A laicidade na França: modelo a se seguir ou risco iminente?

Jacques Lafouge é escritor, advogado, vice-presidente da Federação Nacional do Livre Pensamento (França), membro dirigente da União Internacional Humanista e Ética e membro fundador da Associação Internacional do Livre Pensamento.

Neste texto, de 2012, Lafouge analisa a situação da separação entre o Estado e as igrejas na França na atualidade, começando por fazer um breve histórico da laicidade naquele país.

Leia também: A Comuna de Paris e a laicidade do Estado.

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A defesa da liberdade de consciência

Em 10 de agosto de 2011, em Oslo, reuniram-se 150 livres pensadores e ateus de 18 países (Alemanha, Inglaterra, Argenteina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Espanha, Finlândia, França, Itália, Líbano, Noruwga, Polônia, Russia, Suiça e Estados Unidos) para fundar a Associação Internacional do Livre Pensamento.

Esse encontro lançou um manifesto que sintetiza as posições adotadas por seus participantes. É este manifesto que publico aqui.

Leia outros documentos da Associação Internacional do Livre Pensamento.

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Richard Dawkins sobre o ateísmo militante

DawkinsContinuando a série sobre o Materialismo Militante (leia mais aqui e aqui), publico uma palestra do professor de Oxford, Richard Dawkins. Nesta palestra de fevereiro de 2002, Dawkins, conclama todos os ateus a expressarem publicamente sua posição e para que lutem pela laicidade no Estado e na ciência.

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O “neoateísmo” e a atualidade do Materialismo Militante

Ultimamente tenho visto muito se falar em “ateísmo militante” ou “neoateísmo”, termos ligados a aqueles que fazem propaganda ou defesa pública da visão cética, científica ou atéia do mundo. Têm-se dito que o zoólogo queniano Richard Dawkins seria o “pai” dessa linha.

Bom, minha compreensão é que não existe esse tal “neoateísmo”, já que o ateísmo nada tem de novo. Principalmente no que concerne ao ateísmo militante. Nessa defesa, publico abaixo um texto de 1922 em que Vladimir I. Lenin defende o ateísmo militante.

O texto foi originalmente escrito para ser publicado na revista Pod Znameniem Marksisma (Sob a Bandeira do Marxismo)  em seu número 3, mas acabou sendo publicado apenas em 1961 (V. I. Lenin. Polnoe Sobranie Sotchinenii, Moscou : GIPL, 1961, Vol. 45, pp. 23 e s.).

Nadežda Krupskaja, esposa de Lênin, escreve um artigo na revista sobre a época em que foi escrito o texto. Segundo ela, Lenin acabara de ler diversos livros e brochuras sobre temas anti-religiosos como Die Christusmythe (O Mito de Cristo), de Arthur Drews, e Profits of Religion (Os Lucros da Religião), de Upton Sincler.

Em 1908, Gueorgui Plekhanov já havia tratado do assunto no livro Os Princípios Fundamentais do Marxismo.

No início, texto se refere a outro texto que já postei aqui (Atenção à Teoria),  publicado na edição número 1 da revista.

Esta versão foi traduzida por Asturig Emil von München. Optei por suprimir as notas do tradutor.

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Como a religião oferece uma desculpa para parar de pensar

O filósofo Daniel Dennett, estudioso da filosofia da mente e da biologia, fala sobre a honestidade intelectual, o livre pensamento e sua relação com a fé e os religiosos. O vídeo é um trecho legendado de uma entrevista no talk show Charlie Rose para o jornalista Bill Moyers.

Dennet é autor dos livros A perigosa ideia de Darwin (Darwin’s Dangerous Idea), em que analisa o impacto da Teoria da Evolução das Espécias, de Darwin, no pensamento filosófico ocidental, e Breaking the Spell: Religion as a Natural Phenomenon (Quebrando o encanto: a religião como fenômeno natural), em que faz uma análise científica do fenômeno religioso.

É também um dos autores (junto de Linda LaScola) do artigo Preachers Who Are Not Believers (Pregadores que não são crentes), publicado em março de 2010 na revista estadunidense Evolutionary Psichology. O artigo apresenta o resultado de uma série de entrevistas de campo com homens e mulheres que, mesmo após anos de vida dedicada às suas igrejas, perderam a fé, mas não abandonaram o púlpito.

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