Deus criou o Universo?

Curiosity é um programa do Discovery Channel. O objetivo do programa é responder “as questões mais desafiadoras da vida”.

Cada episódio escolhe uma pergunta e busca as respostas para ela, revelando os desdobramentos e as novas perguntas que surgem pelo caminho.

O vídeo a seguir é o primeiro episódio da primeira temporada do programa, que foi ao ar em 7 de agosto de 2011. Nele, Stephen Hawking analisa a existência de deuses a partir das evidências conhecidas. Para ele, o que (ou quem) criou o Universo é a questão mais fundamental da humanidade.

Hawking é um físico e cosmólogo britânico, diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica e fundador do Centro de Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge.

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Aliens ancestrais

O design inteligente e os aliens ancestrais: mais do mesmo deus das lacunas

Os deuses eram astronautas? O mundo foi criado por um deus onipotente e esquizofrênico (é um só, mas tem múltiplas personalidades)? O universo foi criado pelo Monstro de Espaguete Voador começando por uma montanha, árvores e um anão?

Todas as teorias contemporâneas de intervenção divina começam a partir do mesmo ponto: as lacunas. Todas essas teorias partem daquilo que a ciência ainda não conhece para conceber teorias fantásticas sem qualquer evidência. É o que se chama de argumentum ad ignorantiam (argumento da ignorância). Para eles, se a ciência não pode provar uma coisa, então sua teoria fantástica e mágica “com certeza” está certa.

No texto a seguir, Michael Shermer analisa essa estreita correlação entre os deuses aliens e os aliens deuses. Shermer é psicólogo e historiador da ciência, fundador da revista Skeptic (cético) e colunista da revista Scientific American.

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Stephen Hawkins sobre Deus

“O que eu fiz foi demonstrar que é possível determinar pelas leis da Ciência
o modo como o Universo começou.
Neste caso, não é necessário apelar a Deus para explicar como começou o Universo.
Se isto não prova que Deus não existe,
pelo menos prova que
Deus não é necessário para nada”

Stephen Hawkins

O pensamento científico dá frutos

Sobre porquê a ciência é a única forma de conhecimento que vale a pena

“O maior pecado contra a mente humana é acreditar em coisas sem evidências. A ciência é somente o supra-sumo do bom-senso – isto é, rigidamente precisa em sua observação e inimiga da lógica falaciosa.”
Thomas Henry Huxley

A Ciência faz crescer a árvore do conhecimento em nossas mentesO pensamento científico é algo relativamente novo na história da humanidade. Suas bases começaram a ser desenhadas na Grécia antiga, quando os pensadores pré-socráticos começaram a substituir a crença nos mitos por explicações céticas para os fenômenos do mundo, mas o método científico só se torna realidade no século XVI.

Antes do surgimento do método científico, o conhecimento acumulado pelo ser humano era altamente empírico ou era simplesmente baseado em dogmas e tradições. A ciência permitiu ao homem produzir o conhecimento de forma mais coletiva e controlada, com menos perda de tempo e mais próximo da realidade.

Apesar de qualquer tipo de conhecimento ser capaz de chegar à verdade, apenas o conhecimento científico é capaz de negar a si próprio, ou seja, de perceber por seus próprios métodos que está errado, que não é a verdade.

O texto a seguir, é parte do livro Fundamentos da Metodologia Científica e identifica os quatro tipos de conhecimento e suas diferenças. Isso permitirá compreender melhor as diferenças entre o conhecimento vulgar, dogmático ou religioso do conhecimento científico.

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Materialismo

Materialismo, idealismo e dialética: chamando as coisas pelos seus nomes

O senso comum faz uma grande confusão entre os termos materialismo e idealismo. Com influência, provavelmente, da moral religiosa, várias pessoas defendem a ideia de que o materialismo é o enaltecimento dos prazeres mundanos em detrimento de ideais mais “elevados”.

Essa ideia não é nova:

 “O filisteu entende por materialismo glutonaria, bebedeira, cobiça, prazer da carne e vida faustosa, cupidez, avareza, rapacidade, caça ao lucro e intrujice de Bolsa, em suma, todos os vícios sujos de que ele próprio em segredo é escravo; e por idealismo, a crença na virtude, na filantropia universal e, em geral, num ‘mundo melhor’, de que faz alarde diante de outros, mas nos quais ele próprio [só] acredita, no máximo, enquanto cuida de atravessar a ressaca ou a bancarrota que necessariamente se seguem aos seus habituais excessos ‘materialistas’ e [enquanto], além disso, canta a sua cantiga predileta: que é o homem? — meio animal, meio anjo.”
(ENGELS, F. Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Clássica Alemã. 1886)

Como demonstra o texto a seguir, essa visão não condiz com a realidade. Ele explica o ponto de vista de um dos principais teóricos do materialismo, o alemão Karl Marx. O materialismo (em especial o materialismo histórico e dialético) é uma concepção filosófica, não um preceito moral. O preceito básico seguido pelo materialismo é a observação da matéria, ou seja, do mundo real, sem o uso de hipóteses mágicas ou fantásticas. Ou seja, o materialismo defende que o mundo deve ser explicado a partir de si mesmo, até porque a matéria é a realidade objetiva e existe independente de nossa percepção ou consciência.

Leia também As teses de Marx sobre a filosofia de Feuerbach.

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O padrão por trás do auto-engano

Esta palestra de Michael Shermer é a continuação, 4 anos depois, de outra palestra do TED que já publicamos (assista aqui).

Aqui ele explica a tendência do ser humano em acreditar em coisas estranhas. Para ele, a evolução das espécies nos programou especialmente para acreditar no desconhecido, no bizarro, no inacreditável.

Shermer é psicólogo e historiador da ciência e fundador da revista Skeptic (cético).

Assista também outras palestrar no TED.

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Ontopsicologia: a pseudociência unindo o charlatanismo ao capitalismo selvagem

Em 2003 foi produzido o livro Método Científico & Fronteiras do Conhecimento, um trabalho conjunto do físico Ronaldo Mota, do geneticista Renato Z. Flores e dos biólogos Lenira Sepel e Élgion Loreto, todos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O livro é dividido em duas partes. A primeira apresenta uma abordagem histórica do método científico, analisando desde as primeiras contribuições dos gregos, passando pelas bases do método científico no Renascimento, o seu amadurecimento (a partir da obra de Newton) até os filósofos da ciência contemporâneos, como Popper, Kuhn e Feyerabend.

A segunda parte utiliza temas contemporâneos para abordar as fronteiras do conhecimento. Para isso, analisa as pseudociências e apresenta conceitos e descobertas recentes nas áreas da genética, evolução e neourociências.

O texto a seguir é o capítulo 5 do livro, escrito pelo geneticista Renato Zamora Flores e é uma importante fonte de informação no debate sobre a fonteira entre o que é e o que não é ciência.

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CNBB desorienta jovens

A seguir, texto de Luã Cupolillo publicado no Jornal O Trabalho nº 734 (agosto/2013). No texto, Luã discute o Manual de Bioética distribuído pela CNBB durante a Jornada Mundial da Juventude. Já tratamos desse assunto aqui.

Luã é historiador e faz parte da coordenação nacional da Juventude Revolução. Foi diretor da UNE e coordenador geral do DCE da UFJF.

por Luã Cupolillo

Manual distribuído na Jornada da Juventude ataca direito ao aborto

Manual de bioéticaNa jornada mundial da juventude católica, ocorrida no Rio de Janeiro, o Papa apresentou um discurso de modernização e tolerância para se aproximar da juventude. Discursos à parte, o que diz a cúpula da Igreja católica sobre questões que afetam diretamente a vida da juventude? O “manual da bioética” da fundação Jerome Lejeune, ligada à Igreja Católica e publicado no Brasil pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e distribuído aos inscritos da jornada, justificam as posições reacionárias da cúpula da Igreja com argumentos pseudocientíficos.

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Marco Feliciano ódio à mulher misoginia

Marco Feliciano em defesa do estuprador

A gente sabe que há muita estupidez e ignorância por aí, mas eu sempre acho que  há um mínimo de decência e bom senso, que há sempre um limite pra quão absurdas possam ser as coisas que uma pessoa defende. Parece que estou errado.

No dia 1º de agosto último foi sancionada a lei que define que mulheres vítimas de violência sexual devem ter atendimento prioritário nos hospitais. A lei define que qualquer vítima de violência sexual (seja homem, mulher ou criança) deve ter atendimento imediato com três objetivos claros: curar as lesões físicas e psicológicas, evitar ou minimizar sequelas físicas e psicológicas e facilitar o trabalho policial de identificação do agressor.

Penso eu, na minha ignorância, que qualquer ser humano seria a favor de defender a vida e a saúde de quem já sofreu tão vil violência. Parece-me absolutamente surreal que algum representante eleito possa ser contrário à vítima e defensor do agressor. Ledo engano.

O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC), já deu vários exemplos de quão misógino, racista e homofóbico é, mas agora extrapolou qualquer limite: está defendendo o estupro, a prática da violência sexual, está defendendo o estuprador, nega qualquer direito humano ou legal à vítima de estupro. Para ele, uma criança abusada sexualmente não deve ter nenhum direito garantido.

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Manal AlSharif no TED

Manal al-Sharif: Uma mulher saudita que ousou dirigir

Manal al-Sharif é uma cientista da computação saudita especialista em segurança da Internet.

Em maio de 2011 ela descobriu que não havia, na Arábia  Saudita, nenhuma legislação que proibisse a mulher de dirigir. A proibição era baseada única e exclusivamente na tradição e nos dogmas religiosos. Ela, então, iniciou uma campanha para que as mulheres sauditas começassem a dirigir. Ela se deixou filmar dirigindo e postou esse vídeo no Youtube e no Facebook (veja aqui).

Manal nunca pretendeu romper com sua religião nem com as leis de seu país. Mesmo assim, foi presa várias vezes e tornou-se um símbolo feminista no mundo todo.

Apesar da campanha anti-islâmica feita pela mídia mundial utilizando seu nome, a luta de Manal não é menor. Seu rompimento com um que seja dos dogmas religiosos pode permitir que as mulheres (não só as islâmicas) passem a repensar outros dogmas, outras tradições, e fazer com que caminhem no sentido de pensarem por si mesmas, livrando-se de todos os dogmas e tradições e levando o mundo a  um novo patamar do conhecimento, baseado na realidade.

Veja outros vídeos do TED.

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