, o grande alvo desse mega projeto é a destruição do “modo de vida ocidental” e do cristianismo.

Isso só pra citar uma de suas “verdades”.

Provas? Ora, como pseudocientista, ele afirma que esses Iluminatti são oniscientes, onipresentes e onipotentes e tem a capacidade de sumir com todas as provas.

O que assusta mais é que várias ditas “personalidades” seguem esse fanatismo conspiratório, como o blogueiro reacionário Reinaldo Azevedo, o músico Lobão, o padre Paulo Ricardo… A lista é extensa.

Um artigo produzido por dois psicólogos da Universidade de Kent e publicado na revista Social Psychological and Personality Science tenta analisar esse fenômeno. Como pessoas que aparentam bom senso podem se entregar a teorias sem nenhuma evidência, sem nenhum contato com a realidade. No texto a seguir, o psicólogo e historiador da ciência  analisa esse estudo.

Continuar lendo

Diderot: razão e fé

Diderot

“Se a razão é uma dádiva do céu,
e se o mesmo
se pode dizer quanto à fé,
o céu nos deu dois presentes
incompatíveis e contraditórios.”

Denis Diderot

“Pensées Philosophiques” in: Œuvres de Denis Diderot, Volume 1 – Página 245, item V, Denis Diderot, Jacques André Naigeon – J.L.J. Brière, 1821
Imagem: Magixl