É útil estudar a evolução?

“Se eu acho que é
útil estudar a evolução?

Eu acho que a resposta é sim,
porque a visão de mundo
que precisamos,
que eu preciso,
é uma visão de mundo materialista.

Tudo de verdadeiro
que nós pudermos aprender sobre a natureza
contribui para nossa compreensão do mundo material
e isso é desejável”

Richard C. Lewontin

LEWONTIN, Richard apud GRAFFIN, Greg; OLSON, Steve. Anarchy Evolution: Faith, Science, and Bad Religion in a World Without God. Harper Perennial. 2010.

Tradução: Maurício Sauerbronn de Moura

Carl Sagan e as crianças

“De vez em quando,
tenho a sorte de lecionar
num jardim-de-infância ou numa classe
do primeiro ano primário.

Muitas dessas crianças
são cientistas natos – embora
tenham mais desenvolvido
o lado da admiração
que o do ceticismo.

São curiosas,
intelectualmente vigorosas.
Perguntas provocadoras e perspicazes saem delas aos borbotões.
Demonstram enorme entusiasmo.
Sempre recebo uma série de perguntas encadeadas.
Elas nunca ouviram falar da noção de ‘perguntas imbecis’.”

Carl Sagan

Sagan, Carl. O Mundo Assombrado pelos Demônios – A Ciência vista como uma vela no escuro(The Demon-Haunted World). 1997. Capítulo 19.

Presidente da Federação Nacional do Livre Pensamento da França morre em Paris

Marc Blondel, militante do livre pensamento e sindicalista histórico francês, morre aos 75 anos.

A quantidade de homenagens prestadas a Marc Blondel são um termômetro para a importância deste francês para a história da liberdade em seu país e no mundo, tanto na incansável luta pelos direitos dos trabalhadores como na luta pela liberdade de pensamento.

Blondel era advogado e um reconhecido líder sindical. Foi secretário-geral da CGT-Força Operária de 1989 a 2004, quando foi escolhido como presidente da Federação Nacional do Livre Pensamento (FNLP), sendo fundador da Associação Internacional do Livre Pensamento (IAFT), em 2012.

Em 1995 foi um dos principais líderes da série de greves que mobilizaram os franceses contra o Plano Juppé. Tal plano previa o aumento da contribuição dos trabalhadores para a aposentadoria, além de limitar o gasto com saúde (incluindo licenças, hospitais e medicamentos). Milhares de pessoas foram às ruas em seis grandes manifestações que culminaram em um ato em 12 de dezembro com dois milhões de manifestantes.

Blondel ficou famoso exatamente pela defesa que fez da seguridade social para os trabalhadores franceses durante essas greves, chegando a ser considerado “o melhor político da França”.

Fica registrada a homenagem dos livres pensadores brasileiros a este, que foi e ainda é um exemplo de luta para todos nós.

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Cosmos: uma nova odisseia no espaço-tempo

CosmosDurante a década de 1980, o astrofísico Carl Sagan revolucionou a divulgação científica com a série de TV Cosmos: uma viagem pessoal. A série foi um divisor de águas para mim e para grande parte da minha geração, despertando uma curiosidade científica que definiu o que sou hoje.

A série original era escrita pelo próprio Sagan, sua esposa Ann Druyan e Steven Soter e foi vista por 750 milhões de pessoas em 175 países. Ganhou três Prémios Emmy e um Peabody.

Quando Sagan morreu, em 1996, Ann procurou criar uma nova série, seguindo o apelo original de conquistar o maior público possível para conhecer a ciência. Para isso, procurou o “mais popular astrofísico do Universo”, Neil Degrasse Tyson.

Depois de mais de uma década tentando obter dinheiro para produzir a série, Ann, Steven e Neil conseguiram convencer o produtor Seth MacFarlane (criador de Family Guy) a abraçar o projeto, mas só em 2011 ele começou a ser produzido de fato.

Assista o primeiro episódio, Standing Up in the Milky Way, que foi ao ar ontem pela FOX dos EUA e pelo National Geographic Channel. Não esqueça de ligar as legendas.

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Quem dá bola não importa. Quem importa não dá bola.

Dr. Seuss, nascido Theodor Seuss Geisel, foi escritor e cartunista dos EUA. Escreveu dezenas de livros infantis, entre eles, Horton e o Mundo dos Quem! e O Grinch.

A frase a seguir é atribuída a Seuss. Embora não tenha uma fonte segura – o Wikiquote atribui a Bernard Baruch – e esteja deslocada do contexto, a interpretação de Gavin Aung Than, do Zen Pensils, como sempre, ficou muito mais legal e dentro do contexto histórico atual.

Os livres pensadores defendem que a moral imposta e os dogmas devem ser vencidos. Defendem a liberdade de pensamento e de crença e são contra qualquer forma de opressão. Assim, não podem aceitar a imposição de qualquer valor moral a qualquer indivíduo.

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Se você abrir demais a sua mente, seu cérebro vai cair

Quem nunca se deparou com um defensor da astrologia que tem como argumento máximo a frase “mas funciona”? Geralmente seguido de alguma evidência anedótica com o próprio ou algum amigo ou parente.

O mesmo ocorre com defensores de outras pseudociências, como a homeopatia, quiropraxia ou reflexologia. Não sem surpresa, é o mesmo fenômeno quando se discutem a mediunidade e percepções “extrassensoriais”, medicina “alternativa”, abduções alienígenas e todo tipo de afirmação fantástica anticientífica.

Quando você se aprofunda na discussão com o indivíduo, sempre acaba surgindo, como argumento final, a frase “você precisa abrir a sua mente”.

Pois bem, o músico australiano Tim Minchin lança um desafio a todos esses “pensadores” e propõe inclusive um prêmio.

Além de músico, Minchin é ator e humorista e aborda constantemente temas como pseudociências, religião e fé. Ateu e cético, defende que nossas opiniões e visões de mundo devem se basear na realidade, nas evidências e que todos os dogmas e tradições devem ser desafiados.
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