Piteco e a alegoria da caverna de Platão em quadrinhos

O Mito da Caverna de Platão em quadrinhos

O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, é um texto do filósofo grego Platão, parte do Livro VII de A República. Através de um diálogo entre as personagens Sócrates e Glauco, Platão faz uma parábola para demonstrar como a escuridão e as trevas da ignorância podem ser superadas pela busca do conhecimento, da verdade.

As sombras projetadas pela pouca luz que entra na caverna representam o senso comum, a crença acrítica no relato anedótico, nas tradições e nos dogmas. É literalmente a visão parcial e limitada, mas vista pelos homens da caverna como sendo todo o mundo.

Por outro lado, a saída da caverna e a busca da luz é a busca pelo conhecimento, pela verdade. No início pode assustar e até fascinar, mas é a única forma de viver plenamente.

Esta versão, do estúdio de Maurício de Sousa, é de 2002 e nos traz uma bem humorada visão dessa parábola. No final, o trecho de A República que contém a alegoria.

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Voltaire: guerra aos senhores!

“Como é que um homem
pode se tornar
senhor de outro homem
e por que espécie de
incompreensível magia
pôde esse homem se tornar
senhor de muitos outros homens?”

Voltaire

Voltaire, Dicionário Filosófico. São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 462. ISBN 85-7232-508-5
Tim Minchin:; Storm

Um poema em defesa da razão, contra o hype “alternativo”

Quem nunca se pegou tentando argumentar a sério com alguém que acaba por defender fadas, duendes, energia da alma, anjos, teorias da conspiração e todo esse obscurantismo hype da “Nova Era”?

Com a desculpa de combater o mainstream religioso, eles defendem qualquer tipo de dogma alienante, desde que tenha um rótulo de “alternativo”. Evidências são meros detalhes. O mundo real é considerado um “limitante”. A ciência é tida como um ser pensante, uma entidade mágica que se vendeu às conspirações.

Empostação de mãos, “alinhamento” da alma e a posição dos astros são tidos como os mais poderosos remédios.

Efeitos maléficos hediondos são atribuídos às vacinas e a qualquer avanço científico.

Tim Minchin – ator, humorista e músico australiano – nos apresenta seu poema beat (grupo de artistas dos EUA nos anos 50 que deu origem ao beatnik e ao hippie), sobre uma dessas conversas. Um bem humorado filme de animação lançado em 2011.

Não há diferença entre impedir uma criança de receber uma transfusão de sangue ou tentar curá-la a partir do alinhamento do seu Qi (“energia da vida”). Ambas se baseiam em dogmas e tem por objetivo prejudicar e colocar em risco a vida de uma criança.

É claro que não há nada de alternativo nessas coisas. É mainstream, é hype, é moda, é indústria, dá lucro (e tem como objetivo o lucro). Só tem uma roupagem diferente.

Todo dogmatismo, seja pseudocientífico ou religioso, que nega a realidade é nocivo à toda a espécie humana. É disso que se trata.

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Medicina alternativa não é medicina. Nem alternativa.

Penn & Teller (Penn Jillette e Raymond Joseph Teller) são uma dupla de ilusionistas e comediantes estadunidenses. Sendo capazes de reproduzir qualquer coisa fantástica utilizando o ilusionismo, ficaram famosos por expor charlatães, demonstrando que curas espirituais, tratamentos “alternativos” e “tradicionais”, aparições fantasmagóricas, abdução por alienígenas, teorias da conspiração e todos esses relatos fantásticos, não passam de pseudociência, má fé e charlatanismo (talvez alguma dose de esquizofrenia).

Além de shows, a dupla tem um programa de televisão chamado Bullshit! (Besteira!), que os tornou conhecidos no Brasil.

Neste episódio de Bullshit!, a dupla investiga três das chamadas “medicinas alternativas”: Reflexologia, Magnetoterapia e a Quiropatia, demonstrando que são práticas baseadas unicamente na sugestão, mas que podem ser extremamente perigosas à saúde e até à vida das pessoas.

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Greg Graffin e o criacionismo

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“Não posso concordar com
aqueles que rejeitam a evolução
em favor de uma
filosofia criacionista,
especialmente se eles baseiam
a sua rejeição na alegação
de que a autoridade religiosa
deve ter precedência
sobre ciência”

Greg Graffin

GRAFFIN, Greg; OLSON, Steve. Anarchy Evolution: Faith, Science, and Bad Religion in a World Without God. Harper Perennial. 2010.

Tradução: Maurício Moura

Legado de Rodas e Alckmin: genocídio intelectual de uma geração

O fechamento do Museu Paulista por quase uma década e a interdição da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP são o retrato de uma política de emburrecimento da juventude

por Maurício Moura

Museu PaulistaQuando escrevi sobre as ações de três governos estaduais para emburrecer a juventude brasileira (Os inimigos do Livre Pensamento – 13/03/2013), em minha inocência, não fiz a ligação entre este e vários outros ataques levados a cabo pelo governo paulista. Até já havia ficado clara a intenção do governador José Serra  (PSDB), e depois de Alckmin, de privatizar a USP, mas não imaginei que a coisa pudesse ficar tão feia.

No ano passado, em visita a São Paulo, quis ir até o Museu Paulista (que o povo por lá chama de Museu do Ipiranga). Descobri, decepcionado, que ele tinha sido fechado emergencialmente para reformas.

Essa semana descobri, consternado e revoltado, que ele provavelmente ficará uma década assim!

O Museu Paulista pertence à Universidade de São Paulo (USP). Sabendo disso, as coisas começaram a fazer sentido…

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Freud: a ciência e as ilusões

 
“Não, nossa ciência
não é uma ilusão.
Ilusão seria imaginar que
aquilo que a ciência
não nos pode dar,
podemos conseguir
em outro lugar.”

Sigmund Freud

Gesammelte Werke: Bd. Werke aus den Jahren 1925-1931. 5. Aufl. 1976 – Página 380, Sigmund Freud, Anna Freud – S. Fischer, 1976 – 605 páginas

Darwin era um punk

Greg Graffin é conhecido por ser o vocalista da banda punk Bad Religion. O que poucos sabem é que Greg também é professor universitário na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles).

Proeminente na cena Punk desde os 15 anos, com o Bad Religion, Greg se graduou em Antropologia e Geologia na UCLA, recebeu o título de mestre em Geologia na própria UCLA e concluiu seu doutorado em Zoologia na Universidade Cornell. O título de sua tese de doutorado foi “As visões de mundo monista, ateia e naturalista: perspectivas da biologia evolucionária”. Atualmente leciona Ciências da Vida na UCLA.

Greg também escreveu uma série de livros, sozinho ou em parcerias, sobre temas ligados à evolução e à religião.

Na entrevista a seguir, concedida a David Biello para a Scientific American em 2010, Gregory fala sobre ciência, evolução e a visão completamente equivocada do senso comum sobre essas coisas.

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Livros são sensacionais.

Livros são sensacionais

Mais uma adaptação do Zen Pencils, desta vez uma frase do cosmólogo Carl Sagan. O texto tem origem em Cosmos (veja a série completa), série de TV que tornou Sagan um dos mais famosos divulgadores científicos do mundo.

Sagan foi um grande defensor do materialismo, do método científico e do pensamento crítico. Ele entendia que, para olhar o mundo criticamente, era necessário estudá-lo, compreendê-lo, conhecê-lo. Por isso sua defesa dos livros.

Pode-se dizer que os livros são a base fundamental do conhecimento. São o registro das coisas que a humanidade tem aprendido durante milênios. E não são apenas os livros técnicos ou científicos, mas também a ficção, que nos faz treinar nossa imaginação, exercitar nosso cérebro.

É por isso que todas as ditaduras, dos militares brasileiros ao nazismo, proibiram títulos, prenderam autores e leitores e destruíram livros. É por isso que todos os regimes teocráticos, da Inquisição católica aos Talebãs, fizeram o mesmo.

O conhecimento liberta. Um cérebro afiado e baseado no mundo real é um perigo para regimes ditatoriais e para todo tipo de obscurantismo.

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O que é sagrado? O sagrado é imune à crítica?

Tim Minchin é um ator, humorista e músico australiano. Em seus bem humorados shows musicais, Tim aborda constantemente temas como religião, pseudociências e fé. Ateu e cético, ele defende que nossa visão do mundo deva ser baseada na realidade, nos fatos.

Neste texto, parte de um show com a Heritage Orchestra no Royal Albert Hall, em Londres, Tim discorre sobre a compreensão do sagrado. O que faz um livro, um objeto ou um homem ser sagrado? São suas características intrínsecas ou é um conceito atribuído unicamente por um grupo de pessoas?

Qual o limite do respeito que deve ser cobrado sobre o “sagrado”? A Bíblia ou o Alcorão devem ser respeitados? E quanto às vacas, ratos, cobras, aranhas, gatos e outros animais sagrados em outras culturas? Se alguém pode ser morto por desenhar o Maomé, então também pode ser morto por comer carne de vaca?

No fim, Minchin dá um exemplo prático disso. O Papa é sagrado para alguns cristãos (há vários papas de várias igrejas e há igrejas que não acreditam na sacralidade do papa). Quando o Papa faz algo reprovável, temos o direito de criticá-lo? Ou  sua sacralidade o torna imune a críticas?

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