Guia de Falácias Lógicas de Stephen Downes

O objetivo de um argumento é expor as razões que sustentam uma conclusão. Um argumento é falacioso quando as razões apresentadas não sustentam a conclusão.

Estas páginas descrevem as falácias lógicas conhecidas. Para navegar, use o índice abaixo ou os links no final de cada artigo.

Como usar este guia

Falácias de distração

Apelo a motivos em vez da razão

Fugindo do assunto

  • Ataque à pessoa:
    1. Ataque ao caráter da pessoa
    2. Referem-se circunstâncias relativas à pessoa
    3. Invoca-se o fato de a pessoa não praticar o que diz
  • Apelo à autoridade:
    1. A autoridade não é um perito no campo em questão
    2. Não há acordo entre os peritos do campo em questão
    3. A autoridade não pode, por algum motivo, ser levada a sério — porque estava brincando, estava bêbada, etc.
  • Autoridade anônima: a autoridade em questão não é declarada
  • Forma sem conteúdo: sente-se que o modo como o argumento (ou o argumentador) é apresentado afeta a verdade da conclusão

Falácias indutivas

  • Generalização precipitada: a amostra é demasiado pequena para apoiar uma generalização indutiva sobre o domínio em questão
  • Amostra não representativa: a amostra não é representativa do domínio em questão
  • Falsa analogia: desprezam-se diferenças relevantes entre os objetos ou acontecimentos comparados
  • Indução preguiçosa: nega-se, apesar dos indícios favoráveis, a conclusão de um forte argumento indutivo
  • Falácia de omissão: não é considerada toda a informação relevante que devia pesar na conclusão de um forte argumento indutivo

Falácias envolvendo silogismos estatísticos

  • Acidente: uma generalização é feita quando as circunstâncias sugerem que deve haver exceções
  • Inversa do acidente: generaliza-se o que apenas devia ser tomado como exceção

Falácias causais

  • Post hoc: pelo fato de algo acontecer após outra coisa pensa-se que a coisa causa o algo em questão
  • Efeito conjunto: conclui-se que uma coisa é causa de outra coisa quando, de fato, ambas as coisas são o efeito conjunto de uma causa subjacente
  • Insignificância: conclui-se que uma coisa é causa de algo, mas apesar de também o ser, é insignificante quando comparada com outras causas deste algo
  • Direção errada: a relação entre causa e efeito é invertida
  • Causa complexa: a causa identificada é apenas uma parte da totalidade da causa do efeito

Perdendo o ponto

Falácias da ambiguidade

  • Equívoco: o mesmo termo é usado em dois sentidos diferentes
  • Anfibologia: a estrutura de uma frase permite duas interpretações diferentes
  • Ênfase: a ênfase numa palavra sugere um sentido diferente daquele que de fato é enunciado

Erros de categorização

  • Composição: como os atributos das partes de um todo têm certa propriedade, argumenta-se que o todo tem esta propriedade
  • Divisão: como o todo tem uma certa propriedade, argumenta-se que as partes têm essa propriedade

Non sequitur

Erros silogísticos

Falácias de explicação

Falácias de definição

Referências

Direitos autorais

Guia de Falácias Lógicas de Stephen Downes

Fonte: Stephen Downes Guide to the Logical Fallacies – Norm Jenson’s Mirror
Tradução, adaptação e notas: Maurício Sauerbronn de Moura

9 pensamentos sobre “Guia de Falácias Lógicas de Stephen Downes

  1. Gostaria de uma ajuda. Qual a falácia na qual a proposta não tem certeza de sucesso e mesmo pode causar efeitos piores. Por exemplo: “Você é contra as armas? Diga isso prá quem perdeu um filho assassinado num assalto”. Ora, ter uma arma durante um assalto não é garantia de poder reagir e mesmo aumenta as chances de ser morto, caso o bandido a encontre. E mais – elas podem acabar sendo usadas em momentos com emoções exacerbadas, como discussões e brigas.

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    • Acho que seria um apelo à emoção ou “argumentum ad passiones”. Ela joga ao receptor uma sensação de medo (perder um filho) e culpa (uma pessoa pode perder um filho por causa da sua opinião) para convencê-lo que as armas devem ser vistas como algo positivo. Acho que na lista acima, estaria dentro dos apelos a motivos em vez da razão, embora não se enquadre em nenhum dos subtipos descritos.

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    • Esta falácia poderia ser classificada com apelo à emoção e poderia ser incluída na categoria mais geral do Stephen, por ele denominada de “Apelo a motivos (em vez de razões). A comoção de perder um filho assassinado em um assalto não autoriza a conclusão de que o porte de armas eleva a segurança de quem está armado.

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  2. Bom dia. sou professora de Redação e este material é excelente para poder auxiliar os alunos nas dificuldades dos argumentos construídos. Parabéns!

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