razao

Um diálogo sobre a razão

Em um tempo em que a irracionalidade tomou totalmente conta das redes sociais, da política, da cultura e até, em vário momentos, da medicina e da pesquisa acadêmica, será que o pensamento racional perdeu seu poder?

Em 2012 o TED (Technology, Entertainment and Design) gravou um bate papo entre o linguista Steven Pinker e a filósofa Rebecca Newberger Goldstein em que eles discutem e chegam à conclusão de que é a razão o motor da moralidade.

Steven é linguista e escritor de best-sellers em que questiona a natureza de nossos pensamentos. Através da análise da linguagem, ele busca definir até que ponto as ações humanas são inatas e até que ponto são fruto do ambiente.

Rebecca também é escritora, tanto de ficção quanto de não ficção. É apaixonada pelos diálogos socráticos e defende a importância da filosofia, inclusive em seus livros de ficção.


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Saviani

Aprender a aprender: um slogan para a ignorância

Dermeval Saviani é um dos maiores teóricos da educação no Brasil. Graduado em Filosofia em 1966, é doutor em filosofia da educação e livre-docente em história da educação. Saviani é autor de 15 livros, entre eles Escola e Democracia, Educação – Do Senso Comum a Consciência Filosófica e A Questão Pedagógica na Formação de Professores. Tem dezenas de participações em livros, prefácios e artigos publicados. Já participou de mais de 80 bancas de mestrado e doutorado, tendo tido dezenas de orientandos.

Saviani propõe o que chama de Pedagogia Histórico-Crítica, uma visão pedagógica que parte da dialética, especialmente do materialismo histórico, com influência da psicologia histórico-cultural de Vigotski. Para ele, o processo pedagógico não está desvinculado da prática social, ao contrário, a prática social é início e fim da prática educativa.

Em 2008 Saviani concedeu uma entrevista para Raquel Varela e Sandra Duarte que foi publicada na revista portuguesa Rubra, número 3. Leia a íntegra:


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Desculpem

Caros leitores,

O Google começou a apresentar vários erros na indexação do Livre Pensamento. Ao tentar corrigir, acabei enviando sem querer um monte de e-mails a todos os assinantes.

Mil perdões pelo transtorno.

Pior que ainda não consegui corrigir…

Grupo de jovens que rompeu com o sionismo protesta em frente ao Consulado de Israel, em São Paulo

Jovens judeus vivem ruptura com sionismo

Eles não apoiam o Estado de Israel. Mesmo vindo de famílias judaicas tradicionais, seus corações e mentes são solidários à causa palestina. Parentes e amigos reagem com rancor, mas este grupo de jovens rechaça as crenças sionistas

Yuri Haasz, Elena Judensnaider, Shajar Goldwaser, Bruno Huberman e Bianca Neumann Marcossi gostam dos quadrinhos pró-palestinos de Joe Sacco e têm simpatia pelo polêmico “A Invenção do Povo Judeu”, de Shlomo Sand. Aplaudem filmes como “Lemon Tree” e documentários como “Defamation” ou “The Gate Keepers”, narrativas críticas ao Estado de Israel.

Para além de um repertório cultural pouco comum entre os judeus, os cinco chamaram atenção quando se reuniram, no dia 8 de julho, junto com outros colegas, para repudiar a ação militar de Israel na Faixa de Gaza. Diante do consulado desse país em São Paulo, ergueram cartazes de protesto que horrorizaram parte da comunidade judaica.

Estes jovens, em roda de conversa com Opera Mundi, relataram sua trajetória de contestação ao sionismo e a reação que sua atitude provoca entre familiares. Discutiram também o que é ser judeu no século 21, problematizando a proposta de dois Estados para dois povos e repensando a própria existência de um lar nacional judaico encarnado por Israel.

“Queremos deixar claro, em nossa condição judaica, que não compactuamos com a opressão ao povo palestino e o massacre de civis em Gaza”, afirma Yuri Haasz. “Israel não atua em autodefesa, mas com a intenção de ocupação territorial, para inviabilizar a criação de dois Estados.”

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Hedy Epstein. 85 anos. Sobrevivente do holocausto

Judeus sobreviventes do holocausto nazista condenam massacre de palestinos em Gaza e a cumplicidade dos EUA

Através de uma carta pública, mais de 300 judeus sobreviventes e descendentes de sobreviventes do holocausto nazista condenam as ações do governo de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza, a cumplicidade do governo dos Estados Unidos e fazem um chamado a um boicote acadêmico, cultural e econômico de Israel.

“Condenamos inequivocamente o massacre de palestinos em Gaza e a atual ocupação e colonização da Palestina Histórica”, afirmam na carta que foi publicada no site da Rede Internacional Judia Anti-Sionista (International Jewish Anti-Zionist Network). “Condenamos que os Estados Unidos provenham a Israel o financiamento para levar a cabo o ataque”, continuam.

Denunciam o uso fraudulento de seu sofrimento, suas histórias e biografias para promover a desumanização dos palestinos, tal como fez Elie Wiesel, prêmio Nobel da Paz de origem judaica, através de avisos publicados em grandes meios como o The Guardian, em que se acusam sem provas aos palestinos, especificamente o Hamas, de usar crianças como escudos humanos. Os avisos de Wiesel são para “justificar o injustificável: a determinação de Israel em destruir Gaza e o assassinato de cerca de 2 mil palestinos, incluindo centenas de crianças”, afirmam.

Por último, solicitam donativos para publicar a carta no New York Times, com o fim de que tenha mais difusão.

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Má conduta científica é um problema global, afirma pesquisador

Por Elton Alisson

Plágio, falsificação e fabricação de resultados científicos deixaram de ser problemas exclusivos de potências em produção científica, como os Estados Unidos, Japão, China ou o Reino Unido.

A avaliação foi feita por Nicholas Steneck, diretor do programa de Ética e Integridade na Pesquisa da University of Michigan, nos Estados Unidos, em palestra no 3º BRISPE – Brazilian Meeting on Research Integrity, Science and Publication Ethics, realizado nos dias 14 e 15 de agosto, na sede da FAPESP.

Segundo Steneck, por ter atingido escala global, é preciso que universidades, instituições de pesquisa e agências de fomento em todo o mundo realizem ações coordenadas para lidar com essas questões, a fim de não colocar em risco a integridade da ciência como um todo.

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YHWH

Você conhece Deus?

Das dez maiores religiões do mundo, quatro acreditam no mesmo deus, o deus abraãmico. São bilhões de pessoas reunidas em dezenas de igrejas que afirmam conhecer profundamente esse deus. Várias delas afirmando que sua relação com ele é pessoal, ou seja, esse deus conhece o indivíduo assim como o indivíduo o conhece profundamente.

Quando várias pessoas conhecem alguém, é natural que elas façam descrições desse alguém de formas ligeiramente diferentes. Mas quando essas várias descrições são contraditórias e incompatíveis, ou a pessoa não conhece de fato de quem ela está falando, ou o descrito mente.

O vídeo a seguir discute exatamente essa questão. Se tantas pessoas conhecem tão profundamente a Deus, por qual motivo cada um dá uma descrição diferente e contraditória sobre sua personalidade, forma, desejos, intenções e a tudo o que se refere a ele? E sobre todas as outras milhares de religiões que também acreditam em deuses?

Mais ainda: em que ponto deixamos de ser humanos e preferimos a divisão e a guerra?

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