A Marselhesa anticlerical

Ilustração do livro “La Bible amusante”, de Léo Taxil (1882).

Em 1881, o militante anticlerical Leo Taxil escreveu uma música em defesa da laicidade e da democracia na França. A música usava a melodia de A Marselhesa e, por conta disso, ficou conhecida como A Marselhesa Anticlerical.

Seu objetivo central era propagandear a separação entre a Igreja e o Estado, ou seja, a laicidade.

Taxil na verdade era um dos pseudônimos do jornalista francês Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès, que escreveu vários livros em que criticava o clero, principalmente o católico. Por defender que a moral não era uma verdade absoluta e que a Igreja não poderia ter o monopólio dessa verdade, Taxil foi condenado e seu jornal, “La Marotte”, foi proibido.

Taxil ficou conhecido por enganar a Igreja Católica por anos com uma história de uma tal Diana Vaughan que divulgava que a maçonaria era uma seita satanista. Inventou até um ídolo que seria adorado pela maçonaria: Baphomet. Ele sustentou a fraude de 1885 até 1897, convencendo, inclusive, o papa Leão XIII.



– 1 –

Allons ! Fils de la République,
Le jour du vote est arrivé!
Contre nous de la noire clique
L’oriflamme ignoble est levé. (bis)
Entendez-vous tous ces infâmes
Croasser leurs stupides chants?
Ils voudraient encore, les brigands,
Salir nos enfants et nos femmes!

Aux urnes, citoyens, contre les cléricaux!
Votons, votons et que nos voix
Dispersent les corbeaux!

– 2 –

Que veut cette maudite engeance,
Cette canaille à jupon noir?
Elle veut étouffer la France
Sous la calotte et l’éteignoir! (bis)
Mais de nos bulletins de vote
Nous accablerons ces gredins,
Et les voix de tous les scrutins
Leur crieront : A bas la calotte!

– 3 –

Quoi ! Ces curés et leurs vicaires
Feraient la loi dans nos foyers!
Quoi ! Ces assassins de nos pères
Seraient un jour nos meurtriers! (bis)
Car ces cafards, de vile race,
Sont nés pour être inquisiteurs…
A la porte, les imposteurs!
Place à la République! Place!

– 4 –

Tremblez, coquins! Cachez-vous, traîtres!
Disparaissez loin de nos yeux!
Le Peuple ne veut plus des prêtres,
Patrie et Loi, voilà ses dieux (bis)
Assez de vos pratiques niaises!
Les vices sont vos qualités.
Vous réclamez des libertés?
Il n’en est pas pour les punaises!

– 5 –

Citoyens, punissons les crimes
De ces immondes calotins,
N’ayons pitié que des victimes
Que la foi transforme en crétins (bis)
Mais les voleurs, les hypocrites,
Mais les gros moines fainéants,
Mais les escrocs, les charlatans…
Pas de pitié pour les jésuites!

– 6 –

Que la haine de l’imposture
Inspire nos votes vengeurs!
Expulsons l’horrible tonsure,
Hors de France, les malfaiteurs! (bis)
Formons l’union radicale,
Allons au scrutin le front haut:
Pour sauver le pays il faut
Une chambre anticléricale.

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