O mundo se levanta contra o genocídio do povo palestino

Em Paris, mesmo com a proibição imposta pela prefeitura, 10 mil pessoas marcharam no último sábado (26/7) em defesa do povo Palestino. Em Lyon, mais 10 mil. Por toda a França, dezenas de protestos contra o genocídio promovido por Israel tem acontecido nos últimos dias. A cena se repete em Berlim e outras cidades da Alemanha. Na Áustria, um jogo de futebol de um time israelense foi interrompido por manifestantes. Em Portugal, Espanha, Bélgica, Inglaterra, Russia e em toda a Europa, o povo vai às ruas para defender o povo palestino do Holocausto promovido pelo Estado de Israel.

Outros protestos pelo mundo vão na mesma linha: Chicago e Los Angeles (EUA), Amã (Jordânia), Buenos Aires (Argentina), Dakar (Senegal), Teerã (Irã), Escópia (Macedônia), Sanaa (Iêmen), Cabul (Afeganistão), Tóquio (Japão), Nova Déli e Mumbai (Índia), Beirute (Líbano), Praga (República Tcheca), Atenas (Grécia), Peshawar (Paquistão), Dacca (Bangladesh). São milhares de exemplos.

Em toda Israel milhares também vão às ruas contra o genocídio. Nos Territórios Ocupados, nas Cisjordânia, o exército israelense abriu fogo contra mulheres e crianças que faziam um protesto, matando três e ferindo dezenas de manifestantes.

Em São Paulo, manifestantes simbolicamente rebatizaram a praça Cinquentenário de Israel, em Higienópolis, como Praça Palestina Livre. O bairro, tradicional da elite paulistana, tem forte presença judaica. Segundo a PM, os manifestantes apenas apresentaram filmes e leram poemas, mesmo assim, policiais efetuaram disparos com armas longas para dispersar a manifestação. Na Av. Paulista, 4 mil paulistas marcharam em apoio ao povo palestino.

Dezenas de cidades também mostraram a disposição de luta e solidariedade do povo brasileiro: Rio de Janeiro, Curitiba, Campo Grande, Belo Horizonte, Maceió…

Milhões de seres humanos marcham sobre as cidades do mundo para dizer Não ao holocausto Palestino! Não ao genocídio! Não Apartheid israelense!

Ouça a música do rapper alagoano ZaZo para a Palestina:

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Afinal, o que há de tão especial no cérebro humano?

SuzanaQuantos neurônios tem um cérebro? Os maiores cérebros são melhores que os menores? Do que é feito o cérebro?

Suzana Herculano-Houzel é uma neurocientista brasileira que se propôs a responder essas questões. Um dia, disseram a Suzana que o cérebro tinha cerca de 100 milhões de neurônios. Ao buscar a fonte de tal número, não foi capaz de achar. Será que ninguém se deu ao trabalho de contar os neurônios do cérebro antes? Ora, ela resolveu contá-los ela mesma.

Suzana é formada em biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com mestrado em neurociências pela Case Western Reserve University, doutorado pela Université Pierre et Marie Curie e pós-doutorado pela Max Planck Institut Für Hirnforschung. Ganhou certa notoriedade com a divulgação científica, sendo colunista de grandes meios de comunicação.

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O Julgamento do Macaco

O professor John Scopes

As tentativas de impor o obscurantismo através da força sempre permeou o poder, em especial quando a distinção entre Estado e Religião não estão claras. O exemplo mais conhecido disso foi a Idade Medieval, quando Igreja e Estado eram umbilicalmente ligados e a Inquisição se encarregava de torturar e assassinar qualquer um que ousasse discordar dos dogmas estabelecidos.

Essa história todo mundo já ouviu falar, mas ela não acabou por aí. Vários países ainda qualificam a discordância religiosa como crime. Grande parte da Europa tem leis contra a blasfêmia, embora a opinião pública da maioria dos países geralmente consiga impedir sua ação.

Recentemente, um funcionário público da Indonésia foi condenado a cumprir 2,5 anos na cadeia por ter escrito a frase “Deus não Existe” no Facebook (embora líderes religiosos defendessem a decapitação). No mesmo país, cinco adolescentes foram presas por dançar. O Instituto Pew Research Center constatou em 2010 que 5,2 bilhões de pessoas (75% da população do mundo) vivem em locais em que há restrições de crença.

No Brasil não é diferente, com professores obrigando alunos a rezarem e os constantes ataques promovidos pela Bancada Evangélica e os conservadores de plantão (como a PEC 99/11, que iguala o status das igrejas grandes a organizações da Sociedade Civil, como sindicatos e partidos).

Mas o que dizer quando a ciência é classificada como crime?

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Grândola: Vila Morena

No meu último post dia 25, aniversário da Revolução dos Cravos, eu postei um vídeo com a versão da Grândola Vila Morena, a música que se tornou tema dessa revolução.

Eu citei no texto que haviam outras versões, com a Amália Rodrigues, a Nara Leão e a banda 365.

Bom, me cobraram que eu publicasse também essas versões.

Amália Rodrigues, a Rainha do Fado, é uma das mais importantes cantoras portuguesas. Nunca teve um posicionamento político muito claro, mas era amiga e contribuinte do Partido Comunista Português. O vídeo contém, além da gravação feita por Amália, vários artistas cantando a música (a partir dos 3 minutos). Entre eles está o Prêmio Nobel de Literatura José Saramago.

A gravação de Nara Leão é do EP de 1974,  A Senha do Novo Portugal, que também tem outra música do Zeca Afonso, Maio Maduro de Maio.

O terceiro vídeo é a da banda punk paulista 365. O clipe é novo, de 2011, mas a música foi gravada por eles em 1987.

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Portugal: 40 anos de liberdade

Hoje, 25 de abril, é feriado nacional em Portugal. É o Dia da Liberdade. Neste dia se comemora o movimento social que derrubou a ditadura fascista portuguesa do Estado Novo que durou mais de quatro décadas e mergulhou o país em 13 anos de guerras nas colônias.

A unidade dos trabalhadores portugueses, seus estudantes e seus soldados foi tão grande que a revolução portuguesa terminou com poucos tiros disparados e apenas 4 civis mortos pela polícia política.

Para simbolizar essa unidade, os civis distribuíram cravos vermelhos aos militares, que os colocaram nas pontas das armas. Por isso, a revolução portuguesa ficou conhecida como Revolução dos Cravos.

A revolução culminou com a construção e a entrada em vigor da nova Constituição, em 25 de abril de 1976.

Várias músicas fizeram parte da revolução ou foram ligadas a ela como homenagem. Uma dessas músicas tornou-se símbolo desse movimento, Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso. Ela foi escolhida para ser a segunda senha para o arranque das tropas (a primeira foi E depois do adeus, cantada por Paulo de Carvalho).

Aos 20 minutos da madrugada de 25 de abril de 74, Grândola, Vila Morena foi tocada no programa Limite, na Rádio Renascença e iniciou as operações simultâneas em todo o país das tropas organizadas pelo MFA. Apesar de os militares pedirem para que os civis não saíssem às ruas, já na madrugada as ruas de Lisboa foram tomadas pelo povo, que confraternizou com as tropas, distribuindo cravos. O mesmo ocorreu por todo o país.

Várias regravações da música foram feitas posteriormente, como por Amália Rodrigues, Nara Leão e até pela banda punk paulistana 365.

Assim, quero oferecer essa linda música como homenagem a este dia tão importante para a história dos países lusófonos.

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Cosmos: uma nova odisseia no espaço-tempo

CosmosDurante a década de 1980, o astrofísico Carl Sagan revolucionou a divulgação científica com a série de TV Cosmos: uma viagem pessoal. A série foi um divisor de águas para mim e para grande parte da minha geração, despertando uma curiosidade científica que definiu o que sou hoje.

A série original era escrita pelo próprio Sagan, sua esposa Ann Druyan e Steven Soter e foi vista por 750 milhões de pessoas em 175 países. Ganhou três Prémios Emmy e um Peabody.

Quando Sagan morreu, em 1996, Ann procurou criar uma nova série, seguindo o apelo original de conquistar o maior público possível para conhecer a ciência. Para isso, procurou o “mais popular astrofísico do Universo”, Neil Degrasse Tyson.

Depois de mais de uma década tentando obter dinheiro para produzir a série, Ann, Steven e Neil conseguiram convencer o produtor Seth MacFarlane (criador de Family Guy) a abraçar o projeto, mas só em 2011 ele começou a ser produzido de fato.

Assista o primeiro episódio, Standing Up in the Milky Way, que foi ao ar ontem pela FOX dos EUA e pelo National Geographic Channel. Não esqueça de ligar as legendas.

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Se você abrir demais a sua mente, seu cérebro vai cair

Quem nunca se deparou com um defensor da astrologia que tem como argumento máximo a frase “mas funciona”? Geralmente seguido de alguma evidência anedótica com o próprio ou algum amigo ou parente.

O mesmo ocorre com defensores de outras pseudociências, como a homeopatia, quiropraxia ou reflexologia. Não sem surpresa, é o mesmo fenômeno quando se discutem a mediunidade e percepções “extrassensoriais”, medicina “alternativa”, abduções alienígenas e todo tipo de afirmação fantástica anticientífica.

Quando você se aprofunda na discussão com o indivíduo, sempre acaba surgindo, como argumento final, a frase “você precisa abrir a sua mente”.

Pois bem, o músico australiano Tim Minchin lança um desafio a todos esses “pensadores” e propõe inclusive um prêmio.

Além de músico, Minchin é ator e humorista e aborda constantemente temas como pseudociências, religião e fé. Ateu e cético, defende que nossas opiniões e visões de mundo devem se basear na realidade, nas evidências e que todos os dogmas e tradições devem ser desafiados.
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